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Transformação digital é muito mais do que tecnologia

outubro 9th, 2017 Publicado por Mercado, Tecnologia, Todas as categorias 0 comentário em “Transformação digital é muito mais do que tecnologia”

Temos ouvido falar de transformação digital o tempo inteiro. Em rodas de conversa e eventos executivos, tornou-se quase um mantra. Vai acontecer em todos os mercados, apesar de muitos acharem (erroneamente) que é algo que diz respeito somente a empresas de tecnologia. Isso é um engano muito comum, quando o assunto vem à tona.

Vender o discurso de que a tua empresa está em processo ou já realizou a transformação digital é fácil. Um levantamento do Gartner mostra que o tema está quente entre os CEOs.

transformação digital gartner

Mas você tem certeza de que está mesmo em processo de transformação digital? Para estar em uma frente importante, olhe novamente para o teu projeto de CRM (customer relationship management ou gestão do relacionamento com o cliente). Ele está atendendo ao que precisa? Consegue fazer a leitura da jornada completa do teu público em todos os canais de comunicação/interação e trazer inteligência, ser preditivo?

Comprovar isso no dia a dia é outra coisa completamente diferente. Pelo que tenho analisado e conversado com executivos de algumas empresas, o discurso é perfeito: “O digital está no nosso DNA”, dizem.

Quando olhamos friamente, a realidade é muito diferente. Talvez porque o conceito seja amplo e interpretado de maneira confusa por boa parte de quem realmente deveria entendê-lo com propriedade. O marketing tem muitos desafios, mas a transformação ultrapassa sua alçada.

Além da tecnologia

Sabemos da importância do uso de tecnologia em companhias de todos os portes e segmentos de mercado, mas a transformação tem a ver com cultura, estratégia. Como sempre, o software, o sistema, o hardware, o dispositivo são apenas meios. Eles instrumentalizam a empresa para obter melhores resultados.

É preciso entender que o público consumidor mudou. E você precisa analisar e interpretar melhor essas alterações de comportamento. Pouco importa se atua com foco em B2C (business to consumer, isto é, vende para consumidores finais) ou B2B (business to business, quando você faz transações com empresas). No fim do dia, estamos falando de pessoas.

E estas mesmas pessoas adotaram – e continuam aderindo a – meios digitais. Esse processo é irreversível. O digital vai se tornar algo como a energia. E isso muda de forma substancial a forma como as pessoas pensam e fazem coisas. Elas vão buscar e promover novas experiências.

De acordo com o estudo State of Digital Transformation 2016, organizado pelo renomado especialista do universo digital Brian Solis, do Altimeter Group, os executivos apontam os principais direcionadores da transformação digital.

transformação digital altimeter

O negócio todo

Transformação digital tem a ver com o que se convencionou chamar de business transformation. Não basta ter as melhores tecnologias disponíveis, é preciso mudar a forma de pensar os negócios e estruturas organizacionais como um todo.

Ter um bom site – e responsivo para vários dispositivos, é claro – ou uma aplicação de comércio eletrônico amigável, qualidade no conteúdo de mídias sociais ou atendimento ágil por canais digitais são excelentes iniciativas. Mas resumem-se a apenas parte de uma transformação digital.

O digital é transversal, ou seja, ele precisa passar por toda a companhia: usar as plataformas para promover mais inteligência aos negócios; reduzir custos desnecessários; aumentar a participação de mercado; gerar novos processos e inovação de maneira geral. E não apenas implementar softwares ou sistemas, comprar plataformas para dizer que está evoluindo.

Tem de mexer na origem, na base. É simples? De forma alguma. É fácil? Longe disso. Muitas vezes, há o choque de gerações e culturas. E dá trabalho e não é barato. Mexe com modelos, processos, departamentos que sempre atuaram de uma forma que funcionou e ainda funciona. O movimento é grande e precisa ser realizado com unicidade.

A questão é que, no mundo atual, na era pós-digital, não existe mais nenhum tipo de negócio imune. Inovar e adicionar o pensamento digital ao alicerce da organização tornou-se questão de sobrevivência. Lembre-se sempre da Kodak, que está há anos com as pernas bambas, tentando ainda encontrar um rumo.

Mas quem já entendeu direito o que tudo isso significa avança bem mais rapidamente. Um estudo encomendado pela CA Technologies à Coleman Parkes mostra que os executivos afirmam que a transformação digital aprimorou o tempo de tomada de decisão e de go to market.

