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A ressurreição do e-mail marketing

A ressurreição do e-mail marketing

outubro 25th, 2018 Publicado por Marketing de Conteúdo 0 comentário em “A ressurreição do e-mail marketing”

Ao longo dos últimos anos, as mídias sociais reinaram soberanas nas estratégias de marketing e comunicação das organizações, independentemente de seu segmento de atuação. Elas ganharam muita força na forma de encontrar e permitir diálogo entre as audiências e as marcas. Junto com tudo isso, veio a famosa “dependência”.

Ao praticamente criarem um monopólio sobre o tempo e a atenção dos usuários de internet, gigantes como Facebook e Google perceberam este poder – este quase tesouro que tinham nas mãos – e, a partir daí, passaram a ditar as regras. Regras que mudam a qualquer momento, direcionando para o que se quer, quando se quer. Seguindo, sabe-se lá, quais interesses próprios – mas muito provavelmente apenas os financeiros! Os modelos de sustentação dessas companhias passaram, então, a exibir seus faturamentos de dar inveja até mesmo a companhias sólidas e até centenárias.

E tudo que chama a atenção recebe holofotes. Especialistas, profissionais e empresas passaram a analisar com mais profundidade as consequências de tamanha hegemonia. Afinal, um controle tão grande na mão de pouquíssimas empresas pode não ser tão bom assim para o mercado. E isso força a busca por novas alternativas e iniciativas também, claro!

Por que e-mail marketing?

E aí entra uma discussão importante: a diferença entre plataforma e agregador, além da questão da criação de valor. Ben Thompson, criador e responsável pela newsletter Stratechery, tem uma teoria bastante interessante sobre isso – e que foi exposta em sua apresentação durante a Code Conference, um dos principais eventos realizados no Vale do Silício (veja abaixo).

Para ele, diante do cenário estabelecido, Windows e AWS da Amazon, por exemplo, são considerados plataformas. Pela simples razão de serem tecnologias ou serviços que permitem que as pessoas desenvolvam algo de real valor. A partir destas ferramentas, os negócios acontecem, ainda que estas tecnologias estejam por trás do ecossistema e não apareçam aos clientes finais.

Já as mídias sociais, como o Facebook ou serviços como o Google, não passam de agregadores. Auxiliam na busca por clientes, mas a finalidade é fazer com que eles mesmos ganhem dinheiro – a riqueza está mais concentrada. “Numa plataforma, o valor econômico de todos que a usam é maior do que a empresa que a criou”, diz. Por outro lado, Facebook e Google acabam extraindo para si quase todo o valor dos ecossistemas que oferecem e, acima de tudo alimentam. E como alimentam…

Um dos caminhos que começa a prosperar, até como resultado das investidas em estratégias de inbound marketing (ou marketing de atração), é o e-mail. Foi isso mesmo que você leu! Quando tudo conspirava para seu completo extermínio, ele ressurge das cinzas.

Sim, o bom e velho e-mail, protagonista nos primórdios da internet e ferramenta declarada como obsoleta, está de volta. E não é pouco não. As mídias sociais privadas tentaram matá-lo. Os comunicadores prometiam assassiná-lo. As ferramentas colaborativas chegaram para nocauteá-lo. Os chatbots vieram como a última cartada. Mas o e-mail está vivo. E muito vivo. E muito além do e-commerce e do e-mail marketing promocional.

“Eu respondo a perguntas sobre a morte iminente do e-mail há 16 anos. A verdade é que é ótimo para o comércio eletrônico. Se você gastar um dólar por e-mail, receberá US$ 43 em vendas extras”, diz Ben Chestnut, co-fundador e diretor executivo da MailChimp, uma das ferramentas de automatização de e-mails de maior sucesso no mercado.

Mais contato, menos dependência

A consolidação das mídias sociais aumentou também o custo para as empresas participarem dessa brincadeira. O crescimento da adoção de adblocks (ferramentas que impedem que as publicidades sejam entregues aos usuários) limita cada vez mais o alcance das marcas. A queda da efetividade dos modelos de publicidade digital produz táticas voltadas para o conteúdo e os canais proprietários. Viva o marketing de conteúdo e o bom conteúdo, enfim!

Com ambientes particulares, o controle passa a ser da organização. Ela não fica mais à mercê de mudanças de algoritmos e metodologias de um terceiro no processo de busca e interação com seus públicos. Por estas razões, o e-mail sobrevive e ganha contornos e funcionalidades diversas.

Ele permite (acredite!) ampliar o volume de informações sobre o usuário – sem deixar este dado no banco de dados de terceiros, como é o caso do Facebook. É possível manter um diálogo permanente sem necessariamente ter de investir em publicidade para chegar a quem se deseja. Além do fato de, dependendo da estratégia utilizada, permitir que a marca dialogue diretamente com quem realmente tem interesse em interagir com ela.

Mais do que isso, também ele vem sendo utilizado como uma ferramenta para criar conexões com as audiências por meio de diversos modelos de newsletters e boletins informativos, como temas específicos ou gerais. Vale lembrar, a partir da história do primeiro usuário, que o hábito (ou vício) de checar com muita frequência por novas mensagens vem do e-mail e não das mídias sociais, como conta a história de Stephen Lukasik, ex-chefe da agência do governo dos EUA.

Conteúdo na caixa de entrada

Grandes veículos de comunicação já perceberam a serventia do e-mail na captura de audiência, diminuindo a dependência das mídias sociais como geradoras de tráfego (especialmente depois que o Facebook reduziu o alcance dos meios de comunicação – e acabou voltando atrás, mas o estrago já estava feito).

Para ficarmos em alguns exemplos, o The Washington Post, em uma estratégia de organizar e converter usuários em leitores nos mesmos moldes de um comércio eletrônico com funil de conversão, conta com uma editora exclusiva e especializada em produzir newsletters e alertas de seus conteúdos para os públicos. São cerca de 70 tipos de boletins disparados de acordo com as necessidades e particularidades das audiências.

Estratégia semelhante foi adotada pelo londrino The Times. Não bastasse o modelo de troca – leitores podem acessar dois artigos por semana, caso forneçam seus endereços de e-mail – desenvolveu uma newsletter com as principais notícias do dia e que já conta com mais de dois milhões de assinantes, além de outros boletins temáticos e segmentados.

Como forma de aprofundar o relacionamento com seus leitores e recriar novos modelos jornalísticos, o The New York Times constituiu uma parceria com a ProPublica, uma agência de notícias investigativas, que vai se consolidar em forma de newsletter.

Veículos de comunicação mais jovens e independentes – nacionais ou com representação nacional – perceberam rapidamente a onda e investem nesta abordagem. É o caso do The Intercept, APublica e Ponte Jornalismo, que utilizam boletins informativos para fazer com que o público não só seja impactado, mas retorne e consuma outros e novos conteúdos.

Para a editora do boletim Quartz Obsession – um resumo de algumas das principais notícias do dia – Jessanne Collins, a experiência de interagir com boletins informativos é semelhante ao de uma revista. Tem um começo e um fim, diferente da barra de rolagem infinita das mídias sociais. E uma indicação importante da importância que este modelo vem ganhando é a aquisição da própria Quartz pela Uzabase, uma empresa de mídia japonesa de capital aberto com grande sucesso em toda a Ásia.

A sensação é de um pacote finito, de que há informação de qualidade e que você se informou sobre o que está acontecendo de mais importante pode ser a resposta para o sucesso destes modelos – reduzindo a ansiedade causada pelo F.O.M.O (fear of missing out, ou medo de estar perdendo algo relevante).

Curadoria para o caos

Na prática o e-mail vem tomando um espaço importante na mídia justamente por ter se transformado em um recurso que ajuda a filtrar e organizar o enorme volume de informações a que temos acesso diariamente. No Brasil, o movimento de boletins informativos também se forma.

Uma newsletter enviada de segunda a sexta pela manhã, de forma gratuita, com um resumo dos principais e mais relevantes fatos do dia. É assim que se configura o Meio, boletim informativo criado encabeçado por Pedro Doria e Vitor Conceição.

Dividido em alguns blocos (um inicial que trata basicamente de política e economia ou algo de grande repercussão, um sobre cultura, outra seção sobre viver e um final de cotidiano digital), já conta com mais de 50 mil assinantes e, às terças-feiras, com patrocínio da rede de laboratórios DASA.

Na mesma onda vem o The Brief, já com uma segmentação mais clara que aborda os universos de negócios com foco em tecnologia e startups, bem como o boletim semanal Market Brief, que traz um recorte das principais notícias do mundo digital selecionadas e analisadas por um coletivo de especialistas com destaque para acontecimentos de marketing, comunicação, tecnologia, telecomunicações, educação e fintechs.

Quem pensou que o e-mail estava com os dias contados, vai ter de rever suas conclusões. Até porque, com o apoio de inteligência artificial, ele deve subir mais alguns degraus bem importantes no processo de comunicação entre empresas, veículos e suas audiências, tornando os modelos ainda mais automatizados e personalizados. Se ainda está na dúvida, veja aqui algumas tendências apontadas por especialistas e entenda esse caminho sem volta! E sem o fatalismo da morte ao email!

Content Marketing para Vídeo: novo curso na ESPM-SP

maio 16th, 2018 Publicado por Marketing de Conteúdo 0 comentário em “Content Marketing para Vídeo: novo curso na ESPM-SP”

 

Aprimore seu desenvolvimento profissional e saiba como produzir e gerir com sucesso seu negócio (ou carreira) em todas as plataformas digitais (portais, redes sociais e dispositivos móveis) gerando e distribuindo conteúdo em vídeo.

No novo curso de content marketing para vídeo, na ESPM-SP, você vai aprender as estratégias de marketing digital para planejar e gerir projetos: como usar melhor vídeo, texto, áudio, fotografia e design para promover a fidelidade à marca e criar confiança na marca e nos serviços.

O curso acontece no dia 9 de junho (sábado), na Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo, das 9h às 18h, e será ministrado por Aline Sordili e Antonio Guerreiro.

Faça a sua inscrição: https://www.espm.br/educacao_continuada/youtube-marketing/

 

O PROGRAMA DO CURSO DE CONTENTE MARKETING PARA VÍDEO

CONSULTORIA DE CONTEÚDO       

Conhecendo a audiência

Escolha de conteúdo

Tempo do vídeo

Os quatro Ts do YT

Criando playlists

Estratégia de distribuição de conteúdo

Como viralizar os vídeos

Como gerar engajamento

Direito autoral

Escolha de trilhas sonoras

Escolha de linguagem de roteiro

Formatos de captação e edição

 

CONSULTORIA DE PLATAFORMA        

Como melhorar a performance dos vídeos dentro do YT e nos mecanismos de busca

Como conquistar assinantes/inscritos em diversas plataformas

Como aumentar a audiência do(s) canal/canais no YT

Como melhorar a monetização dos vídeos

Como maximizar os ganhos

Como fazer o SEO dos vídeos

A escolha dos thumbnails

Anotações, descrições, marcações e outras ferramentas da plataforma

Como reter a audiência

Análise dos dados da plataforma

Fontes de tráfego, demografia e dispositivos de consumo de conteúdo

Layout do canal

 

CONSULTORIA COMERCIAL

Modelo de negócio

Formatos permitidos

Formatos compartilhados

Youtube Ads

Branded content

Channel sponsors

Product placement

Merchandising on-line

Native ads

Webséries

Naming rigths

Crowdfunding

Como vender produtos e serviços pela rede

 

CONTENT NETWORK

Análise de potenciais parceiros

Identificação dos potenciais para a entrada na CN

Desenvolvimento do modelo de negócio para a CN

Serviços que podem ser oferecidos para os participantes da rede

Desenvolvimento de estratégia de influencer marketing e talent management

 

OS PROFESSORES

Aline Sordili é jornalista com especializações no mercado digital pela New York University e pela Hyper Island. Iniciou sua carreira na Folha de S.Paulo, em que teve a sua primeira experiência com internet na edição da Folha Online em 1999. No UOL, foi gerente de operações do UOL News, em 2000, cuidando da criação e viabilizando o lançamento do primeiro canal de banda larga brasileiro.

