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A ressurreição do e-mail marketing

A ressurreição do e-mail marketing

outubro 25th, 2018 Publicado por Marketing de Conteúdo 0 comentário em “A ressurreição do e-mail marketing”

Ao longo dos últimos anos, as mídias sociais reinaram soberanas nas estratégias de marketing e comunicação das organizações, independentemente de seu segmento de atuação. Elas ganharam muita força na forma de encontrar e permitir diálogo entre as audiências e as marcas. Junto com tudo isso, veio a famosa “dependência”.

Ao praticamente criarem um monopólio sobre o tempo e a atenção dos usuários de internet, gigantes como Facebook e Google perceberam este poder – este quase tesouro que tinham nas mãos – e, a partir daí, passaram a ditar as regras. Regras que mudam a qualquer momento, direcionando para o que se quer, quando se quer. Seguindo, sabe-se lá, quais interesses próprios – mas muito provavelmente apenas os financeiros! Os modelos de sustentação dessas companhias passaram, então, a exibir seus faturamentos de dar inveja até mesmo a companhias sólidas e até centenárias.

E tudo que chama a atenção recebe holofotes. Especialistas, profissionais e empresas passaram a analisar com mais profundidade as consequências de tamanha hegemonia. Afinal, um controle tão grande na mão de pouquíssimas empresas pode não ser tão bom assim para o mercado. E isso força a busca por novas alternativas e iniciativas também, claro!

Por que e-mail marketing?

E aí entra uma discussão importante: a diferença entre plataforma e agregador, além da questão da criação de valor. Ben Thompson, criador e responsável pela newsletter Stratechery, tem uma teoria bastante interessante sobre isso – e que foi exposta em sua apresentação durante a Code Conference, um dos principais eventos realizados no Vale do Silício (veja abaixo).

Para ele, diante do cenário estabelecido, Windows e AWS da Amazon, por exemplo, são considerados plataformas. Pela simples razão de serem tecnologias ou serviços que permitem que as pessoas desenvolvam algo de real valor. A partir destas ferramentas, os negócios acontecem, ainda que estas tecnologias estejam por trás do ecossistema e não apareçam aos clientes finais.

Já as mídias sociais, como o Facebook ou serviços como o Google, não passam de agregadores. Auxiliam na busca por clientes, mas a finalidade é fazer com que eles mesmos ganhem dinheiro – a riqueza está mais concentrada. “Numa plataforma, o valor econômico de todos que a usam é maior do que a empresa que a criou”, diz. Por outro lado, Facebook e Google acabam extraindo para si quase todo o valor dos ecossistemas que oferecem e, acima de tudo alimentam. E como alimentam…

Um dos caminhos que começa a prosperar, até como resultado das investidas em estratégias de inbound marketing (ou marketing de atração), é o e-mail. Foi isso mesmo que você leu! Quando tudo conspirava para seu completo extermínio, ele ressurge das cinzas.

Sim, o bom e velho e-mail, protagonista nos primórdios da internet e ferramenta declarada como obsoleta, está de volta. E não é pouco não. As mídias sociais privadas tentaram matá-lo. Os comunicadores prometiam assassiná-lo. As ferramentas colaborativas chegaram para nocauteá-lo. Os chatbots vieram como a última cartada. Mas o e-mail está vivo. E muito vivo. E muito além do e-commerce e do e-mail marketing promocional.

“Eu respondo a perguntas sobre a morte iminente do e-mail há 16 anos. A verdade é que é ótimo para o comércio eletrônico. Se você gastar um dólar por e-mail, receberá US$ 43 em vendas extras”, diz Ben Chestnut, co-fundador e diretor executivo da MailChimp, uma das ferramentas de automatização de e-mails de maior sucesso no mercado.

Mais contato, menos dependência

A consolidação das mídias sociais aumentou também o custo para as empresas participarem dessa brincadeira. O crescimento da adoção de adblocks (ferramentas que impedem que as publicidades sejam entregues aos usuários) limita cada vez mais o alcance das marcas. A queda da efetividade dos modelos de publicidade digital produz táticas voltadas para o conteúdo e os canais proprietários. Viva o marketing de conteúdo e o bom conteúdo, enfim!