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O tempo corre rápido demais nos dias de hoje. E se você continuar somente no discurso, lembre-se de que há quem esteja fazendo da maneira ideal

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A importância da cloud computing para o marketing

setembro 21st, 2017 Publicado por Mercado, Tecnologia, Todas as categorias 0 comentário em “A importância da cloud computing para o marketing”

Cloud computing – ou computação em nuvem – ganhou força nas corporações e virou até propaganda no rádio para o consumidor final. É muito comum encontrar áreas de negócios fazendo uso desta tecnologia. A entrega de computação como serviço, com o uso de infra-estrutura compartilhada, sistemas, softwares e dados gerados a partir de diversos dispositivos conectados à internet já é um fato quase antigo. E é inviável não pensar em toda a utilidade disso para o departamento de marketing.

É impossível não considerar a atuação em conjunto entre estratégias de marketing e tecnologia. Simples. Faça uma análise comparativa e veja o quanto o departamento de marketing da empresa para a qual trabalha investe em tecnologia da informação. Trata-se, hoje, basicamente, de uma interdependência entre as duas áreas.

Sem dúvida alguma é capaz de descobrir que a área é a maior compradora e consumidora de TI. O Gartner já previa isso lá pelos idos de 2011. A infinidade de softwares e sistemas que dão suporte aos processos de qualquer área de marketing é imprescindível para trazer mais agilidade às decisões de negócios.

Esse movimento aconteceu justamente porque o acesso digital por parte dos consumidores forçou as companhias a se reinventarem para fora e para dentro. Além de investir na ponta, na relação com os públicos por múltiplos canais disponíveis, também precisaram (e ainda precisam) rever toda a tecnologia e modelagem de dados que estão no chamado back office, portanto, invisíveis ao grande público. Mas fundamentais para o bom funcionamento de qualquer organização.

A forma como está organizada a computação em nuvem é um “prato cheio” para o marketing. Com a “cozinha” organizada e dados e informações disponíveis de maneira rápida e prática, a tendência é que o atendimento e o relacionamento com os públicos de interesse alcance altos níveis de qualidade.

Essa base bem construída permite que a gestão erre rápido e corrija os erros na mesma velocidade em que foram percebidos, ampliando o nível de serviços.

Cloud computing e novas estruturas

Nem tudo é uma maravilha. Essa nova forma de dialogar com os clientes também quebra alguns mitos. Não se trata somente de migrar, de transferir. Mas de construir novas aplicações que permitam que o trabalho possa fluir. E esse movimento é gigantesco também.

Segundo a Bain & Company, dos US$ 77 bilhões que as empresas gastaram na nuvem em 2015, quase metade (cerca de 45%) não estava ligado à migração de processos de trabalho existentes, mas ao desenvolvimento de novos softwares para negócios existentes ou à criação de aplicativos para novas operações digitais. Fica claro que os orçamentos ficarão apertados.

cloud computing bain

Em 2018, mais de 40% da infraestrutura de TI, software, serviços e tecnologia, serão baseadas em soluções em nuvem, atingindo metade até 2020. É o que prevê a IDC. Segundo levantamento da empresa de pesquisas, os serviços em nuvem agora fazem parte do portfólio da maioria dos provedores de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e a razão é simples: eles se tornaram a plataforma de escolha para qualquer nova implementação de TI.

E isso é praticamente uma unanimidade. A despesa em cloud computing está crescendo em 4,5 vezes a taxa de gastos de TI desde 2009 e deverá crescer em melhor que 6 vezes a taxa de gastos de TI de 2015 até 2020. Ainda de acordo com a IDC, os gastos mundiais em computação em nuvem pública aumentarão de US$ 67 bilhões em 2015 para US$ 162 bilhões em 2020.

Tanto investimento e propósitos ligados a um núcleo tão importante faz surgir um novo posto: CMT (Chief Marketing Technologist). Este executivo tem como missão desenvolver uma visão tecnológica para o time de marketing.

E tudo tem de estar devidamente alinhado com os objetivos de negócios. Não é estranho, aliás, que boa parte dos diretores de marketing de grandes organizações hoje não tenham mais formação em comunicação, mas em engenharia e outras graduações de exatas.

O impacto de cloud computing nos negócios vai ser considerável. Tanto que 74% CFOs (Chief Financial Officers, ou diretores financeiros) dizem que a computação em nuvem terá o impacto mais mensurável em seus negócios ainda este ano. É o que aponta 2017 BDO Technology Outlook Survey.

cloud computing bdo

Sem entrar nos detalhes técnicos de Saas (Software as a Service – software como serviço), Paas (Platform as a Service – plataforma como serviço) e Iaas (Infrastructure as a Service – infraestrutura como serviço), vamos ao que realmente interessa. O quanto o marketing pode ganhar com tudo isso.

Cloud computing e os ganhos do marketing

computanção em nuvem

Há uma série de benefícios que facilitam a execução de tarefas e deixam o time de marketing livre para dar foco no que realmente interessa sem se preocupar demais com questões periféricas.