No Grupo Abril, passou pela criação e gestão de produtos digitais ligados às marcas impressas, serviços exclusivos on-line, além de produtos mobile de 2000 a 2009. De 2000 a 2003 foi professora da graduação da AnhembiMorumbi na área de gestão de produtos, projetos de internet e e-commerce.

Em 2009, foi convidada para ser a cofundadora do R7.com, que em cinco anos se tornou o segundo maior portal de conteúdo do País. Atualmente, é diretora de desenvolvimento multiplataforma da Record TV. Dá aula de gestão de produtos digitais e inovação em marketing. É consultora de empresas.

Antonio Guerreiro é superintendente de Estratégia Multiplataforma da Rede Record e diretor geral do R7.com.

Jornalista, com especialização em estratégia e inovação na Stanford University, é professor universitário e pai do Guilherme.
É também sócio da Container Digital.

Cursos de Content Marketing Digital

janeiro 30th, 2018 Publicado por Cursos, Marketing de Conteúdo 1 comentário em “Cursos de Content Marketing Digital”

Content Marketing Digital

A equipe da Sordili.com, e seus professores convidados, estão com um pacote de cursos de Content Marketing Digital na ESPM-SP (Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo).

O objetivo do PROGRAMA AVANÇADO EM MARKETING E COMUNICAÇÃO DIGITAIS é preparar e aprimorar o profissional de diversas áreas para produzir e gerir com sucesso seu negócio ou sua carreira nas plataformas digitais (portais, redes sociais e dispositivos móveis).

Ensinar estratégias de Content Marketing Digital para planejar e gerir projetos digitais: como usar melhor vídeo, texto, áudio, fotografia e design para promover a fidelidade à marca e criar confiança na marca e nos serviços.

Faça o download do arquivo do curso.

Content Marketing Digital

Tópicos abordados:

Inovação em Marketing – 24/02/2018
Professores: Aline Sordili e Antonio Guerreiro

Inbound Marketing – 07/04/2018
Professoras: Helena Sordili e Aline Sordili

Avançado em Redes Sociais – 05/05/2018
Professores: Eduardo Vasques e Helena Sordili

Youtube Marketing – 02/06/2018
Professora: Aline Sordili

O combo completo de cursos de Content Marketing Digital pode ser pago em até 8x no cartão de crédito.

 

As marcas e o Instagram Stories

novembro 27th, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo, Social Media 0 comentário em “As marcas e o Instagram Stories”

A novidade começou em meados de 2016. E o Instagram Stories tornou-se mais um meio de as marcas divulgarem suas novidades e tendências. O recurso que permite compartilhar momentos do dia, e que ficam disponíveis por apenas 24 horas, imediatamente virou febre entre os usuários. E, naturalmente, as empresas precisavam pegar uma carona nessa nova forma de interação, de storytelling.

Marcas de todos os tipos e tamanhos passaram a compartilhar histórias com seus seguidores para criar proximidade, empatia, o que gera certa intimidade com os seguidores. Bastidores, novidades, ofertas e promoções (essas últimas com links para compras no e-commerce) dentro do Instagram Stories também passaram a fazer parte da reunião de briefing.

A agilidade e o imediatismo do Instagram – e de todos os seus pares da família Facebook, que agora também oferecem conteúdos instantâneos- mataram o Snapchat que, desde 2001, já oferecia um serviço semelhante e que hoje já tem um destino considerado bastante incerto.

E engana-se quem pensa que Mark Zuckerberg foi o único “torturador” do aplicativo: além do Facebook, outros apps muito específicos copiaram seus atributos – a Coreia do Sul, por exemplo, tem o seu próprio Snapchat: o Snow. Para piorar, a China permite o uso deste aplicativo e não do Snapchat. Pense numa infinidade de usuários.

Em abril deste ano, o Instagram anunciou que atingiu 800 milhões de usuários, sendo 400 milhões de usuários ativos por dia no mundo. Deste total, 250 milhões usam o Stories todos os dias (números de junho deste ano).

Tá fazendo certinho?

E a sua marca? Tem feito isso do jeito certo? Porque não basta apenas estar: é preciso fazer-se notar. Que o diga a plataforma de Marketing Influencer Klear, que recentemente fez uma análise bastante interessante de cerca de 150 marcas no Instagram Stories.

A ideia era compilar todos os dados coletados numa espécie de infografia, que indicaria quais as marcas de destaque e quem usa a plataforma da melhor forma. E os resultados foram incipientes, bem ao contrário do que é vendido nos relatórios de mídia oferecidos para as grandes corporações.

De acordo com o estudo, a maioria das histórias de marca (59%) levam apenas a uma página de compras, com 23% dirigindo para outra plataforma social e 10% para uma postagem de blog. Mais de um terço (36%) dos Stories da marca promovem um produto, 14% consistem em uma aquisição de influenciadores e 5% são how-to.

Ou seja: talvez, essa não seja a forma ideal para conseguir resultados consistentes de negócios por meio do Instagram Stories. As marcas possuem um tesouro quase inestimável nas mãos, mas apenas o usam como um “hub distribuidor” ao invés de explorar o seu potencial de fixação de marca, prestação de serviço e, acima de tudo, de atividade de seus produtos e serviços oferecidos.

Quem procura uma marca não quer apenas ser redirecionado: quer explorar, quer informação, bom preço, navegação amigável. E, de acordo com a Klear, são poucos em quem podemos nos inspirar até o momento.

 

Instagram Stories Klear

As ações que as marcas fazem no Instagram Stories | Fonte: Klear

 

Algumas das marcas mais famosas do mundo têm fãs, isso é fato. Apenas não avisaram isso aos detentores dos perfis: apenas 4% das quase duas centenas de empresas analisadas pela pesquisa se aproveitam desta promissora fatia. Apenas 10% usam a plataforma para eventos ao vivo, que aproximem ainda mais seus consumidores.

É muito pequeno pensar que as redes sociais apenas servem para promover produtos. Isso é importante, faz parte do negócio? Claro! Mas não pode ser só isso: um olhar mais comportamental cairia bem nesse contato direto com seus admiradores.

Instagram Stories Klear

Empresas usam Instagram Stories para promover produtos ou serviços | Fonte: Klear

 

E é fácil descobrir rapidamente qual setor da indústria teve maior aderência ao Instagram Stories: a ascensão dos musos e musas fitness impulsionou sobremaneira a adesão de empresas de produtos, acessórios e serviços relacionados ao bem-estar e ao “corpo perfeito”.

Todo mundo entrou na onda rapidamente, encontrando na rede seu habitat perfeito. Moda, varejo e tecnologia vêm logo atrás, conquistando seu espaço. Surpreende, no entanto, a indústria de alimentos e bebidas estar tão distante de um público que ama comer, beber e, acima de tudo, registrar a atividade para os seguidores.

Instagram Stories Klear

Fitness e moda são as categorias mais fortes no Instagram Stories | Fonte: Klear

 

Aqui, a pesquisa da Klear mostra um pouco mais do que estas indústrias andam fazendo na rede e de que maneira têm explorado este espaço. É frustrante pensar que a promoção de produtos, embora essencial, seja dominante numa rede social tão específica. Onde o movimento, a cor, a beleza são as características mais admiradas. E o “como fazer” e a interação real com o público – e não só por meio de promoções – ainda parece uma realidade bem distante.

Instagram Stories Klear

Como as marcas usam o Instagram Stories por tipo de indústrial | Klear

 

Por fim, o estudo da Klear indica quais as marcas mais ativas ou as que se aproveitam melhor do espaço oferecido pelo Instagramm Stories. Os especialistas preferiram destacar uma marca correspondente a cada setor pesquisado.

Instagram Stories Klear

Marcas que melhor usam o Instagram Stories por segmento | Fonte: Klear

 

O conteúdo aparentemente efêmero talvez desanime o investimento – afinal, o material só ficará disponível por 24 horas. Mas é justamente por isso que ele é mais significante o que se possa imaginar: a temporalidade pode instigar o compartilhamento rápido, o chamado viral, e ganhar proporções ainda maiores do que as dos posts fixos, que ficam ali arquivados como num álbum de fotografias.

Seus usuários, fiéis e engajados, migraram definitivamente. E o movimento, a novidade podem interessar muito mais do que contar com a navegação em posts antigos. E essa busca por autenticidade, embora instantânea, transforma a experiência de navegação muito mais real e pessoal. Como não surfar nessa onda e perder a oportunidade sensibilizar seu público?

Veja aqui o Help Center do Instagram, com dicas e perguntas e respostas de como fazer.

home office, trabalho remoto, produtividade

Por que ainda discutimos home office em (quase) 2018?

novembro 20th, 2017 Publicado por Comportamento, Marketing de Conteúdo, Mercado 0 comentário em “Por que ainda discutimos home office em (quase) 2018?”

Virou quase uma benesse: as empresas – em sua necessidade de parecerem populares e antenadas – oferecem aos seus futuros funcionários, candidatos afoitos e animados com uma nova possibilidade profissional, o famigerado home office. O sorriso brilha de longe: “é uma nova política que estamos implementando”, diz o recrutador. Todos acreditam, apertam-se as mãos. Aparentemente perfeito.

Afinal, pertencer a um grupo empresarial que realmente acredita que a produtividade de um colaborador está além de sua presença física é quase um sonho para milhões de trabalhadores. E você, justamente você, pode ter esta oportunidade única de levantar sem despertador, tomar seu café com calma e, se preferir, acompanhar e-mails e planilhas na sala de sua casa, no conforto do seu lar, com os pés para cima.

Parece óbvio, certo? Nem tanto.

O home office como estratégia de contratação, retenção e gerenciamento de talentos nas empresas evoluiu, mas ainda está anos luz de ser uma realidade em todas as posições ou setores. É inegável que a adoção da medida melhora o equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida dos funcionários. Pesquisas inclusive apontam para isso: os novos modelos de trabalho proporcionados pelas nuvens e redes mudou sensivelmente esta tendência e evidenciou a necessidade deste equilíbrio entre vida profissional e privada para manter a produtividade e, acima de tudo, a sanidade.

O estudo Global Evolving Workforce, realizado pela Intel e pela Dell em 2015, afirmou por exemplo que, entre os profissionais brasileiros que trabalham de casa, 49% sentem menos estresse, 45% dirigem menos, 33% dormem mais e 52% têm mais tempo para a família. Foram 5 mil profissionais entrevistados, em 12 países, contratados por empresas de diferentes portes. E a tecnologia de segurança, avançada, deixou de ser um questionamento com relação à integridade dos dados corporativos há muito, muito tempo.

http://convergecom.com.br/tiinside/webinside/11/02/2015/pesquisa-diz-que-trabalhar-home-office-traz-mais-produtividade/

Então, se colaboradores rendem mais, ficam mais felizes, têm mais saúde e até entregam com mais eficiência, por que, quase em 2018, ainda discutimos o assunto?