Com ambientes particulares, o controle passa a ser da organização. Ela não fica mais à mercê de mudanças de algoritmos e metodologias de um terceiro no processo de busca e interação com seus públicos. Por estas razões, o e-mail sobrevive e ganha contornos e funcionalidades diversas.

Ele permite (acredite!) ampliar o volume de informações sobre o usuário – sem deixar este dado no banco de dados de terceiros, como é o caso do Facebook. É possível manter um diálogo permanente sem necessariamente ter de investir em publicidade para chegar a quem se deseja. Além do fato de, dependendo da estratégia utilizada, permitir que a marca dialogue diretamente com quem realmente tem interesse em interagir com ela.

Mais do que isso, também ele vem sendo utilizado como uma ferramenta para criar conexões com as audiências por meio de diversos modelos de newsletters e boletins informativos, como temas específicos ou gerais. Vale lembrar, a partir da história do primeiro usuário, que o hábito (ou vício) de checar com muita frequência por novas mensagens vem do e-mail e não das mídias sociais, como conta a história de Stephen Lukasik, ex-chefe da agência do governo dos EUA.

Conteúdo na caixa de entrada

Grandes veículos de comunicação já perceberam a serventia do e-mail na captura de audiência, diminuindo a dependência das mídias sociais como geradoras de tráfego (especialmente depois que o Facebook reduziu o alcance dos meios de comunicação – e acabou voltando atrás, mas o estrago já estava feito).

Para ficarmos em alguns exemplos, o The Washington Post, em uma estratégia de organizar e converter usuários em leitores nos mesmos moldes de um comércio eletrônico com funil de conversão, conta com uma editora exclusiva e especializada em produzir newsletters e alertas de seus conteúdos para os públicos. São cerca de 70 tipos de boletins disparados de acordo com as necessidades e particularidades das audiências.

Estratégia semelhante foi adotada pelo londrino The Times. Não bastasse o modelo de troca – leitores podem acessar dois artigos por semana, caso forneçam seus endereços de e-mail – desenvolveu uma newsletter com as principais notícias do dia e que já conta com mais de dois milhões de assinantes, além de outros boletins temáticos e segmentados.

Como forma de aprofundar o relacionamento com seus leitores e recriar novos modelos jornalísticos, o The New York Times constituiu uma parceria com a ProPublica, uma agência de notícias investigativas, que vai se consolidar em forma de newsletter.

Veículos de comunicação mais jovens e independentes – nacionais ou com representação nacional – perceberam rapidamente a onda e investem nesta abordagem. É o caso do The Intercept, APublica e Ponte Jornalismo, que utilizam boletins informativos para fazer com que o público não só seja impactado, mas retorne e consuma outros e novos conteúdos.

Para a editora do boletim Quartz Obsession – um resumo de algumas das principais notícias do dia – Jessanne Collins, a experiência de interagir com boletins informativos é semelhante ao de uma revista. Tem um começo e um fim, diferente da barra de rolagem infinita das mídias sociais. E uma indicação importante da importância que este modelo vem ganhando é a aquisição da própria Quartz pela Uzabase, uma empresa de mídia japonesa de capital aberto com grande sucesso em toda a Ásia.

A sensação é de um pacote finito, de que há informação de qualidade e que você se informou sobre o que está acontecendo de mais importante pode ser a resposta para o sucesso destes modelos – reduzindo a ansiedade causada pelo F.O.M.O (fear of missing out, ou medo de estar perdendo algo relevante).

Curadoria para o caos

Na prática o e-mail vem tomando um espaço importante na mídia justamente por ter se transformado em um recurso que ajuda a filtrar e organizar o enorme volume de informações a que temos acesso diariamente. No Brasil, o movimento de boletins informativos também se forma.

Uma newsletter enviada de segunda a sexta pela manhã, de forma gratuita, com um resumo dos principais e mais relevantes fatos do dia. É assim que se configura o Meio, boletim informativo criado encabeçado por Pedro Doria e Vitor Conceição.

Dividido em alguns blocos (um inicial que trata basicamente de política e economia ou algo de grande repercussão, um sobre cultura, outra seção sobre viver e um final de cotidiano digital), já conta com mais de 50 mil assinantes e, às terças-feiras, com patrocínio da rede de laboratórios DASA.

