Teoria das cores no marketing

16-08-2017 Publicado por Comportamento 0 comentário em “Teoria das cores no marketing”

Nem todo mundo se dá conta, mas a influência das cores (sim, das cores!) em seus negócios é praticamente vital. Especialmente na área de tecnologia da informação, elas praticamente determinam fatores de risco e sucesso que vão muito, mas muito além apenas de uma identidade visual marcante.

Usar a teoria das cores no marketing já deixou há muito de ser uma mera questão de design: solidifica a imagem, transmite significados. Mais do que isso: aplicar a cor certa no projeto certo pode ajudar a estabelecer a sua eficiência. Acredite!

Existem mesmo questões psicológicas relacionadas às escolhas empresariais neste sentido, visto que cores afetam emoções, aguçam os sentidos de quem as percebem e, principalmente, definem muitas escolhas.

Tintas para parede, vestuários, decoração, embalagens. E saber usá-las de maneira correta, interpretar essas interferências e ascendências é fundamental para transmitir o que se quer, estimular as opções e, acima de tudo, definir a decisão de compra, seja qual for a esfera de consumidor/cliente.

A cor é tão, mas tão importante que diferentes setores fazem estudos que mostram o quanto elas influenciam quem compra e de que forma elas transformam o tempo e as tendências. No mercado automotivo, por exemplo, a crise econômica tem transformado em monocromática a frota mais recente saída das concessionárias. Sem custos adicionais, automóveis pretos, pratas e brancos podem ser uma opção mais econômica.

Isso sem contar que os amarelos, por exemplo – hoje em dia, em baixa no gosto dos motoristas – pode custar até R$ 3 mil a menos, dependendo do modelo. Segundo estudo da PPG, que produz tintas automotivas, branco, preto, prata e cinza são os preferidos do consumidor sul-americano, com 87% da frota.

As experiências sensoriais também estão nos supermercados, embora a gente não perceba. O “vermelho coca-cola” é quase irresistível e se destaca ao lado de outras latas e rótulos. Verduras e legumes organizados por cores também aguçam a curiosidade (e a vontade) dos consumidores. Mas você sabe por que isso acontece?

Teoria das cores no marketing

Os especialistas dizem que é importante conhecer a reação que cada cor provoca no cérebro. Mas não é só isso: é necessário também saber qual é o melhor momento e o local de utilizá-la. O vermelho, por exemplo, pode ser utilizado nas placas que sinalizam ofertas dentro do supermercado. Já o azul é uma cor conhecida por transmitir calma, segurança e confiança.

O marrom, dizem, é perfeito para decorar os espaços de descanso ou de cafezinho: a cor passa sensação de relaxamento e de alívio de stress. O amarelo, por fim, é uma cor quente, mas transmite acolhimento e otimismo. Todo mundo sabe que o fast-food Mc Donald’s não se utiliza de duas destas cores citadas acima à toa, afinal.

Mais do que transmitir boas sensações, as cores hoje são fundamentais nos processos de marketing das grandes marcas e serviços.

As cores e o marketing

Fonte: neilpatel.com

Fato é que: as cores da sua marca dizem absolutamente tudo sobre o seu negócio. A cor é o elemento que provoca as primeiras reações no contato com um produto – mais de 80% do público é afetado por elas. Mais do que isso: 90% da aceitação de um produto, projeto, rótulo ou marca depende de sua identidade visual, de forma mais imediata. O gráfico acima explica bem o que quero dizer sobre isso.

Mas a grande dúvida de sempre é: como escolher? No que podemos nos basear para não cometer equívocos? O cliente deixará de utilizar meus serviços se não houver identificação com a tonalidade escolhida? Como optar pela a cor mais adequada na hora de criar/produzir/aprovar uma logomarca, uma imagem, um e-mail marketing ou até mesmo um site?

O Marketing Lab, laboratório de marketing digital português, nos dá uma ajudinha:

As cores e o marketing

Essas sensações transmitidas não são gratuitas, naturalmente: estão intimamente ligadas ao que chamamos de psicologia das cores. Ela é capaz de explicar, de uma maneira mais completa, porque o cérebro é capaz de reagir ao amarelo ouro com idéias e ao verde com dinheiro, por exemplo.

O estudo psicológico das cores contribui para que possamos interpretar como os tons afetam e despertam emoções e aguçam sentidos de quem as percebe. E sabemos que, no marketing, todo conteúdo implícito pode contribuir para a total empatia do consumidor pela marca ou também o seu total desprezo.

De acordo com Claudia Feitosa, Pós-doutora em neurociências integradas pela University of Chicago e professora da Casa do Saber, “cor é uma construção mental. Ela existe apenas dentro dos cérebros, não no mundo físico”. A cor é geralmente pensada como uma qualidade da luz ou de um objeto, mas ela nem está em si mesma em nenhum lugar. Segundo a especialista, trata-se de um fenômeno perceptivo determinado por processos neuronais.

“A experiência de uma cor é como a compreensão da linguagem; não há sentido numa frase em japonês se a pessoa não aprendeu a língua, assim como não há cor na luz ou num objeto”.

Este vídeo, aliás, mostra com bastante clareza as diferenciações desta nossa “paleta mental”:

COLOR PSYCHOLOGY from Lilly Mtz-Seara on Vimeo.

Esta teoria talvez seja capaz de comprovar os motivos daquele “meme do vestido” fazer tanto sucesso, por tanto tempo. Lembra?

Seja qual for a mensagem que você queira transmitir, importante mesmo é saber que as cores e padronizações visuais têm um impacto decisivo naquilo que chamamos de taxas de conversão. Elas têm um valor muito maior do que simplesmente estético. E embora estejam sempre ao nosso redor, não nos damos conta, muitas vezes, do quanto isso nos afeta no dia a dia.

As cores e as sensações

O mesmo acontece com nossos consumidores e clientes. Certas tonalidades nos transmitem, mesmo que de forma inconsciente, culturas, emoções e até conotações sociais. São influências e sentimentos que perpassam nossas escolhas, decisões, nosso desejo de voltar a consumir e, consequentemente, podem ser um aliado fortíssimo a caminho da fidelização – pensando pelo lado das empresas e corporações. Até mesmo a simpatia pela marca podem ser determinadas, também, pelas paletas.

teoria das cores no marketing

E por falar em marcas, o site de tendências Fast Company já aborda esse assunto há, pelo menos, três anos. Em gráficos bastante simplificados, é possível entender melhor tudo o que falamos aqui:

Vermelho: paixão, energia, amor, perigo, poder.

Teoria das cores no marketing

Amarelo: Otimismo, esperança, sensação de rejuvenescimento.

Teoria das cores no marketing

Azul: segurança, ordem, confiança.

Laranja: Energia, equilíbrio e calor.

Teoria das cores no marketing

Verde: Natureza, saúde, sorte.

Teoria das cores no marketing

Roxo: Espiritualidade, mistério, realeza.

Teoria das cores no marketing

Fonte

Vale a ressalva do background de quem está recebendo a mensagem visual/colorida além, claro, de que existem diferenças culturais que precisam ser consideradas. Tendo isso em vista, use e abuse das cores!



Helena Sordili

Atua na área de design há quase 20 anos. Há 15 anos desenvolve projetos de design digital como sócia da Carranca Design, onde trabalha na direção de arte e atendimento aos clientes.

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