Bem, não há muitos meses, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, precursora no sistema home office e que, inclusive, se vangloriava bastante disso – exigiu que 40% da sua força de trabalho voltasse imediatamente ao escritório – ou rua!

Justamente ela, que anunciou aos quatro ventos recentemente que “os trabalhadores remotos (…) eram altamente envolvidos, mais propensos a considerar seus locais de trabalho como inovadores, mais felizes sobre suas perspectivas de emprego e menos estressados ​​do que seus colegas mais tradicionais e vinculados ao escritório “. Mágico, não?

Mas enquanto essa receita de sucesso era disseminada na imprensa em todo o mundo, sua CEO começou a vetar o trabalho remoto, começando pela área de vendas da empresa. A diretora de marketing da mesma companhia, por sua vez, anunciou no início de fevereiro deste ano que os funcionários da sua divisão teriam que se mudar para um dos seis locais de marketing “estratégicos” em todo o país (Austin, Nova York, Atlanta, San Francisco, Cambridge e Raleigh) ou deixar a empresa. A política, segundo matéria do Wall Street Journal, foi implementada nos últimos três meses para outras divisões da organização.

Por fim, um ultimato final: os funcionários precisariam realocar os membros de sua equipe, solicitar um emprego diferente na filial da corporação mais perto de casa ou, simplesmente, deixar a empresa. Os problemas financeiros enfrentados foi um dos impulsionadores dessa mudança brusca de postura, que pode cortar a enorme folha de pagamento da companhia, para o caso de funcionários insatisfeitos com as novas diretrizes.

Mas seria esse mesmo o caminho?

Outras culturas, outras visões

Uma outra pesquisa que encontrei, dessa vez a Gallup, nos Estados Unidos, vai na contramão do caso apresentado acima: os americanos estão, cada vez mais, trabalhando de suas casas. 43% dos americanos empregados disseram que passaram pelo menos algum tempo trabalhando remotamente, de acordo com a pesquisa de mais de 15 mil adultos – o que representa um aumento de quatro pontos percentuais desde 2012, quando uma pesquisa nos mesmos moldes foi realizada pelo instituto.

Mas nem tudo são flores, diz o Gallup: trabalhadores dos serviços comunitários e sociais, ciência, engenharia, arquitetura, educação, treinamento e bibliotecários não entram nesta conta. Já os empregados em áreas como finanças, seguros e indústrias imobiliárias são mais beneficiados, quando o assunto é trabalho remoto.

Porém, curiosamente, funcionários que passam três a quatro dias distantes do seu “site” de trabalho sentem-se mais envolvidos no trabalho.

http://convergecom.com.br/tiinside/webinside/11/02/2015/pesquisa-diz-que-trabalhar-home-office-traz-mais-produtividade/

Se aparentemente todos ganham com isso, onde ainda reside a dúvida? Talvez algumas das explicações sejam realmente estruturais: a mobilidade urbana não acompanhou nem de longe a mobilidade digital. É possível conectar-se com dezenas de pessoas ao mesmo tempo, em diferentes lugares do mundo, mas isso só será possível se, por sorte, aquela ponte não estiver completamente congestionada, o trem não tiver problema nas linhas, o ônibus conseguir circular livremente em sua faixa exclusiva – que, ao menos no Brasil, só existe em algumas localidades.

O tempo médio gasto nos percursos de casa até o trabalho aumenta consideravelmente a cada ano – média de quase uma hora nas principais capitais brasileiras. Segundo estudo relacionado da Fundação Getúlio Vargas, a duração da viagem aumenta em uma relação inversa à renda do trabalhador – e é esticada em mais seis minutos e meio a cada 10 mil novos carros que chegam às ruas. Resultado disso? Tempo e dinheiro perdidos para ambos os lados, impactos consideráveis na saúde e, claro, também no meio ambiente.

Poucos empregadores se dão conta, entretanto, reduzir custos fixos de manter uma estação de trabalho permanente e poder recrutar funcionários sem se ater a restrições geográficas são alguns dos ganhos que o home office traz para a empresa. Especialistas discutem não somente o cenário como um todo, mas os ganhos para toda a uma sociedade: redução de carros na rua, menos congestionamentos, menos tempo no trânsito, menos emissão de gases poluentes, etc.

Mas a prática mesmo é que o home office ainda é vendido como um benefício, como um vale transporte ou refeição. Uma espécie de recompensa, quando na verdade deveria ser analisado como um fator determinante de negócios, um futuro caminho para as relações profissionais. A regra, na maior parte das corporações, ainda é associar a proatividade, a participação e a eficiência na entrega apenas com a presença física na sede.

Outro estudo, realizado nos Estados Unidos com mais de mil profissionais de diferentes setores da indústria, comércio, e com empresas de diferentes portes, mostrou números bastante curiosos sobre o tema.

De acordo com a Owllabs, empresa norte-americana de videoconferência, 52% dos trabalhadores locais trabalham em casa ao menos uma vez por semana. As áreas de vendas contratam cerca de 66% de trabalhadores remotos a mais – muitos deles também contratados remotamente. Empresas pequenas têm duas vezes mais chances de contratar trabalhadores remotos. E, dos dados mais interessantes: os remotos podem contribuir até mais do que as suas gerências, mesmo estando longe do escritório.

A pesquisa também derruba uma das grandes lendas argumentativas de quem ainda defende o trabalho presencial: trabalhar remotamente não afeta negativamente o investimento dos funcionários em seus trabalhos, nem mesmo esvai o conhecimento sobre a cultura da companhia.

Por outro lado, existem outros desafios intangíveis que os trabalhadores enfrentam.

https://www.owllabs.com/state-of-remote-work 

Mesmo assim, boa parte dos colaboradores gostaria de experimentar este método de trabalhar.

https://www.owllabs.com/state-of-remote-work

Novos tempos, novas leis

A regulamentação da prática do trabalho remoto na nova Lei Trabalhista brasileira talvez possa mudar um pouco dessa história por aqui. Segundo ela, tudo o que o trabalhador usar em casa será formalizado com o patrão via contrato – e isso corresponde a equipamentos, energia, internet. E o controle do trabalho executado será realizado por tarefa, e não por horário, como se costuma contabilizar ainda hoje.

A única lei que tratava do assunto até então datava de 2011, sancionada pela então presidente Dilma Rousseff. E embora previsse mesmos direitos de CLT, não se aprofundava nos detalhes de execução e nem a distinção entre o trabalho realizado no escritório físico ou à distância – inclusive no controle da jornada. A nova lei também define, entre outros detalhes, que mesmo o comparecimento às dependências do empregador para a realização de atividades especificas não descaracteriza o home office. E a base definida será mesmo feita por meio de um acordo entre as partes.

Ainda poderão ser definidas no contrato as atividades que serão realizadas pelo empregado, além das condições para aquisição, uso, manutenção ou fornecimento dos equipamentos e infraestrutura para a prestação do trabalho remoto, bem como para o reembolso das despesas arcadas pelo empregado. O empregador também deverá instruir os empregados sobre regras de saúde, ergonomia e de segurança do trabalho, que devem ser acatadas pelos funcionários.

O home office não é benefício, não é moleza, não é tranquilidade. Mas é, certamente, o melhor lugar para se trabalhar quando se tem organização, disciplina e foco. E empresas precisam acreditar que só têm vantagens quando proporcionam esta possibilidade aos seus colaboradores. Trabalho, essencialmente, é o que entregamos, aquilo que fazemos virar, acontecer. E não o local fixo geográfico para onde nos dirigimos – e cujo tempo de deslocamento já poderia ter proporcionado, ao menos, um deadline cumprido.

Ferramentas e consultoria de marketing digital: do que eu preciso?

outubro 31st, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo, Mercado 0 comentário em “Ferramentas e consultoria de marketing digital: do que eu preciso?”

Só quem trabalha com marketing digital sabe o trampo que é escolher as melhores ferramentas para a gestão do seu negócio e dos resultados. Mesmo quando as necessidades e demandas estão claras para a área, e muitas tarefas já foram automatizadas, são tantas ofertas no mercado que fica fácil se perder.

Em muitos casos, é difícil até mesmo controlar as licenças compradas e utilizar plenamente todas as funcionalidades disponíveis entre as tecnologias usadas pelo departamento.

Com a onda cloud computing, movimento no qual essas plataformas cada vez mais migrando para a nuvem, esse processo tornou-se ainda mais complexo. Mais que isso: haja orçamento para tamanha variedade. De tempos em tempos é importante parar e rever tudo. Colocar a casa em ordem.

É bastante comum nesse processo, aliás, encontrar plataformas subutilizadas e algumas que, se bobear, a área nem lembrava que tinha acesso. Vale sempre rever o orçamento destinado às ferramentas e analisar as opções de mercado. Comparar as funcionalidades e resultados.

E, neste sentido, vale experimentar coisas novas. Usar algumas que ficaram encostadas ou que o marketing nunca teve muito tempo para testar e avaliar as informações extraídas ou produzidas. Existem alternativas globais e locais, mas uma análise aprofundada pode garantir a efetividade dela para a rotina do trabalho.

A adoção brasileira

A Rock Content e a Resultados Digitais produziram e divulgaram a pesquisa TechTrends 2017: benchmarks de ferramentas para empresas brasileiras, realizada com 857 pessoas de empresas de todo o país. As companhias dos segmentos de tecnologia e comércio eletrônico são as que, em média, mais utilizam ferramentas.

A RD, inclusive, tem uma das plataformas – segundo a pesquisa – mais utilizadas para automação do marketing. Mas há, ainda, um volume alto de tecnologias proprietárias usadas pelas companhias.

Isso acontece porque, no fundo e em qualquer disciplina, não há uma ferramenta capaz de suprir toda e qualquer necessidade, dada a diversidade das demandas e operações por mercado e por departamento.

Poderíamos elencar aqui uma porção de ferramentas que podem complementar essa busca por impulsionar os resultados e melhorar a produtividade da área de marketing. Mas em uma busca simples no Google vai te trazer uma infinidade de resultados sobre o tema.

Sem contar o fato de que isso também depende muito das especialidades e do segmento de atuação da companhia. Preferimos, então, dar um passo para trás e tentar ajudar você a organizar a escolha dessas plataformas para os negócios da companhia.

A escolha de ferramentas digitais

Para além do que se encontra no levantamento, selecionamos alguns caminhos que podem ajudar a definir quando e como optar pelas melhores plataformas.

Cada um no seu quadrado

Existem ferramentas amplas, com diversas funcionalidades, e há aquelas que atuam sobre componentes e partes específicas do marketing. Então, ao analisar uma nova plataforma de um fornecedor, entenda onde ela se encaixa e se as ferramentas com as quais você conta em seu departamento já não cumprem essa tarefa a partir de uma funcionalidade que você nunca usou.

Tente delimitar as tecnologias adotadas a partir do escopo que elas cumprem (SEO, e-mail marketing, criação e padronização de sites, análise de dados, entre outras disciplinas) para facilitar e ter uma visão do todo sobre as tecnologias e plataformas utilizadas pelo marketing. A organização também vai permitir uma revisão mais ágil e frequente de todas as ferramentas adotadas e utilizadas. O que nos leva ao próximo tópico.