Na mesma onda vem o The Brief, já com uma segmentação mais clara que aborda os universos de negócios com foco em tecnologia e startups, bem como o boletim semanal Market Brief, que traz um recorte das principais notícias do mundo digital selecionadas e analisadas por um coletivo de especialistas com destaque para acontecimentos de marketing, comunicação, tecnologia, telecomunicações, educação e fintechs.

Quem pensou que o e-mail estava com os dias contados, vai ter de rever suas conclusões. Até porque, com o apoio de inteligência artificial, ele deve subir mais alguns degraus bem importantes no processo de comunicação entre empresas, veículos e suas audiências, tornando os modelos ainda mais automatizados e personalizados. Se ainda está na dúvida, veja aqui algumas tendências apontadas por especialistas e entenda esse caminho sem volta! E sem o fatalismo da morte ao email!

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A árdua tarefa de gerenciar e-mails e newsletters

julho 17th, 2017 Publicado por Tecnologia, Todas as categorias 0 comentário em “A árdua tarefa de gerenciar e-mails e newsletters”

Informação é poder; mas haja informação (e tempo para cuidar de tudo). O grande negócio é saber o que fazer com todos os estímulos que recebemos, por meio de e-mails newsletter, a todo tempo, especialmente para quem trabalha com marketing e comunicação digital.

Todos os dias, há algo diferente, inovador e surpreendente. Bate até a sensação de que estamos com as síndromes da modernidade pós-mundo digital. Nomes engraçados ganharam contornos especiais nos últimos anos:

F.O.M.O. – do inglês Fear of Missing Out, isto é, o medo de estar sempre perdendo algo importante, algo sobre o qual temos de saber;

F.O.B.O. – do inglês Fear of Being Off-line, é aquele receio de não conseguir conexão, o que impossibilita a pessoa de realizar muitas de suas tarefas diárias;

F.O.D.A. – do inglês Fear of Doing Anything, ou seja, é a indecisão de seguir alguns passos justamente porque não se sente pronto ou embasado o suficiente para definir um caminho. Por fim, a pessoa acaba paralisada diante disso.

Parece piada, mas não é. Isso vem afetando muita gente no dia a dia das empresas. Como ficou difícil dar conta de tanta coisa acontecendo, todo profissional de marketing e comunicação digital precisa estar por dentro dos principais recursos, ferramentas, plataformas, conceitos e contextos para tomar as melhores decisões.

A culpa é do e-mail?

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Sim, também. Uma das principais causas para tudo isso está no alto volume de e-mails que recebemos diariamente. Ainda que pesquisas indiquem que os jovens usam menos e-mails e prefiram as mídias sociais, o grosso da comunicação corporativa ainda é feito pelo velho e bom correio eletrônico. Além disso, boa parte da comunicação digital está atualmente sustentada em e-mail marketing.

Nas estratégias de comunicação, muitas propostas para atingir ou buscar o consumidor preferem o e-mail, seja para captação de cadastro nos sites ou em comunicação por inbound marketing, em que boa parte do diálogo entre marca e consumidor se dá por e-mail.

Gerenciar as newsletters que assinamos é parte fundamental para se manter atualizado e não ficar louco. Ainda não inventaram uma alternativa perfeita e não há receita de sucesso.

Os próprios desenvolvedores das principais plataformas de e-mail oferecem dicas e alternativas. É o caso, por exemplo, da Microsoft com o Outlook. A gigante de tecnologia explica como organizar sua caixa de entrada com ferramentas do software, inclusive para a versão na nuvem. O Google não deixa por menos e também orienta seus usuários a manter a caixa de e-mails em dia, especialmente para quem utiliza o GSuite, o plano corporativo.

Há muitas firulas que sequer sabemos que existem, contudo há uma alternativa que talvez seja mais simples. Dá um trabalhinho inicial em alguns casos, mas pode se tornar a melhor maneira de conseguir se atualizar: os agregadores. Houve um momento de ápice com o Google Reader, que acabou descontinuado, um hiato de alguns anos. Hoje, esse tipo de ferramenta volta a ganhar relevância nessa dura missão de organizar os dados e colocar a leitura em dia.