Mobilidade

É uma das grandes vantagens. O time pode acessar as aplicações – com os devidos requisitos de segurança e níveis de acesso – de qualquer dispositivo com acesso à internet. Isso gera praticidade, torna a equipe de marketing mais liberta para outras funções.

Processamento e escala

A rapidez exigida nos negócios faz com que as demandas tecnológicas cresçam na mesma velocidade. Mais ferramentas, mais usuários para utilizá-las, mais recursos. Isso tudo passa a ser mais rápido e simples de contratar quando se trabalha com cloud computing. A flexibilidade para aumentar ou reduzir os modelos contratados traz grandes vantagens para quem está no marketing.

Custos

Especialmente em grandes empresas, comprar licenças, implementar e manter softwares rodando, via de regra, gera um custo enorme. Ao levar essas soluções para a nuvem, haverá certamente um ganho de investimento que pode ser aplicado em outras áreas relevantes do marketing. Não é preciso ter uma estrutura tecnológica própria e pesada para manter os ambientes necessários às operações do dia a dia. O acesso passa a ser via web, as máquinas não dependem mais da manutenção feita pelo marketing ou da TI a pedido do marketing, entre outros detalhes.

Mensuração real time

As tecnologias disponíveis avançaram bastante em termos de dados – que orientam a maior parte das decisões de marketing. Colocar na nuvem sistemas como Business Intelligence, CRM (Customer Relationship Management, ou gestão do relacionamento com clientes), Web Analytics, entre outras, permite avaliações de informações em tempo real. E isso vale até mesmo para campanhas, inbound marketing, mídias sociais e publicidade.

Segurança

Há grandes discussões sobre a segurança no cloud computing. Ainda existem muitos mitos em relação a isso. Para o bem e para o mal. Mas é possível determinar o nível de segurança desejável e contratar modelos com criptografia, backup de dados etc. Isso coloca também a responsabilidade sobre o provedor.

Com tudo isso, é hora de você repensar seus investimentos em plataformas, sistemas e implementações e ganhar tempo para gerir melhor os recursos, os times e, claro, seus clientes.

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A nova jornada do consumidor no varejo

setembro 4th, 2017 Publicado por Mercado, Tecnologia, Todas as categorias 1 comentário em “A nova jornada do consumidor no varejo”

Em maio deste ano, a gigante Whirlpool fechou um acordo para a aquisição da plataforma de receita digital Yummly. Nada muito surpreendente o fato de uma companhia comprar outra no mundo do varejo.

O negócio, porém, aponta a uma tendência que precisa ser observada com cuidado. Imagina que um dispositivo identifique os itens que faltam em sua geladeira e, sem que você precise fazer qualquer movimento, já crie a lista, realize a compra e mande entregá-los na sua casa. Não é ficção. Já é viável e vem sendo testado. É o avanço da automatização

Como aponta a mesma reportagem, a compra tem algo muito maior por trás, especialmente quando olhamos para o futuro. A Whirlpool – e não só ela, como diversas outras empresas – está de olho em fortalecer suas frentes de Internet das Coisas (IoT, do inglês Internet of Things).

Nos últimos anos, as grandes companhias tentam acumular informações que permitam direcionar melhor seus negócios completamente transformados pelo digital. Isso significa ampliar o potencial de visibilidade para poder seguir os rastros deixados pelos consumidores.

Passou a ser fundamental enxergar a jornada completa do público. Como ele trafega somente no universo digital, não é mais suficiente. As organizações buscam compreender melhor também qual é o comportamento ou as influências de consumo, quando o indivíduo está em trânsito.

Entenda a jornada

A pesquisa no digital, antes de partir para o real, já é uma realidade consolidada. É o que mostra um levantamento feito pela Provokers para o Google.

provokers google varejo

Nesses casos, o consumidor chega ao ponto de venda com uma série de informações e pode continuar pesquisando e confrontando dados mesmo que já esteja no local físico.

No Brasil, uma empresa que faz a coleta de informações do mundo real para o virtual é a InLoco Media. A empresa tem 5 milhões de estabelecimentos cadastrados, mais de 50 bilhões de usuários ativos e entrega 11 bilhões de impressões de anúncios por mês.

Neste vídeo abaixo, a empresa apresenta de forma extremamente didática os conceitos de micromomentos e vários cases de mercado, com CTRs (click trought rate) altos e excelentes resultados alcançados.

Em uma campanha para a Head&Shoulders, eles conseguiram levar muitas pessoas para pontos de vendas e gerar uma conversão de 5,80%, sendo que 30% entraram nos pontos de venda em apenas 2 horas após receber a campanha no celular. Assista ao vídeo inteiro e veja cases da LG, Hyundai, McDonalds (que atingiu um CTR de mais de 11%),  Regenarate, Caixa Seguros,

Veja aqui cases da InLoco para O Boticário e para a Coca-Cola.