Planejamento

Sim, também para a escolha de uma ou mais plataformas é preciso fazer um planejamento. Organizar e evidenciar objetivos e necessidades a serem supridas pela plataforma vai garantir um processo muito mais orgânico e determinar os fornecedores de tamanho e propostas ideais para o que se pretende.

Paga ou gratuita

Óbvio que ficou muito mais complicado encontrar opções gratuitas no mercado. Todo mundo tem que rentabilizar suas inovações. As versões chamadas de freemium também andam bastante limitadas.

Mas há tantas opções que, especialmente quando se trata de uma funcionalidade ou necessidade muito específica a ser cumprida e que um fornecedor tenta vender a você, será que não há alguma possibilidade gratuita que resolva a questão?

Fique atento, entretanto, aos termos e condições de uso. Isso pode ser extremamente arriscado para a segurança da informação. Economizar em uma licença aqui e ali pode ajudar a liberar uma parte da verba gasta com plataformas para outras atividades do marketing.

Custo x resultado

Vendedor é vendedor. E sempre conta com boa argumentação para convencer você. Mas antes de tomar a decisão pela compra de uma nova ferramenta, é preciso sentar e fazer algumas continhas.

E esse processo é fundamental mesmo que haja orçamento disponível e já alocado para essa aquisição. As respostas às seguintes perguntas certamente ajudarão a escolher o melhor caminho:

  • A ferramenta resolve de forma efetiva e integral o problema ou apenas parcialmente? Parece besteira, mas encantar-se com determinadas plataformas é comum e tira da linha de frente o quanto ela vai ajudar a solucionar a demanda que se tem. O foco precisa estar no problema ser resolvido.
  • Quais são as outras empresas que usam? Qual o grau de conhecimento dos usuários com essa ferramenta? Ter o mínimo de familiaridade pode ajudar bastante na decisão. Adotar algo complexo ou que não estimule os profissionais a utilizarem vai gerar mais custos do que resultados, exigir longos treinamentos (e o ponteiro de investimento continua correndo).
  • Qual o custo total de propriedade da solução (chamado no mercado de TI como TCO – do inglês total cost of ownership)? No momento de venda, muita coisa que tem de ser considerada fica de fora da conta. Necessidade de largura de banda, dedicação de servidores, ajustes ou melhorias na infraestrutura de TI, etc.
  • Se houver necessidade de customização, o quanto se eleva o custo final de aquisição e manutenção? Há uma infinidade de casos em que a escolha estourou e muito o orçamento porque esse processo não foi considerado.
  • Que tipo de informação e resultado essa ferramenta vai entregar, ou seja, o quanto ela otimiza e gera economia quando comparada ao esforço empregado para a realização dessa tarefa hoje – em termos de tempo (horas alocadas de um profissional = percentual do salário dele)? Muitas ferramentas prometem automatizar, mas sua operação torna-se tão complexa que acaba gerando custo de hora/homem maior do que realizar a tarefa da forma como era feita.
  • É possível medir os ganhos tangível e intangível dessa ferramenta, considerando que ela pode ser essencial para gerar inteligência de transformar o negócio e seus resultados, além de ampliar a reputação da área e dos profissionais do marketing dentro da companhia?
  • Em quais indicadores essa ferramenta pode interferir e qual é o peso desses indicadores para os resultados gerais do marketing para os negócios?
  • Qual é o saldo do comparativo entre o percentual consumido pela ferramenta do budget anual de marketing e o percentual de quanto ela colaborou para os resultados e impacto da estratégia da área?
  • Qual a capacidade e potencial de escala da plataforma somada ao custo do crescimento da adoção dessa tecnologia na rotina do marketing? Há muitas ferramentas que em seus módulos mais simples podem ser incorporadas, mas quando ela começa a apresentar resultados e precisa crescer, o esforço e o investimento tornam-nas inviáveis.
  • Qual a predisposição dessa plataforma em se integrar às demais existentes no departamento de marketing, especialmente na leitura e extração de dados? O custo para unificar dados pode ser bastante alto no fim das contas. Além disso, isso pode aumentar de maneira significativa o custo não só de gestão de múltiplas tecnologias, mas os gastos do financeiro e jurídico na administração de contratos e pagamentos muito diversos.

Por mais que a palavra final na escolha da plataforma seja do marketing – e, via de regra, é isso que vem acontecendo nas organizações – não se esqueça de que o apoio da área de tecnologia da informação da companhia é indispensável para validar tecnicamente as soluções e ajudar em todos esses processos.

Quando contratar uma consultoria de marketing digital

Mas nem com todo o check list acima você acha que dá conta dass escolhas sozinho? Fornecedores dos mais variados tipos, com propostas de todo tipo batendo na porta. O ciclo de conhecimento se esgota muito rapidamente.

Uma parte desta mudança de ordem também vem do movimento interno das empresas. Os departamentos de marketing passaram a incorporar muitas atividades antes dispersas. Quando o marketing, enfim, assumiu de vez a sua responsabilidade sobre absolutamente todos os canais e pontos de contato com os públicos da marca, veio a avalanche.

Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), posicionamento de marca em parceria com a área de relações públicas, loja física, presença em eventos e, entre tantas outras pontas, a enxurrada de canais digitais recaíram todos sob o guarda-chuva do marketing.

E é muita, mas muita coisa mesmo. Tomam um tempo precioso e chama a uma rotina quase insana. Os departamentos de marketing – ao contrário de qualquer área de negócios das organizações – cresceram. A terceirização ganhou força. O movimento de otimização da estrutura própria ficou relevante. Mas é preciso continuar dando conta de tudo.

Cuidar de canais digitais pode parecer fácil. Temos experiência pessoal com boa parte das plataformas. E a tendência é acreditarmos que sabemos lidar com isso. Mas quando falamos de uma marca, de uma corporação, as coisas são muito, mas muito diferentes mesmo.

Exige mais do que só investimento. É uma porta aberta de grande relevância para a sua estratégia corporativa. Vai muito além do que sabemos como usuários de mídias digitais. Trata-se de exposição. De ampliar os riscos. De saber lidar com transparência. De interferir diretamente na imagem e reputação.

Como decidir sobre a consultoria de marketing digital

Abaixo, apenas algumas perguntinhas rápidas que podem fazer essa linha de corte e ajudá-lo a decidir entre contratar ou não uma consultoria de marketing digital para dar conta de tudo:

  • Como está o seu posicionamento digital diante dos principais concorrentes?
  • Com quanto mídias sociais têm contribuído para o aumento não só do tráfego do seu site, mas do aumento da geração de leads no funil de conversão digital?
  • Quais os canais digitais com maior representatividade de geração de audiência, leads e conversão na sua companhia?
  • Quais são, além dos seus canais proprietários, os meios digitais de maior geração de demanda no mundo virtual?
  • Qual o comparativo e a variação de custo e investimento entre a geração de audiência, leads e conversão a partir de canais digitais e de meios tradicionais para a sua corporação?
  • Em tempos de branded content, quais os tipos de conteúdo nos canais digitais que geram mais engajamento, transformando potenciais clientes em leads para seus negócios?
  • Quais os principais insights da sua estratégia de inbound marketing para atrair clientes?
  • Qual é o ticket médio e a variação de clientes originados nos canais digitais quando comparado com os demais meios?
  • Em termos de capacidade, seu time tem a multiplicidade de disciplinas hoje existentes e exigidas para o desenho de uma excelente estratégia digital?

Se você e sua equipe têm esses dados na ponta da língua e fazem o acompanhamento desses indicadores, o caminho está bem desenhado e é mesmo de se considerar a necessidade de contratar uma consultoria de marketing digital.

Agora se, ao ler os questionamentos, apareceu uma grande interrogação na sua cabeça para a maior parte das perguntas, você precisa rever os conceitos.

Por onde começar

Uma consultoria de marketing digital – seja ela uma empresa ou um profissional qualificado – pode atuar em disciplinas e metodologias que vão ajudar a empresa a organizar as frentes de comunicação e marketing digitais.

E isso significa produzir um grande diagnóstico a partir de objetivos bem definidos da marca para o ambiente digital. Isso vai permitir que sua marca não saia criando canais para todos os lados sem depois saber como manter cada um deles.

Entre outros benefícios de contar com o apoio de uma consultoria de marketing digital estão:

  • Enxergar o todo e não somente as partes do marketing e da forma como a companhia e/ou marca se expressam no mundo digital;
  • Imparcialidade na apresentação de problemas e soluções, afinal, a consultoria não é parte integrante do contratante e pode apontar para itens que são sensíveis à organização sem grandes prejuízos;
  • Contar com conhecimento e atualização sobre as principais ferramentas, softwares e serviços do mercado;
  • Organizar as demandas para liberar o time do marketing para que passe a pensar mais estrategicamente e não somente na resolução de problemas da rotina;
  • Amplo conhecimento por experiências de mercado com outras companhias e segmentos que podem ser sugeridos e aplicados aos seus negócios.

Um bom caminho – claro, depois de delimitar de maneira objetiva quais são os propósitos e desafios – é fazer um mapeamento geral das necessidades para, então, definir o que você deseja de uma consultoria. E, lembre-se, o papel da consultoria é repensar a estratégia e orientar. Caso queira, também podem colocar as mudanças propostas e aprovadas em prática. Mas isso é uma outra parte do negócio.

resumo do rd summit 2017

Tendências, neuromarketing, foco na persona, dicas práticas: Resumo do RD Summit 2017 #RDSummit

outubro 23rd, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo, Mercado 0 comentário em “Tendências, neuromarketing, foco na persona, dicas práticas: Resumo do RD Summit 2017 #RDSummit”

Se tem uma palavra que define o RD Summit, a palavra é EXPERIÊNCIA.

Há pelo menos 2 anos eu ouvia de amigos e colegas da área dizendo: você precisa ir ao Summit. Nas edições do RD on the Road em São Paulo, ouvi várias vezes de RDoers e palestrantes a frase que virou hashtag: #imaginanosummit.

Então vamos lá! O que tem demais nesse evento para fazer as pessoas quererem ir TANTO? Peço licença aos organizadores, aos participantes, palestrantes e expositores, para fazer o meu resumo do RD Summit 2017.

Resumo do RD Summit

Vamos começar pelo óbvio: ir até Florianópolis já vale a experiência. Embora eu tenha chegado na noite anterior e partido na manhã seguinte ao término do evento, pude ver as paisagens lindas, sentir o cheirinho do mar, o vento gostoso e conhecer alguns lugares para comer e beber (BEM), fugindo dos destinos obrigatórios – CentroSul e hotel.

Minha viagem ao RD Summit foi bem de última hora então não organizei passeios, nem visitas específicas e, quer saber? Não me arrependo. Ficar os três dias INTEIROS no ambiente do evento (alguns dias por mais de 12h!!) valeu muito a pena.

A estrutura do RD Summit

Quando eu penso num evento com mais de 8000 pessoas já me dá calafrios de pensar na muvuca, nos deslocamentos e na limpeza e organização de tudo. Mas consegui listar abaixo o que achei dos pontos principais.

Credenciamento

Estava acompanhada da querida Sara Zimmermann, convidada a atuar no stand da SEMRush e por isso chegamos bem cedo no primeiro dia.

Agradecimento especial ao pessoal da Web Ceo pela cortesia e aos diretores da ABRADI-SP presentes no evento.

A fila VIP estava curta e a entrada foi tranquila, às 8h em ponto.