Opções úteis

Além de ajudar a colocar tudo em ordem, esses aplicativos podem auxiliar a dar uma boa limpada nos e-mails, para você dar atenção ao que realmente interessa na sua caixa de entrada. E quando quiser dar aquela geral sobre o que de mais importante está acontecendo, você migra para um agregador.

Feedly

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Atualmente, é considerada por muitos a melhor aplicação. Disponível para desktop, Android e iOS, a apresentação se assemelha a de um e-mail. As configurações de visualização são simples e muitos dos maiores sites do mundo já estão cadastrados, isto é, podem ser encontrados diretamente pela busca, sem que seja preciso ficar cadastrando o código de RSS um por um. Permite também a organização de pastas por temas de seu interesse e o gerenciamento de cada feed para dentro delas.

Flipboard

feedly e-mails

Talvez tenha sido o principal responsável por “ressuscitar” os readers em geral. Trata-se de um App mobile que trouxe uma nova forma de visualizar as informações. Em alguns momentos, parece uma revista; em outros, com um aplicativo de qualquer um dos veículos de notícias que seja acompanhado. No smartphone, permite o cadastro a partir de temas de interesse e também a adição de alguns sites que se queira ler.

The Old Reader

the old reader emails

É um agregador também bastante simples de se operar e para colocar a leitura em dia. Chegou a ficar fora do ar por um tempo e voltou com boas ferramentas e um excelente visual. Oferece recursos muito semelhantes ao Feedly, como a organização em pastas por temas. Veja como é simples de organizar as newsletters e sites que você assina para receber boletins.

Mais algumas opções

Existem diversas possibilidades, e somente a sua forma de se planejar para acompanhar as principais informações do mercado é que ajudará a definir qual a plataforma que melhor te atende. Confira algumas delas:

Newsblur
Digg Reader
Netvibes
NetNewsWire

Todos possuem alguns recursos só disponíveis em suas versões pagas, mas para começar a botar a casa em ordem os pacotes free já quebram um bom galho e certamente vão te ajudar a colocar os assuntos em dia.

Outras dicas para gerenciar os e-mails

E, se ainda assim, você não tem paciência para trabalhar com mais uma plataforma como um leitor de feeds e prefere gerenciar tudo mesmo pela sua plataforma de e-mail, seguem algumas dicas.

1. Pense antes de organizar

Não saia simplesmente criando pastas e distribuindo os e-mails. É importante planejar, a partir do histórico dos e-mails que você recebe, como será a estrutura de organização. Especialmente para, depois disso, saber onde encontrar cada coisa, quais dependem de algum tipo de ação, aqueles que exigem somente armazenamento e assim por diante.

2. Encare a caixa de entrada como um job

Quanto mais você deixar de limpar, maior vai ser a dor de cabeça. Evite acumular os e-mails na caixa de entrada. Ao recebê-los, já tome uma ação ou direcione para a pasta correta de destino (crie pastas com ações para determinar o que fazer com cada e-mail).

3. Use critérios claros e que façam sentido para criar pastas

Sem definir e planejar um modelo, você dificilmente vai encontrar o e-mail certo quando precisar dele. Evite ficar criando pastas e subpastas, porque acabam virando só um depósito de informações que nunca serão encontradas ou utilizadas.

4. Separe referências e crie um arquivo-morto

Muita gente costuma deixar e-mails de referência na caixa de entrada (por exemplo, uma pesquisa interessante e que serve para dar base para justificar aquele seu projeto). Determine uma pasta que poderá receber todo esse material. Além disso, para evitar que perca todo o seu histórico por problemas no computador, jogue num arquivo-morto os e-mails do ano. Trabalhe somente com os e-mails do período corrente.

5. Marcadores e regras podem auxiliar

Marcadores podem indicar ações a serem tomadas e o direcionamento de e-mails a partir de regras que podem economizar um bom tempo, não só para manter a caixa de entrada limpa, mas também para determinar o que é prioridade e o que pode ficar para depois.

Teste os agregadores e aplique algumas dessas regras. Você vai encarar a tua plataforma de e-mails de outra forma depois disso!