Outro movimento de corporações com grande potencial de investimento e inovação está na estratégia de “invadir” a casa das pessoas. Ainda que de forma incipiente. Podemos ver como exemplo algumas grandes de tecnologia partindo para este modelo.

O Google com Chromecast. A Apple com a AppleTV. A Sony com o PlayStation. Agora, o movimento chega às grandes de bem de consumo.

Do centro da sala para a cozinha

Há dúvidas de muitos especialistas do mercado em relação ao potencial que a comercialização de alimentos e bebidas por meios digitais. Pesquisa de 2015 com americanos, feita pela BMO Capital Markets, apontava que a grande maioria dos usuários ainda preferia pegar os alimentos por conta própria em detrimento de outros modelos de compra.

BMO pesquisa varejo

Um mercado de mais de US$ 600 bilhões só nos Estados Unidos – um dos maiores se não o maior – coloca como desafio a venda de alimentos e bebidas por meios digitais. Ainda em 2015, um levantamento da B.I. Intelligence apontava que apenas 1% dos produtos nessas categorias acontecia por intermédio de recursos digitais.

groceries varejo online

Mas temos de ter em mente que os hábitos das pessoas estão em constante mutação. Agilidade, conveniência, praticidade se destacam hoje na vida corrida que levamos e isso o comércio eletrônico pode oferecer quando bem feito. A expectativa, ainda segundo a B.I. Intelligence é que até 2018, as vendas on-line crescerão a uma taxa de crescimento anual composta de 21,1%, chegando a quase US$ 18 bilhões – algo próximo de 3,1% do total anual do mercado.

Assim como fez a Whirlpool, a Amazon anunciou a compra da Whole Foods, rede de lojas com foco em produtos naturais e orgânicos, por US$ 13,7 bilhões. Esta, aliás, não foi a primeira empreitada da Amazon. Constam na lista de aquisições da companhia empresas fornecedoras de dados sobre a indústria cinematográfica (IMDB), de videogames, audiobooks, entre diversas outras.

varejo

De toda forma, essa última aquisição deve promover transformações importantes no mundo do varejo. Mesmo que analistas de mercado tenham encarado o negócio sem conseguir chegar a definições muito claras sobre quais devem ser os próximos passos. Uma das possibilidades é o fato da Amazon poder ampliar suas experiências de varejo além do que já vem testando.

Outra real possibilidade está no fato do nível de conhecimento em base de dados que a empresa possui sobre seus clientes. Os dados auxiliam a oferecer, com cada vez mais nível de acuracidade, o que os consumidores esperam. Transferir isso para o varejo de alimentação pode ser uma grande jogada.

O próprio modelo da Amazon Go mostra um pouco dessa ânsia por sondar e observar condutas das pessoas. Essa combinação de máquinas que aprendem (também chamadas de machine learning) com uma infinidade de sensores e somados à inteligência artificial permitem que a companhia transforme os ambientes físicos em verdadeiros laboratórios.

O comportamento vivo e ao vivo no varejo

A necessidade de se aproximar e, mais do que isso, fazer cada vez mais parte do dia a dia dos consumidores vem se tornando a cereja de bolo de grandes empresas. O digital alterou demais o comportamento do público e está muito difícil se basear nas tradicionais métricas e pesquisas que direcionaram a comunicação, com base em amostras.

Visualizar o comportamento um a um ainda é para poucos e custa uma fortuna. Mas algumas dessas companhias já atentaram e evoluem rapidamente para esse modelo. O que elas desejam é uma integração realmente funcional para traçar de ponta a ponta o comportamento do consumidor do mundo digital para o real.

Tudo o que se vê ainda está muito embasado em inferência. A transição entre um universo e outro ainda não está tão precisamente mapeada. Algo que acaba por quebrar o mito de que tudo se mensura. Há muitos investimentos e muitas experiências e o que vemos  sendo feito tem como meta buscar dados – independentemente do ambiente, se on ou offline. Mas não estamos nada longe.

À medida que vamos incorporando cada vez mais dispositivos – presos ou não ao corpo – na forma como conduzimos nossa vida, vai dar uma boa forcinha para essas companhias. E isso vem partindo também dos próprios consumidores em busca de novas e interessantes experiências.

Vivências inusitadas e demanda ativa

Quando falamos de experiências gastronômicas, não há como ignorar o Tastemade. A demanda por alimentação saudável, facilidade de preparo de refeições e por aprender a lidar com itens de uma cozinha demonstram que este mercado de varejo de alimentos tem um espaço gigantesco.

Criado por veteranos da Demand Media em 2012, a empresa já recebeu investimentos de diversos fundos. Iniciou com a divulgação no Youtube para distribuir seus conteúdos, passou para o Facebook e explodiu no Instagram. Já possui um aplicativo próprio até na AppleTV e ganhou um ambiente próprio também no Snapchat.