Ingressos

Como falei, meu ingresso era VIP, o que permite acesso a salas especiais (como sofás, massagens, cafés preparados conforme suas indicações e outros mimos deliciosos), espaços reservados nas palestras, kit diferenciado – com lentes para celular e power bank, além de uma sacola diferenciada dos demais congressistas.

Como já pretendo ir ano que vem, certamente vou comprar o ingresso VIP já no primeiro lote.

Salas de palestras

Eram 8 trilhas de conteúdos simultâneas e a plenária tinha capacidade para mais de 5000 pessoas. As demais salas eram de tamanhos diversos mas todas confortáveis.

Feira de negócios

Era dividida em pelo menos 3 áreas e contou com empresas de todo tipo: de agências a SaaS, passando também pelo corner de Startups com uma presença bem representativa.

Suporte ao cliente

Chapelaria, fones de tradução simultânea, banheiros monitorados o tempo todo, food truck para todos os gostos, bebedouros, achados e perdidos, estações de café, de frutas e cabines para fotos. TUDO para você se sentir bem e confortável pelo evento.

Sim, havia fila no banheiro (feminino, claro!) algumas vezes, mas tudo fluía bem e rápido.

Happy Hour

Um caso a parte. Com bandas locais e chopp à vontade, o clima não podia ser melhor depois das 18h. E a feira de negócios ficava aberta até às 20h, todos os dias.

Código de Conduta

Muita gente junta requer regras, ou pelo menos, um código de conduta. E foi assim no Summit. O código ganhou destaque nos corredores e também com a presença dos líderes que monitoravam a movimentação.

Resumo do RD Summit: palestras

Difícil fazer um resumo sendo justa com todos os palestrantes pois afinal, diante de 8 trilhas simultâneas, muita coisa eu não vi/assisti, embora tenha ocupado a maior parte do tempo dentro das salas. Então, seguindo esse raciocínio, eu não vou citar pontualmente cada palestrante que assisti nesse artigo.

Os principais assuntos do RD Summit foram o empreendedorismo, o neuromarketing, a transformação digital que estamos vivendo, perfomance (de equipes, de vendas, de tempo e etc.) e o foco na persona/cliente.

Foco no cliente e neuromarketing

Ouvi de pelo menos 3 palestrantes uma frase que eu mesma digo e repito em palestras e aulas: as pessoas querem se relacionar com pessoas. Marketing é sobre pessoas, e tudo precisa fazer sentido para elas.

É por isso que o neuromarketing está em alta. Marketing é sobre vendas e encantamento, e o neuromarketing traz o foco no comportamento do consumidor, tanto para antecipar decisões quanto para persuadir. Todos querem vender e num mundo cheio de dados e informações, chega lá quem acha o caminho mais curto para encantar o cliente.

Ainda na linha do neuromarketing, fazer uso de dados colhidos pelos analytics e ferramentas acopladas ao seu site faz muito sentido pois você consegue reconhecer padrões e atuar.

Essa foi apontada como uma grande tendência no evento mas, para quem está na área há tempos, deu pra sacar que é só mais um termo da moda que será usado à exaustão e, muitas vezes, sem uso do real significado.

Transformação digital

Muito se falou também da transformação digital e, com o iphone completando 10 anos de existência, dá para ver que ela está mesmo APENAS começando.

Escalar seu negócio (ou do cliente), promover relações de trabalho que façam sentido para as novas gerações, desenvolver um propósito, ir além do óbvio, ter a tecnologia como aliada – aliás ela não é mais uma barreira ou diferencial. É sobre isso transformação digital, e muito mais.

Dicas práticas

MUITAS palestras tinham como chamariz títulos com passos e dicas práticas para implementar no seu negócio AGORA.

A maior parte das que assisti com esse apelo foram boas, sempre conseguindo trazer algo novo para o meu repertório. Foquei bastante em conteúdos que tenho deficiência e foi uma boa escolha. Conheci novos temas, palestrantes e conteúdos para melhorar a minha formação multidisciplinar de gestora.

Por que ir ao RD Summit?

Bem, se depois de tudo isso que falei sobre o maior evento de marketing e venda da América Latina você ainda não se convenceu, acho que vale mais um ponto: o evento é gigantesco, com conteúdos incríveis, participantes conectados e engajados com os temas.

O RD Summit é uma experiência 360º. Além disso, é mais fácil ir ao Summit do que a um evento internacional, tanto pelo custo quanto pela (possível) barreira do idioma.

Não tenho dúvidas de que quero estar lá em 2018! E você?

Cursos Livres: in-company x externos

Cursos Livres: in-company x externos

outubro 19th, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo, Mercado 0 comentário em “Cursos Livres: in-company x externos”

Como ficou difícil acompanhar tudo o que acontece ao nosso redor no mundo profissional. Isso se agrava especialmente quando falamos de marketing digital. É tanta coisa ao mesmo tempo que só há uma maneira de conseguir se manter atualizado: buscar cursos relevantes no mercado.

Manter o time atualizado vai permitir definir com mais propriedade e segurança os processos, as melhorias, encontrar soluções inovadoras, entre diversos outros benefícios – além de outras vantagens como uma equipe mais motivada e melhor retenção de talentos.

Falamos até sobre o F.O.M.O no texto sobre a árdua tarefa de gerenciar e-mails e newsletters. Desafio duro de lidar e cada vez mais presente no nosso cotidiano. O problema, porém, é que não dá pra ser qualquer curso.

Ministrar aulas não é um negócio fácil. Muita gente acha que é só chegar ali na frente e falar, contar experiências, usar a sabedoria já adquirida. Mas vai muito além. Tem de ter didática para transferir o conhecimento, preparar aulas, apresentar uma sequência lógica de mais fácil assimilação para a audiência, entre diversas outras questões.

Por isso, é comum identificar muitos professores que passaram a se dedicar somente às aulas, deixando a profissão em segundo plano. Isso torna comum nos depararmos, em muitas ocasiões, com gaps enormes entre a realidade acadêmica e a de mercado. Professores muito bem embasados em questões teóricas, mas que nem sempre refletem o que efetivamente acontece no dia a dia das corporações.

Cursos Livres: in-company x externos

A questão da qualidade

Nos últimos anos, por conta das transformações provocadas pelos meios digitais, surgiram diversas possibilidades e oportunidades. Na onda, apareceram diversas escolas, especialistas e modelos de formação.

E, como em todo segmento, também muitos mantras de empreendedorismo que nunca sequer tiveram um CNPJ, “autoridades” no assunto que nunca encabeçaram o marketing digital de nenhuma marca, replicadores de metodologias que jamais se aplicariam a uma cultura como a brasileira.

Na prática, gente boa de palco, boa de oratória, mas pouca bagagem. Faz parte do jogo. Estamos sujeitos a isso em qualquer segmento da economia. Ficou muito fácil criar perfis de especialista, investir em publicidade nas mídias sociais e angariar potenciais alunos. Qualquer um pode usar essa estratégia hoje em dia. Para quem está na organização e precisa treinar o time, ficou complexo demais separar o que é bom e o que é ruim.

De uma forma ou de outra, é preciso se reciclar constantemente para se manter vivo no mercado de trabalho. Ainda mais em economias nas quais a batalha por um espaço anda duríssima – caso do Brasil. No fim das contas, o capital humano continua sendo um dos principais ativos de qualquer organização.

Os desafios da escolha dos cursos

Não basta somente ultrapassar a questão de capacidade de investimento. Dedicar uma parte do budget da companhia para capacitação anda cada vez mais difícil. Orçamento apertado, dificuldades de retenção de talentos, mudanças rápidas demais no mercado. A escolha precisa ser cada vez mais certeira quando se pensa em cursos para os times.

Apesar disso, é um gasto inevitável se a empresa quer manter bons profissionais. Segundo estudo do Panorama do Treinamento no Brasil 2016, desenvolvido pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), entre 2015 e 2016, houve um crescimento de 24% no investimento das empresas em treinamento e desenvolvimento dos seus colaboradores.

Os problemas, então, passam a ser outros. E um deles é sempre um dilema:

qual e como escolher o melhor treinamento para mim e para a minha equipe?

Parece uma pergunta simples de responder, mas isso vai pesar bastante quando você fizer uma simples pesquisa na internet pelo tipo de curso que precisa – ou acha que precisa. Vai encontrar uma infinidade de opções. Vamos pensar no que pode ajudar a definir entre todas as possibilidades que aparecem.

A coisa mais difícil é saber se o curso cumpre com a proposta do que você imagina. As grades de aulas, de disciplinas e de professores precisam estar muito claras e bem descritas. Não dá pra investir em treinamento sem ter um detalhamento mais aprofundado de tudo o que o time vai precisar absorver. Nem das competências de quem vai ministrar as aulas.

Amplitude de temas e profundidade das análises também vão permitir distinguir a melhor opção. O marketing digital tem muitos vieses e disciplinas e entender o quanto o conteúdo vai permitir a imersão necessária é extremamente importante para a escolha do curso ideal.

Mas há outros outras características que precisam ser analisadas no momento de decisão por um treinamento.

Cursos in-company x cursos externos

Outra questão que faz diferença está na definição entre um treinamento chamado in-company ou em um ambiente externo ao da empresa. O primeiro, como o próprio nome já diz, é ministrado dentro da organização enquanto o segundo requer que as pessoas se desloquem até um ambiente próprio para aulas – escola, universidade, etc.

Os dois casos podem ser aplicados por empresas especializadas em formação, educação corporativa ou por profissionais independentes com experiências no mercado.

É claro que retirar as pessoas do ambiente corporativo, do local onde trabalham todos os dias, ajuda a evitar alguns detalhes que acabam fazendo diferença. Não há como ficarem presas em reuniões (ou fugirem para alguma no meio do treinamento), um novo ar diferente daquele do dia a dia, construção de novas redes de relacionamento.

É claro que vai depender de uma série de elementos como o perfil da equipe, o tema em questão, as possibilidades de infraestrutura. Mas há muitas vantagens também na promoção de um curso dentro da organização.

Economia

Tomadas as devidas proporções, treinamentos realizados dentro da organização podem ser considerados, em muitos casos, mais baratos. A infraestrutura já está custeada de alguma forma pela companhia e não embutida no preço do treinamento – caso de cursos externos. Soma-se a isso o modelo de precificação, que está mais atrelado ao volume de alunos, fechando um pacote, o que permite economia global por profissional nas contas finais quando comparado com treinamentos externos.

Foco no conteúdo

Uma das principais vantagens está em ter um conteúdo voltado para as principais necessidades e demandas da corporação, ou seja, ele é feito sob medida. Não se trata de algo genérico que vai ser entregue a qualquer turma – como costuma acontecer nos cursos externos. A personalização de tudo o que vai ser apresentado pode ser um grande diferencial considerando que pode ser mais facilmente assimilado pelo time porque está aplicado à realidade da equipe.

Comprometimento e presença

O fato de ter o curso ministrado na organização, gera mais comprometimento de quem treina. E também de quem é treinado. A “presença” do ambiente corporativo gera mais responsabilidade dos participantes, afinal, estão aos olhos de todos ali dentro. Essa modalidade também tende a reduzir o número de ausências, não há muitas desculpas ou o desgaste com deslocamentos.