Estima-se que o canal já tenha recebido aporte de cerca de US$ 80 milhões. Investidores erram, claro. Mas tanto dinheiro assim certamente indica boas chances de um mercado potencial que, mais cedo ou mais tarde, vai explodir.

Agora partimos para opções ainda mais autênticas. Oficinas práticas com impressões em 3D e refeições com experiências sensoriais misturam aprendizagem, prática e entretenimento. Envolvem os indivíduos e colocam-nos imersos em algo que vá mexer com o racional e emocional. Ao passo em que também fornecem múltiplos dados para as empresas que observam.

O Meal of Fortune ou Refeição da Fortuna, promovido por Mouth Arcade e Theory Kitchen é um bom exemplo disso. Os participantes tinham direito a uma refeição com quatro pratos e trazia uma experiência me misturava jogos reais e virtuais.

Sim. Trata-se de uma nova modalidade. Uma nova forma de apresentar um restaurante e, na outra ponta, estimular o público a algo completamente diferente do que está habituado a encontrar.

O suporte de robôs também tem sido utilizado. A ShopFácil, empresa do Bradesco, já permite que o ciclo completo de uma compra seja realizado sem que o usuário precise sair do Facebook. Por meio de um chatbot com inteligência artificial e linguagem neural, até recomenda produtos a partir do perfil do usuário.

A tão sonhada integração ou fusão entre o real e o digital já existe. Vamos ver muitas novas experiências nos próximos anos e precisamos nos preparar _profissionais de comunicação, de marketing e consumidores. Muita coisa vai mudar ainda. E precisamos estar atentos.

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A nova carteira digital

agosto 21st, 2017 Publicado por Tecnologia, Todas as categorias 0 comentário em “A nova carteira digital”

Hoje em dia, a praticidade define parte da vida que vivemos e buscamos. Especialmente no momento em que vamos às compras. Os cartões facilitaram muito a vida. Ficou fácil e rápido. Em alguns países da Europa, como a Inglaterra, o celular já é a nova carteira digital, ou mobile wallet, como preferem dizer alguns, pois reúne os cartões de débito, crédito e o bilhete de transporte público. E isso vai virar uma realidade global.

Um relatório do banco XP Investimentos aponta que o dinheiro em papel provavelmente sairá de circulação em breve. “E o primeiro país a tomar essa atitude possivelmente será a Dinamarca, já que anunciou um processo de transição, a partir deste ano, por meio do qual lojas de roupas, alimentos e postos de gasolina não são mais obrigados a aceitarem dinheiro vivo.  Apesar de parecer uma medida radical, o papel-moeda já tem caído em desuso nos países nórdicos. Estima-se que cerca de 33% da população utiliza um app chamado MobilePay, que conecta o celular ao de outra pessoa e permite pagamentos com apenas um toque”, afirma o relatório.

Sim, o celular vai virar um meio para realizar o pagamento de contas. Esqueça as máquinas de cartão ou aqueles outros aparatos todos que dependem, em alguns casos, de linhas telefônicas. Há muito tempo que as transações financeiras que realizamos no dia a dia não estão mais no mundo real. Pergunte-se: onde está o meu dinheiro? A primeira resposta seria: no banco. Mas, fisicamente, ele já não está ali faz anos.

Uma das empresas pioneiras no sistema de pagamento eletrônico é a Starbucks, que lançou seu programa em 2015. A empresa inovou recentemente ao fazer o sistema de pedido e pagamento pelo celular, eliminando as filas. Nos Estados Unidos, no último trimestre, 9% dos pedidos foram feitos desta maneira. E mais: cerca de uma em cada 3 vendas foi paga pelo aplicativo da marca.

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A evolução do pagamento com cartões foi gigantesca. O ecossistema mudou e cresceu tanto que fica difícil acompanhar o nascimento de tantas fintechs (veja imagem abaixo). Em pouco tempo, não precisaremos mais deles, nem andar com dinheiro na carteira. Basta aproximar o celular e voilà, a operação foi realizada com sucesso. Em qualquer lugar, a qualquer hora do dia ou da noite.

Algumas empresas, como a brasileira BPP, tem até uma solução que não exige conectividade para pagar uma conta. Você gera um QR code que é escaneado e, quando aparece a conexão, o valor é debitado da sua conta ou cartão pré-pago.

Vamos além. Imagine realizar transações financeiras em via de mão dupla. Receber aquele dinheiro que emprestou para o amigo também pelo smartphone. Hoje, muita gente recebe dinheiro pelo Paypal.

Obviamente, um dos maiores exemplos é a China. O país já apresenta um mercado maduro de serviços e modelos de pagamento móveis, conforme indica o relatório de tendências da Kleiner Perkins Caufield Byers (KPCB).

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Um fato relevante é que os pagamentos móveis, ainda de acordo com o relatório da KPCB, devem se tornar a porta de entrada para que as principais empresas de internet da China se transformem em plataformas de serviços financeiros. E esse modelo deve começar a crescer também nos Estados Unidos.

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Só a consolidação deste tipo de solução, em mercados como a China e os Estados Unidos, mostra o potencial de evolução de plataformas de serviços de pagamento móvel. E as transformações no sistema financeiro serão extraordinárias.

De forma geral, a expectativa é grande por parte de consumidores e também da própria indústria, como aponta estudo realizado pela Accenture. Os consumidores expressaram otimismo sobre a adoção de carteira móvel no futuro, com um aumento de quase 60% no uso de carteiras móveis em detrimento das redes de cartões (de 14%, em 2016, a 22%, em 2020). No caso das gigantes de tecnologia, a expectativa é que as carteiras digitais subam de 13%, em 2016, para 21%, em 2020.

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Fonte: Accenture

Os bancos tradicionais tendem a perder participação de mercado. O espaço passa a ser parcialmente ocupado pelas operadoras de telefonia. As plataformas de pagamento também, em boa parte dos casos, não exigem a existência de uma conta bancária – as transações são realizadas sem passar necessariamente pelos bancos.

Bancarização alternativa

Essa evolução descolada do mercado financeiro tradicional tem um lado bom também. Em muitos lugares do mundo – especialmente em países classificados como “em desenvolvimento” –, a bancarização, de maneira geral, ainda é bastante precária. Essa alternativa ao sistema financeiro tradicional pode ser uma boa saída.

Podemos usar como referência o Pegasus. Trata-se de uma plataforma de pagamento móvel totalmente realizada por celular na África oriental. Os cidadãos podem fazer compras, transferir valores para familiares e pagar contas de serviços básicos, como luz e água.

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No Quênia e em Uganda, fazer ou receber pagamentos pelo dispositivo móvel vem se tornando algo muito comum, conforme apontam os dados da Pew Internet Research.

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Fonte: Pew Research Center

O sucesso e a adesão fizeram também proliferar diversas outras companhias de pagamentos por dispositivos móveis por lá, como a Yo Uganda, Beyonic, Jpesa, entre outras.

Na América Latina, a situação não é muito diferente. Para termos uma ideia, quase 60% dos consumidores na região ainda não são bancarizados. Entretanto, já existe uma proporção considerável de pessoas fazendo uso de pagamentos por dispositivos móveis, segundo relatório da Mastercard.

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O Brasil também está nessa

A StartSe estima em mais de 200 fintechs no Brasil. As empresas brasileiras Nubank, VivaReal e Guia Bolso estão entre as fintechs mais inovadoras do mundo segundo o relatório Fintech 100, feito pela KPMG e pela H2 Ventures. Podemos elencar diversas opções disponíveis tecnológicas hoje em dia. Até já usamos algumas e sequer nos damos conta disso. Entre algumas delas estão:

  • Carteira digital: entram nessa categoria plataformas como o PayPal, PagSeguro, entre outros. A dinâmica é semelhante a do internet banking, mas não há toda a exigência feita pelos bancos. A maior vantagem é que você não precisa fornecer teus dados pessoais ou apresentar cartão para a loja da qual está comprando. A transação é totalmente eletrônica.
  • Internet banking: sim, a aplicação instalada no dispositivo móvel é considerada e permite realizar transações, pagar contas, entre outros recursos. Talvez seja o modo mais difundido no país até o momento.
  • Leitor móvel de cartão: esta modalidade possibilita que aplicativos em dispositivos móveis (celulares, tablets etc.) com acesso à internet substituam as máquinas tradicionais de cartão.
  • NFC (near field communication): tecnologia que permite o pagamento por meio de aproximação do teu dispositivo a outro equipamento, para que a transação seja realizada automaticamente. Já pode ser feito via Android Pay, Samsung Pay e Apple Pay.
  • SMS (short message service) ou USSD (unstructured supplementary data): estão diretamente ligados às operadoras de telefonia celular. Cada uma delas tem seu próprio sistema. O SMS consome créditos do telefone no processo de transação financeira. Já no caso do USSD, o pagamento pode ser feito por meio de créditos do celular ou débito na conta telefônica. Via de regra, porém, as transações são para valores baixos.
  • QR Code (quick response code): permite que um pagamento seja feito a partir da leitura de um código de barras por meio da câmera fotográfica do dispositivo móvel. É preciso, porém, ter um aplicativo instalado que permita realizar essa leitura do código.

Boa parte dos consumidores brasileiros, entretanto, ainda não tem conhecimento dos modelos ou ainda apresenta algum tipo de receio em relação à segurança ou até mesmo aos benefícios proporcionados por essa modalidade de pagamento. Será preciso um longo trabalho para fazer a audiência conhecer e ver sentido.