Deslocamento e tempo

Estes são benefícios imensos quando o curso vai até a companhia. Se considerarmos principalmente os grandes centros urbanos, perde-se muito tempo nos trajetos entre a empresa (ou de casa mesmo quando se trata de cursos que consomem o dia todo). O profissional já vai para a empresa todos os dias e treinar o time na companhia evita os problemas de locomoção e o tempo que se perde. Além do mais, não vai exigir “horas extras” dos profissionais, já que o treinamento acontece (ou pode acontecer) em horário comercial. O time não precisa despender horas do seu tempo livre para o curso.

Reconhecimento e interação

Se bem planejado e conduzido, o treinamento dentro da companhia pode ser extremamente motivador. Primeiro porque demonstra que a empresa quer ver o profissional evoluir e ele se sente reconhecido pelos esforços dedicados. Segundo porque a interatividade pode ser alta, contando que ele está sendo preparado juntamente com pares ou colegas com os quais já tem mais contato e intimidade. A vergonha ou timidez na participação tendem a ser menores ou desaparecerem, nestes casos. Há também, a depender da multidisciplinaridade da turma, de promover melhor integração entre os participantes, o que pode resultar em trabalhos coletivos menos conflitantes.

Isso não significa que não é possível encontrar estes benefícios diretos em cursos externos. Existem sim alguns muito bons e que valem a pena – mesmo que não ofereçam a modalidade in-company.

Para ter a certeza da escolha entre um e outro, considere:

  • Programa completo e detalhado sobre o tema;
  • Se for personalizado, o nível de conhecimento de quem vai treinar sobre o negócio da sua empresa;
  • História e representatividade – da escola ou do profissional;
  • Corpo docente experiente;
  • Exercícios e aplicações práticas do conhecimento exposto;
  • Metodologia de avaliação de nível de satisfação do curso
  • Flexibilidade de modelos de contratação e/ou remuneração.

Ao longo do tempo, estes tipos de curso vêm provando eficiência e entregando times com mais produtividade e engajamento. No final, o que vai contar mesmo é capacitar e manter os profissionais de sua organização atentos a tudo o que está acontecendo no mercado e como eles vão aproveitar e aplicar tudo o que absorveram no treinamento.

Quero indicar, para quem está começando no marketing de conteúdo e tem um projeto para tirar do papel – seja um blog pessoal ou corporativo, o curso MEU BLOG DE SUCESSO. São 7 módulos de conteúdos que vão da definição do nome do projeto até a estratégia para divulgação e monetização. O curso é online e dura cerca de 8 semanas.

A tecnologia imersiva vem para ficar

outubro 2nd, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo 0 comentário em “A tecnologia imersiva vem para ficar”

Tendência visual e criativa, o combinado de tecnologias imersivas dita comportamentos dentro e fora das redes digitais. AR, VR ou realidade aumentada (augmented reality e realidade virtual)

A simulação de um ambiente real, dentro de uma realidade virtual. Os pokemons, os óculos 3D. Um mergulho em tecnologias imersivas. Trata-se de uma tendência visual e criativa que está ditando comportamentos dentro e fora das plataformas digitais. Uma espécie de transformação de estilo formada por elementos digitais que já atinge outras vertentes além dos já habituais games.

Óculos, câmeras, manipuladores de cenários que nos tiram do real e nos transportam rapidamente para uma experiência sensorial, completamente diferente das já existentes ou conhecidas.

Muitos apontam a imersão como o futuro da realidade virtual, mas há que se considerar o tamanho e o significado desta evolução: é um estado de consciência onde o físico é influenciado diretamente pelo ambiente digital ao redor. Há uma mudança de percepção, onde o usuário sabe exatamente onde está, mas é guiado pelas sensações.

A Apple deu recentemente um grande passo neste sentido. Liberou seu kit de realidade aumentada (ou augmented reality AR ou RA) para as empresas e desenvolvedores e os apresentou no último dia 19 de setembro, no lançamento do iOS 11. A loja de móveis Ikea, MLB (Major League Baseball), o aplicativo de finanças pessoaos MoneyLion fora algumas das empresas que lançaram APPs com esta tecnologia. Veja como funciona o aplicativo da Ikea no vídeo abaixo:

A experiência desde o passado

Desde o século 19, os humanos já flertam com a sensação de “sair de onde se está”. De simular mudanças de ambiente e cenário, sem necessariamente se locomover. É quase uma busca inerente e há muito mais tempo do que se possa imaginar. O que antes eram espelhos se transformaram em binóculos, óculos, telescópios, lentes, games.

Pra entender melhor o momento e as mudanças anunciadas, a gente precisa compreender o cenário da realidade virtual, desde os seus primórdios ainda nada tecnológicos. Ela nos ajuda a explicar esse passo gigante.

Os conceitos de realidade aumentada começaram a aparecer ainda no século XVIII. Nessa época, sem tecnologia eletrônica, já se faziam espetáculos e demonstrações públicas com luz de vela, projeções, telas, onde já era possível realizar experiências bastante imersivas.

O público ficava bastante envolvido na ação, os espetáculos eram concorridos, o que nos leva a pensar que, há muito mais tempo do que pensamos, a humanidade já busca imersão em outra realidade.

Se pensarmos friamente, podemos incluir o cinema nestes experimentos. Afinal, além de atingir centenas de milhares de pessoas, o primeiro filme realizado pelos irmãos Lumière – e que foi exibido numa estação de trens de Paris – atingiu e transportou muita gente para um mundo diferente e encantado, longe do real.

Mais do que o envolvimento e apego junto a binóculos, óculos, máquinas, a experiência sensorial provocada pelo ato de imergir aguça outros sentimentos. É como se o objeto transportasse o usuário para um outro mundo, diferente do seu, uma realidade nova, construída sob medida, dando uma sensação de pertencimento inigualável e única.

Por existir a tanto tempo, e sem apelo comercial, é que a AR foi classificada como uma das tecnologias que ficaria para sempre no vale da morte, nunca passando do 100 milhões de usuários no mundo. O desafio, realmente, é criar idéias e soluções verdadeiramente úteis e que vão além dos games.

Na astronomia, por exemplo, imersão significa a circunstância em que há desaparecimento de um astro, geralmente, encoberto pela sombra de outro. O que não difere muito da experiência proporcionada por estas tecnologias – a realidade aumentada, interativa, é capaz de oferecer, acima de tudo, grandes e boas histórias.

Isto porque a interação tecnológica, até o momento em que a imersão passou a ser integrada, estava bastante confinada à tela do computador. E hoje, pode envolver não só a visão, mas o corpo inteiro de adultos e crianças.

No New York Hall of Science, por exemplo, é possível aprender coisas novas sobre sustentabilidade de uma maneira totalmente única. Esqueça os filmes dignos de snooze e as vitrines de vidro proibidas de serem tocadas: ali, pode-se acoplar com uma cachoeira digital elevada de 38 pés que flui por meio de seis habitats conectados em um assoalho interativo de 2.300 pés quadrados. Os jovens visitantes do local aprendem como a sua interação física com esta fonte compartilhada de água pode afetar o equilíbrio entre os ambientes virtuais.

Além da atração física, ambientes deste tipo anulam o confinamento de pessoas em suas experiências virtuais e deixam tudo mais participativo. É um engajamento coletivo e não mais olhos vidrados numa única tela, o que individualiza estes momentos que podem (e devem) ser compartilhados com outras pessoas ou usuários, para que vivência seja mais rica.

Os benefícios da tecnologia imersiva

Talvez a grande característica positiva da tecnologia imersiva é justamente tirar mais de uma pessoa de seu lugar de conforto e ao mesmo tempo. Ela é capaz de reunir, partilhar – e só tem graça e efeito justamente por seu poder agregador. Pelo uso de corpos, olhares e movimento, em vez de somente alguns toques em um teclado.

Para se ter uma ideia, em cima de um evento até mais recente, o telefone, quando inventado, levou mais de 70 anos para atingir 50 milhões de usuários. O jogo Pokémon Go, que virou febre no país em 2016, conquistou a mesma marca em menos de 24 horas somente no Brasil.

A aposta é crescente e tamanha que startups em todo o mundo estão sendo devidamente monitoradas por grandes empresas, em busca de soluções diferenciadas para seus negócios e clientes.

Investidores de diferentes setores, do entretenimento ao consumo, já se preparam para novas injeções de dinheiro nas grandes ideias e já se pode encontrar até cursos de formação em realidade virtual aumentada por aí. Afinal, além de divertir, esta nova faceta tecnológica também pode ser devidamente aplicada na educação, nos negócios e até no turismo.

Mas existem riscos nisso tudo? O cinema já retratou, algumas vezes, o que pode acontecer se os seres humanos não mais souberem dividir o real e o simulacro. O físico do virtual.

E a vida, a real, por si só, já não for mais satisfatória, suficiente – como já não é, para milhares de pessoas em todo o mundo. E a falta de sensibilidade para fazer, no tempo ideal, essa transição pode trazer uma série de transtornos.

Mas prefiro pensar nas coisas interessantes e produtivas que essa evolução pode nos trazer, um pouco a cada dia. Como na educação, por exemplo: alunos de diferentes universidades brasileiras, em artigo publicado pela Unesp, falam sobre a realidade virtual, mesmo que não imersiva, como tecnologia de apoio no desenvolvimento de protótipos para reconstituição de ambientes históricos para auxílio ao ensino – o que pode encorajar a comunicação entre professores e alunos e aflorar ainda mais a criatividade dos aprendizados.

A PenPal, por exemplo, é uma escola online que usa a realidade virtual (ou virtual reality, RA ou VR) para unir alunos de diversos lugares do mundo em torno do aprendizado. Já são mais de 10 mil educadores em 170 países. Uma das experiências foi um tour virtual pelo Paquistão. Veja o demo abaixo:

Seja por meio de um transporte total ou parcial para o domínio da aplicação, por meio de dispositivos multissensoriais, que capturam seus movimentos e comportamento e provocam uma sensação de presença dentro do mundo virtual.

Entre a tendência e a essência, as grandes empresas estão é de olho: o The Stereoscopic 3D Gaming Alliance, um grupo de empresas, start-ups e instituições de ensino que compartilhavam o trabalho e o estudo no desenvolvimento de tecnologias relacionadas com jogos e conteúdos 3D, criado em 2009, agora se chama The Immersive Technology Alliance, e visa promover a realidade virtual, a realidade aumentada e a indústria de recursos gestuais.

Entre as companhias que fazem parte dessa associação, a Electronic Arts, Epson, Panasonic, Technical Illusions e a Oculus VR. Desde meados de 2014, elas já se identificam como tal conglomerado visionário.

Em resumo, o movimento é crescente. Muito em breve vamos encontrar dispositivos de diversos tipos e para múltiplas atividades no dia a dia, nas ruas, com as pessoas. É só uma questão de ganho de escala. E você, do marketing, precisa estar pronto para inserir sua marca nesse contexto.

Por que a tua marca tem de investir em vídeos no Facebook?

setembro 13th, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo, Social Media, Todas as categorias 0 comentário em “Por que a tua marca tem de investir em vídeos no Facebook?”

Falamos sobre a vida transmitida ao vivo e em vídeos na estreia deste blog. Essa tendência de transformar boa parte do conteúdo produzido em vídeo tem algumas razões. Não só nosso apego ao formato do ponto de vista de consumidores, mas também porque algumas das principais plataformas vêm investindo em tornar tudo audiovisual. É o caso da maior mídia social do mundo: o Facebook.

Se você não se deu conta, preste atenção. Abra seu smartphone, acesse o Facebook e comece a navegar pela linha do tempo. Conte quantos vídeos serão exibidos para você em pouco tempo de rolagem. Até cerca dedois ou três anos, o CEO da companhia, Mark Zuckerberg tinha deixado claro o direcionamento: “Somos uma empresa mobile first”. A meta foi atingida.

“Eu vejo o vídeo como uma megatendência.” Essa frase foi proferida por Zuckerberg numa conferência com investidores realizada no início deste ano para falar sobre os ganhos do quarto trimestre de 2016. “É por isso que vou continuar a colocar o vídeo à frente de nossa família de aplicativos”.

Para ficarmos apenas com os dados do Brasil, 46 milhões de pessoas acessam o Facebook diariamente por dispositivos móveis.

Facebook dados Brasil

O direcionamento agora é outro. Atento ao movimento e forma de consumo de informação, o Facebook quer ser uma empresa video first. O anúncio foi feito pelo próprio Mark Zuckerberg, em novembro de 2016, ao comentar os números do consumo de vídeo na mídia social.

O foco principal está nos chamados millennials, isto é, pessoas com menos de 30 anos. Aos poucos, o Facebook foi incorporando modelos que beneficiam o conteúdo em vídeo, como aumentar o alcance orgânico de publicações para criadores de conteúdo nesse formato. Depois, veio a investida de combater diretamente o crescimento do Snapchat, com adição de live e stories.

O Facebook lançou, no último dia 31 de agosto, a plataforma Watch, o serviço de vídeo da plataforma, que vai entregar conteúdo com curadoria, mas deve abrir para os próprios usuários, assim como acontece no Youtube. O lançamento do Watch é também uma forma de o FB manter o faturamento publicitário, que está migrando para conteúdos visuais. Leia aqui a explicação sobre o Watch.

Em 2014, já havia indícios, com a transmissão de conteúdos do BuzzFeed e New York Times. Há, ainda, parceria firmada com BuzzFeed, Vox Media e outros, “novos” veículos que estão se consolidando e fincando o pé como meios de entretenimento e informação para o público mais jovem. A expectativa é que, a partir desse acordo, saiam programas proprietários do Facebook.

É importante que, como tudo feito pelo Facebook até hoje – o que lhe garante a quase hegemonia entre as plataformas sociais disponíveis atualmente –, as decisões estão muito bem embasadas em dados. A própria ferramenta já é um grande laboratório para analisar o comportamento da audiência e extrair insights relevantes.

Segundo informações do próprio Facebook, o consumo de um conteúdo no desktop leva em torno de 2,5 segundos, enquanto que no mobile esse mesmo conteúdo leva 1,7 segundos para ser absorvido. As pessoas podem se lembrar de um conteúdo no feed de notícias depois de vê-lo por apenas 0,25 segundos.

vídeos no facebook

A mídia social também usa estudos de mercado. De acordo com a NeuroMobile, uma pesquisa realizada pela SalesBrain com 70 adultos dos Estados Unidos, com idades entre 18 e 49 anos, verificou que a atenção dada pelas pessoas a um anúncio visualizado no smartphone é 82% maior que a aplicada a um anúncio de televisão. Ainda segundo o levantamento, que foi encomendado pelo Facebook, a distração em dispositivos móveis é 79% menor quando comparada com a TV.

A estratégia também leva em consideração o “Cisco Visual Networking Index: Global Mobile Data Traffic Forecast Update”, documento publicado pela Cisco, em março deste ano. O relatório aponta que, até 2020, 75% de todo o tráfego de dados em dispositivos móveis acontecerão no formato de vídeo e que 100 milhões de horas de vídeos são consumidas todos os dias no Facebook.

Os vídeos mais curtos apresentam mais sucesso e audiência entre os públicos do Facebook. A base da estratégia ainda deve estar centrada inicialmente em produções curtas, considerando que boa parte da audiência consome por smartphone e planos de dados questionáveis (em boa parte de alguns países).

vídeos no facebook by Ooyala

Fonte: Ooyala Global Video Index, 2015

O que o Facebook quer, afinal?

A principal mídia social do mundo quer ir além da competição com a TV. Entre os planos estão não só os conteúdos em vídeos – com filtros, ao vivo, 360 –, mas também que esses vídeos sejam episódicos, roteirizados ou não, e de alta qualidade. Você volta e consome… Volta e consome… Ou nem precisar sair. Fica o máximo de tempo possível na plataforma, assiste tudo dentro do Facebook, sem sair, sem se dispersar.

A promessa é também adicionar anúncios no meio dos vídeos para ampliar as receitas. Isso elevaria, segundo o próprio Zuckerberg, o modelo de vídeos do Facebook a um novo nível e ainda possibilitaria aos criadores de conteúdo ganhar dinheiro com isso.

A proposta de combate ao YouTube – que passou a remunerar produtores de conteúdo de grande audiência – é clara. Mas não só isso. O consumo de informações em vídeo é massivo entre os jovens. As notícias não serão mais lidas nos próximos anos; elas serão assistidas. E, nessa frente, ainda que apresente dúvidas sobre rentabilidade, o YouTube fincou um pé mais forte que o Facebook. Somam-se a isso outros gigantes de peso, como a própria Amazon, com seus serviços de streaming, e a Netflix, com modelo de assinatura acessível e produções próprias.

E há ainda informações de bastidores. Segundo reportagem do Wall Street Journal, existe a possibilidade até do Facebook investir no desenvolvimento de um set-top box – como o AppleTV ou ChromeCast – para fomentar sua estratégia de vídeos.

Entre as informações mais recentes, a empresa está tomando medidas para reativar sua estratégia. A chefe de parcerias com veículos, Campbell Brown, anunciou, faz pouco tempo, uma versão de conteúdo pago com revenue share para os publishers no modelo de assinatura.

Essa batalha é antiga. Ainda hoje, há meios grandes de comunicação que não permitem que seus conteúdos sejam, por exemplo, exibidos nos resultados de busca do Google. Os veículos tradicionais se queixam de não ter controle sobre o que circula nessas plataformas e que Facebook e Google se beneficiem do trabalho de milhares de produtores de conteúdo para ganhar com mídia, sem a devida compensação financeira, é claro.

“Uma das coisas que ouvimos em nossas reuniões iniciais de muitos jornais e editores digitais é que ‘queremos um produto de inscrição’”, disse a executiva. É uma tentativa de agradar a seus fornecedores de conteúdo, que reclamam bastante da baixa performance financeira do Instant Articles.

O modelo de incentivar e compartilhar receitas e remuneração com os produtores de conteúdo, segundo a companhia, tem como premissa impulsionar todo o ecossistema.

A dura realidade

Já entendemos que o futuro da comunicação está no vídeo. Mas, convenhamos, não é tão simples quanto parece. Por mais que o custo de produção desse tipo de mídia tenha caído de forma assustadora nos últimos anos, o modelo não cabe na maioria dos bolsos dos departamentos de marketing. Ainda mais se for uma estratégia de longo prazo.

O próprio mercado comprova isso. O estudo “Mídias Sociais 360”, relativo aos últimos três meses (maio a julho de 2017), realizado pelo Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) em conjunto com a fornecedora da plataforma Socialbakers, mostra que ainda há predominância de textos e imagens em detrimento dos vídeos.

videos facebook faap

O segmento de entretenimento já deu um passo, ainda que pequeno. Cerca de 25% dos posts já são publicados em forma de vídeo. Quando olhamos para “Marcas e Institucional”, entretanto, mais de 70% dos conteúdos publicados na plataforma de Zuckerberg entre abril e junho ainda levam somente imagens. O mesmo acontece com “Mídia e Notícias”, que direciona com links para seus sites proprietários, tentando abocanhar uma parte da audiência do Facebook.

A importância do criativo nos vídeos para Facebook

vídeos no facebook

A aposta é alta, mas não pode ser qualquer coisa. Produzir conteúdos ruins afasta os usuários, que é o que o Facebook menos quer. Por essa razão, a mídia social encontrou uma forma de identificar e avaliar a qualidade dos posts.

Basicamente, a fórmula, chamada de eCPM, traz uma pontuação de relevância do conteúdo e se configura como:

eCPM = [bid (quanto está disposto a pagar pelo target (x) probabilidade de realizar a ação] + relevance score (que é a relevância do seu conteúdo, do seu criativo)

A nota, que varia de 0 a 10, classifica como o público-alvo está reagindo ao seu anúncio. Isso está disponível para qualquer campanha. Segundo especialistas do próprio Facebook, quando está abaixo de 7, atrapalha a performance e é ruim. Isso quer dizer que você está pagando caro para atingir sua audiência – calcula-se que esse “caro” seja de 30% a mais do que deveria.

Para ajudar nesse processo, a própria plataforma fornece ferramentas que são úteis para o desenvolvimento e realização de testes. Seguem algumas:

Audience insightsFerramenta de planejamento que permite adicionar o público que se pretende atingir com aquele anúncio. Traz também dados que auxiliam na compreensão de audiências específicas.

Creative hubPermite consultar, a partir do login, referências de criativos, stories, canvas e diversos outros formatos. Também verifica e possibilita a realização de testes de conteúdos já produzidos, bem como compartilhar de maneira privada até mesmo com o cliente via mobile.

Brand resourcesHá muitas regras impostas pelo Facebook para a produção de conteúdo que será disponibilizado na plataforma. Isso faz com que uma parcela significativa seja barrada. Para evitar que isso aconteça no momento da publicação, isto é, quando o conteúdo já está pronto, essa ferramenta oferece o pré-teste para ver se o anúncio será aprovado ou não.

App legendAplicação que permite ao usuário colocar palavras em movimento ou adicionar legendas. Em etapas fáceis e simples, é possível criar um anúncio em vídeo.

Tem mais alguma dica de ferramenta bacana para compartilhar? Me manda, que eu atualizo o post.

conteúdo de voz

A vez do conteúdo de voz

agosto 7th, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo, Tecnologia, Todas as categorias 0 comentário em “A vez do conteúdo de voz”

Nos últimos dois anos, o conteúdo de voz ganhou força total. Aí você me diz: “mas as operadoras de telefonia estão aí penando porque os planos de voz estão sumindo”. Justo! Então conte quantos áudios você recebeu na última hora via WhatsApp. A voz ganha força pela agilidade, leveza e praticidade. É mais fácil para jovens e idosos e totalmente acessível para os carros conectados.

Mais fácil e mais rápido também, ouso dizer que o rádio ainda não morreu justamente porque tem a voz como meio de comunicação. Seu formato permite que você consiga realizar qualquer outra tarefa enquanto, e ao mesmo tempo, ouve, por exemplo, uma notícia.

E vamos além. Cada vez mais, a maior adoção de tecnologias que automatizam atividades da vida cotidiana impulsionará o comando de voz para coisas mais simples, como os auxiliares domésticos Amazon Echo, Google Home etc. É claro que isso chegará ao comércio também. O filme Her, de Spike Jonze, é uma boa representação de para onde caminhamos.

Se formos pensar na velocidade com que a tecnologia vem se desenvolvendo, a utilização de voz para tarefas apresentou um progresso até que moderado.

conteúdo de voz linguagem tecnológica

Muitas das tecnologias que vimos em filmes já estão disponíveis e podem ser oferecidas por várias empresas no mercado. Elas só não ganharam escala ainda. Mas isso está bem perto de acontecer.

Saímos da voz para o toque (nos teclados dos computadores e nas telas dos celulares). Tudo indica, porém, que vamos retornar à voz para realizar os comandos que desejamos que sejam executados. Quando menos percebemos, os dispositivos que funcionam a partir de voz já farão parte do nosso cotidiano.