Há também barreiras ou limitações que precisam ser observadas. A multiplicidade de sistemas operacionais e dispositivos restringe soluções de maior alcance, bem como o alto custo de smartphones que trazem, por exemplo, a tecnologia NFC embarcada.

Na outra ponta, a dos comerciantes, as vantagens são enormes. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), aproximadamente 80% dos terminais (maquininhas) instalados em lojas no país já contam com o recurso de pagamento por aproximação.

Por mais que ainda exista a necessidade de “evangelização” do consumidor brasileiro, os números são animadores, como aponta o estudo “Cenário do M-commerce – State of Mobile Commerce 2016”, feito pela Criteo. O Brasil figura com o maior aumento da participação do celular nas transações no varejo, seguido de Austrália e França.

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O que ainda está por vir

A evolução e a consolidação dessa modalidade de transação financeira são certas. O caminho parece sem volta. Mas isso é só o começo, pois ainda há muitas possibilidades que precisam e devem ser exploradas ao longo dos próximos anos.

Comando de voz, pulso e selfies

Esqueça a digitação de senhas e a utilização de dados pessoais. Veremos a mudança desse tipo de autenticação e permissão para a realização de transações passarem para comandos de voz, reconhecimento facial por selfies e, até mesmo, pulsação. São grandes os avanços do ponto de vista de segurança e praticidade. O Samsung Pay funciona também no Gear S3. Dá para pagar no caixa sem abrir a carteira de deixar o caixa com cara de “ué”.

Biometria e íris

Já temos diversos modelos recentes de dispositivos móveis que só permitem a realização de operações a partir do reconhecimento da digital do dono. O reconhecimento da íris também vem apresentando mais relevância para garantir segurança às transações financeiras. Certamente, essas tecnologias serão incorporadas aos modelos de pagamentos móveis e carteiras digitais. O Samsung Pay já tem pagamento por reconhecimento de íris no S8.

Wearables

As transações financeiras devem passar do celular para outros diversos acessórios que fazem parte do nosso dia a dia. Vão chegar aos relógios, óculos inteligentes, canetas e, até mesmo, roupas.

Compra assistida

Assistentes virtuais, isto é, robôs dotados de inteligência artificial vão auxiliar e conduzir os usuários no momento de compras e transações financeiras realizadas por meios digitais.

Pode perguntar sobre bitcoins e blockchain, mas isso vai merecer um texto exclusivo. Aguarde.

Você já está preparado para oferecer tudo isso aos teus consumidores em um futuro nem tão distante assim?

LEIA TAMBÉMDigital payments have become the preferred payment method, da Business Insider

 

IPOs movimentam mais de R$ 10 bilhões no Brasil em 2017

agosto 9th, 2017 Publicado por Mercado, Tecnologia 0 comentário em “IPOs movimentam mais de R$ 10 bilhões no Brasil em 2017”

Levantamento feito pela TTR (Transactional Track Record) indica que o mercado de capitais brasileiro fez 7 IPOs nos primeiros sete meses de 2017 e que os investimentos em venture capital em julho de 2017 subiram 770% contra o mesmo período de 2016. Desde 2010, as empresas brasileiras que mais atraem investimentos estrangeiros são as empresas do segmento de Tecnologia e Internet. Em 2017 essa tendência persiste – foram registradas 31 transações, um crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado, informa a TTR.

Setores que também se destacaram em número de operações cross-border inbound no período foram Consultoria, Auditoria e Engenharia, com 11 transações, e Internet, com 10.  No âmbito outbound, o Brasil fez 11 aquisições nos Estados Unidos, somando R$ 511 milhões. Destaque também para as aquisições realizadas no Reino Unido e na Turquia, que movimentaram, juntas, aproximadamente R$ 4,7 bilhões. O setor mais ativo foi Tecnologia.

No cenário de venture capital, julho foi um mês de crescimento. Das oito transações registradas no TTR, cinco revelaram valores que somam R$ 604 milhões, alta de 770% em comparação ao período homólogo de 2016. Os investimentos em venture capital em 2017 – R$ 2,2 bilhões – já ultrapassaram o total investido no ano anterior, que alcançou total aproximado de R$ 2 bilhões.  O setor de maior crescimento no acumulado do ano foi Distribuição e Retail (30%), enquanto Tecnologia foi o que apresentou mais transações (51).

IPOs em destaque

O destaque dos IPOs ficou para a estreia do Grupo Carrefour Brasil na bolsa, que superou o valor de R$ 4,4 bilhões. Os resultados de julho também consolidam a liderança brasileira no cenário latino-americano de fusões e aquisições. De acordo com o Relatório Mensal da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, desde o início do ano já foram registradas 389 transações domésticas no mercado nacional, enquanto a Argentina, país que apresentou o segundo melhor resultado no quesito, registrou 68.