Basta olhar o volume de utilização do assistente por voz do Google Voice Search e já temos uma ideia de como esse padrão vem crescendo ao longo do tempo para coisas simples, como guiar-se por GPS até em mesmo para casa ou ligar para os pais.

conteúdo de voz google trends

Andrew Ng, cientista-chefe do Baidu, foi categórico ao afirmar que, em 2020, pelo menos 50% das buscas pelas na internet acontecerão por meio de imagens ou voz.

Um novo mundo de conteúdo de voz

Ainda que se questione a qualidade das atividades, estamos passando para uma geração que consegue realizar várias ações ao mesmo tempo. Faça um exercício, observando um adolescente em seu quarto. TV, streaming de áudio com música, smartphone, computador: tudo funciona ao mesmo tempo.

À medida que novos recursos de comando por voz ganhem força, mais fácil será organizar e aperfeiçoar a utilização de tantos dispositivos. Aliás, mãos e visão livres são os principais indicadores para o uso de comando de voz. Pela forma como atuam os jovens hoje, esse modelo de interação com dispositivos deve se enraizar em nosso comportamento.

kpcb conteúdo de voz

Vamos pensar, então, em outro tipo de situação: veículos conectados. Já imaginou como é a vida de um motociclista que está em constante movimentação ou quando precisa viajar com a moto? Ele fica extremamente limitado por estar com as mãos e os pés ocupados enquanto conduz o veículo. A voz pode fazer uma grande diferença no dia a dia dele, e já existem soluções do gênero também para isso.

Tá bem, vai! Muito óbvio porque o mercado automobilístico é considerado de ponta. Mas e uma receita? É um horror ter de cozinhar e ficar tocando com as mãos sujas, deslocar o olhar para a tela quando se está preparando aquele novo prato. Reflita sobre a diferença que uma voz te orientando pode ter sobre algo tão simples do dia a dia.

Além de encontrar o caminho da escala – e nisso certamente o mercado de tecnologia vai ajudar – as marcas e empresas precisam pensar como os consumidores, para que possam oferecer as formas ideais. Mesmo que a pessoa saiba que está conversando com um robô com inteligência artificial, a tendência é a de que ela espere uma alta exatidão. O retorno tem de ser certeiro. O conversational commerce, hoje guiado por texto, vai evoluir também para voz.

O conteúdo de voz no mercado

Um dos maiores indícios de que a voz será relevante para o mercado consumidor veio da gigante Amazon. Em 2014, a companhia apresentou o Echo. Trata-se de um sistema inteligente que responde às perguntas e ativa determinados comandos, que podem ir de configurar temporizadores a escurecer luzes, passando até por solicitar um carro do Uber. Não há números oficiais, mas a estimativa é que mais de três milhões de unidades tenham sido vendidas. A Amazon comprou também a Audible, start up de comercialização e distribuição de conteúdo em áudio.

conteúdo de voz alexa amazon

A brasileira E.Life também desenvolveu uma aplicação para a Amazon Echo. Com o app, você pode perguntar à Alexa qual o café do dia e, se quiser, comprá-lo apenas com comandos de voz.

Quem também aposta na voz como artifício de transações é a Starbucks. A empresa já havia apontado a funcionalidade em evento realizado com seus investidores, colocando em prática em 2017. Por meio de recurso no aplicativo móvel My Starbucks Barista, já é possível que clientes façam pedidos e paguem suas comidas e bebidas a partir de mensagens e, claro, comando de voz.

conteúdo de voz starbucks barista

O projeto foi colocado em prática no início de 2017 primeiro para usuários de iOS (iPhone) em formato beta. Com a consolidação do serviço, a companhia já anunciou a extensão do recurso para usuários de Android (Google).

Mas tem um segmento que mais mexe comigo que é o de pessoas com necessidades especiais. Já imaginou a diferença que faz o comando de voz para que não enxergam? Ter um assistente pessoal te guiando, lendo as notícias do dia, lendo uma receita, um óculos inteligente te ditando os caminhos na rua com a ajuda do GPS? Isso sim muda o mundo. Outra iniciativa muito interessante foi adotada na Índia, onde operadoras estão lançando smartfones mais baratinhos com planos de dados que comportam o suficiente de tráfego de voz. Público-alvo: analfabetos.

Posicionar-se no mercado, especialmente no varejo, a partir da voz pode colocar uma empresa à frente de seus concorrentes. Isso exigirá um esforço enorme no que diz respeito à revisão completa dos algoritmos e processos de comunicação.

Lidar com o modelo baseado em voz exigirá novas formas de atrair a atenção, capturar audiência, conectar-se com os públicos, compreender o que eles dizem e aperfeiçoar suas campanhas para algo que seja efetivo para o consumidor.

blogs corporativos

Back to basics: o retorno dos blogs corporativos

julho 13th, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo 0 comentário em “Back to basics: o retorno dos blogs corporativos”

Nos primórdios da internet, o blog costumava ser o rei. Mídias sociais ágeis, como Facebook, Twitter, Instagram, ainda não tinham conquistado o tempo e espaço que ocupam hoje. E as empresas aproveitaram a onda e criaram seus blogs corporativos. Com o crescimento de possibilidades e plataformas, além da multiplicidade de dispositivos (celulares, tablets, smart tvs),, teve quem decretasse o fim dos blogs.

A correria para as mídias sociais foi generalizada. As marcas passaram a aplicar recursos nesses meios. E, durante um bom tempo, os blogs corporativos foram deixados de lado nas estratégias de marketing e comunicação das empresa. Mas o mundo dá voltas. Especialmente no universo digital. Tudo muda. Numa velocidade incrível.

A estratégia das plataformas sociais, de dar a balinha para vender a sobremesa, se consolidou. As torneiras do alcance orgânico foram fechadas. Agora é preciso aportar um investimento considerável para conseguir uma presença relevante.

Coloque na conta, ainda, a mudança de relação entre o consumidor e a publicidade. O público quer ser envolvido, quer ter outro tipo de interação com as marcas. Então, fica uma pergunta: Será que devemos voltar a considerar os blogs corporativos?

Sim! É a era do marketing de conteúdo (ou content marketing, como alguns preferem). Nunca se falou tanto em conteúdo quanto agora. E, sem dúvida, os blogs (corporativos ou não) voltam a ser relevantes como meios para dialogar com as audiências de interesse.

O movimento de produção de conteúdo autoral é tema de grandes empresas hoje. “Devemos buscar o melhor preço para nossos consumidores. E se isso significa acabar com ineficiências nos negócios de outros, assim o faremos.” As palavras são de Keith Weed, chief of marketing and communications officer da Unilever.

O executivo foi entrevistado pelo Advertising Age sobre o movimento que a companhia está adotando. A gigante de bens de consumo vem reduzindo o número de agências contratadas e internalizando boa parte da comunicação produzida pela empresa.

Outra enorme em seu segmento e que também aposta nesta frente é a Nestlé. Em junho a companhia anunciou a abertura de um laboratório de conteúdo próprio. Nomeado de “Content Factory”, e com espaço dedicado na sede em São Paulo, conta com uma equipe multidisciplinar para compreender as audiências e produzir novas informações a partir disso.

Mas por que eu preciso de um blog corporativo?

Podemos evoluir para muitas razões que justificam o investimento em um blog corporativo. A principal delas é bastante simples: sua marca precisa produzir e entregar conteúdo relevante para quem ela quer atingir. Este é um dos motivos que vão atrair seus públicos e direcioná-los para o funil de conversão da sua empresa.

A evolução da conexão à internet vem forçando isso. O celular sempre à mão para fazer pesquisa de qualquer lugar, a qualquer momento, também. As marcas estão ainda mais expostas e têm de definir qual o caminho para que isso ocorra de forma positiva.

Praticamente todos os usuários de internet no Brasil buscam suporte no digital em algum momento do processo de compra. Os dados são do estudo “Varejo no Brasil: a influência do digital sobre o consumo”, realizado pela Boston Consulting Group (BCG) com 2.500 entrevistados.

blogs corporativos

Um blog corporativo, se bem feito, pode se tornar uma poderosa ferramenta de marketing. É importante a forma que você dá a ele. Com todas as modificações pelas quais o mercado vem passando, os canais proprietários voltam a estar no centro das atenções. E os blogs corporativos são uma excelente arma para isso.

Podem se tornar um grande direcionador de audiência para o site institucional ou mesmo no hub principal de toda a sua estratégia digital. Claro, desde que não encare o conteúdo produzido e distribuído ali como publicidade pura e simples. É mais falar sobre o que é útil para o seu público e menos sobre sua marca. Autenticidade e originalidade contam demais para isso

Tem de fazer direitinho, criar informações que façam a diferença para os consumidores. Para quer eles se engajem de verdade. E isso não vai acontecer se perceberem se tratar de algo extremamente publicitário.

Mas o investimento vale a pena?

Um levantamento “O ROI do blog corporativo 2.0”, da Rock Content, mostra dados que podem te estimular um pouco mais. A pesquisa foi feita com a participação de 2.725 respondentes de todo o Brasil. Quando os assuntos são tráfego global e geração de leads:

Quem publica conteúdo no blog tem 3,7x mais visitas;
Quem publica em blog corporativo converte 1,3X mais visitantes em leads do que quem não publica;

Algumas empresas já entenderam a importância dessa ferramenta de comunicação com seus consumidores e investem diariamente em conteúdos que façam parte do dia a dia dos seus públicos. Selecionamos dois casos aqui para você se inspirar:

Natura

Mantém um canal exclusivo de diálogo com suas consultoras.

blogs corporativos

Consul

Aborda vários aspectos do dia a dia de uma casa.

blogs corporativos

Outros motivos para investir em blogs corporativos

Desintermediação

Assim como as redes sociais, sua marca fala direto com o público, sem necessariamente precisar passar por intermediários (veículos e mídias sociais, como Facebook) neste diálogo com as audiências. Além disso, ganha-se a possibilidade de poder trabalhar com atualização frequente, o que também é inviável em meios tradicionais.

“Encontrabilidade” (ou findability)

Boa estratégia de SEO (Search Engine Optimization ou otimização para sites de busca) que considera a parte técnica do blog (códigos) e de conteúdo podem fazer com que sua marca seja mais facilmente encontrada pelo público – especialmente nas buscas feitas antes de decidir uma compra. Eles ajudam a melhorar a posição da marca nos mecanismos de busca.

Educação e explicação

Cavar pautas em veículos de mídia para explicar produtos, serviços, estratégias não é tão fácil. Um blog corporativo pode ajudar bastante nessa missão de contar com detalhes aos seus públicos e também educá-los quando trata-se de algo extremamente complexo.

Construção e mensuração

Controlar um canal proprietário é a grande chance de atingir diretamente as pessoas, criar a sua própria audiência. E isso vai proporcionar ter acesso a todos os dados de que precisa e aprofundar as análises, realizar testes, compreender os comportamentos e tomar decisões sobre eles. Quando bem construídos, podem aumentar as possibilidades de obter novos leads.

As marcas que conseguirem consolidar seus canais proprietários e blogs corporativos certamente estarão um passo à frente e dependerão cada vez menos de investimentos em publicidade tradicional para atingir seus públicos. Mudaram as regras do jogo. E a sua empresa precisa acompanhar essa transformação, entrar em campo.