O Brasil também foi o protagonista de duas das maiores operações anunciadas no mês de julho no continente: a aquisição dos Negócios de Produção de Sementes de Milho da Dow Chemical pelo Citic Agri Fund pelo valor de U$ 1,1 bilhão, e a venda da Alpargatas pela J&F Investimentos, que movimentou U$ 1,08 bilhão.

O mercado brasileiro abriu o segundo semestre de 2017 com 73 transações, uma queda de 8,75% em relação ao mesmo mês de 2016.  Destas, 28 tiveram seus valores revelados, totalizando R$ 11,8 bilhões, uma queda acentuada de 69,13% quando comparada ao mesmo período de 2016.

Apesar do saldo negativo do mês, o ano já registrou um aumento de 10% nos movimentos do setor Financeiro e Seguros (68). Já os setores de Tecnologia (99) – com mais transações no mês de julho – e Distribuição e Retail (62), obtiveram quedas de 12% e 9%, respectivamente.

Operações cross-border

Outra tendência que se mantêm é a queda dos investimentos de empresas norte-americanas no país, que no atual período foi de 10,8%, apesar dos Estados Unidos ainda serem o país com o maior número de aquisições no mercado brasileiro, com 41 operações que alcançaram R$ 16,1 bilhões em investimentos no país. A China continua sendo o país com maior valor acumulado em aquisições no Brasil, tendo investido R$ 21,4 bilhões em 2017, com destaque para operações no setor de energia elétrica.

Private Equity e venture capital

O balanço das operações registradas no setor de private equity no Brasil em julho de 2017 foi de R$ 231,8 milhões, com crescimento de 25% no número de transações em comparação com o mesmo mês do ano passado. O setor mais movimentado é Saúde, Higiene e Estética com sete transações no ano, 40% a mais do que o mesmo período em 2016. Os setores de Consultoria, Auditoria e Engenharia e Imobiliário também apresentaram crescimento expressivo, 33% cada.

conteúdo de voz

A vez do conteúdo de voz

agosto 7th, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo, Tecnologia, Todas as categorias 0 comentário em “A vez do conteúdo de voz”

Nos últimos dois anos, o conteúdo de voz ganhou força total. Aí você me diz: “mas as operadoras de telefonia estão aí penando porque os planos de voz estão sumindo”. Justo! Então conte quantos áudios você recebeu na última hora via WhatsApp. A voz ganha força pela agilidade, leveza e praticidade. É mais fácil para jovens e idosos e totalmente acessível para os carros conectados.

Mais fácil e mais rápido também, ouso dizer que o rádio ainda não morreu justamente porque tem a voz como meio de comunicação. Seu formato permite que você consiga realizar qualquer outra tarefa enquanto, e ao mesmo tempo, ouve, por exemplo, uma notícia.

E vamos além. Cada vez mais, a maior adoção de tecnologias que automatizam atividades da vida cotidiana impulsionará o comando de voz para coisas mais simples, como os auxiliares domésticos Amazon Echo, Google Home etc. É claro que isso chegará ao comércio também. O filme Her, de Spike Jonze, é uma boa representação de para onde caminhamos.

Se formos pensar na velocidade com que a tecnologia vem se desenvolvendo, a utilização de voz para tarefas apresentou um progresso até que moderado.

conteúdo de voz linguagem tecnológica

Muitas das tecnologias que vimos em filmes já estão disponíveis e podem ser oferecidas por várias empresas no mercado. Elas só não ganharam escala ainda. Mas isso está bem perto de acontecer.

Saímos da voz para o toque (nos teclados dos computadores e nas telas dos celulares). Tudo indica, porém, que vamos retornar à voz para realizar os comandos que desejamos que sejam executados. Quando menos percebemos, os dispositivos que funcionam a partir de voz já farão parte do nosso cotidiano.

Basta olhar o volume de utilização do assistente por voz do Google Voice Search e já temos uma ideia de como esse padrão vem crescendo ao longo do tempo para coisas simples, como guiar-se por GPS até em mesmo para casa ou ligar para os pais.

conteúdo de voz google trends

Andrew Ng, cientista-chefe do Baidu, foi categórico ao afirmar que, em 2020, pelo menos 50% das buscas pelas na internet acontecerão por meio de imagens ou voz.

Um novo mundo de conteúdo de voz

Ainda que se questione a qualidade das atividades, estamos passando para uma geração que consegue realizar várias ações ao mesmo tempo. Faça um exercício, observando um adolescente em seu quarto. TV, streaming de áudio com música, smartphone, computador: tudo funciona ao mesmo tempo.

À medida que novos recursos de comando por voz ganhem força, mais fácil será organizar e aperfeiçoar a utilização de tantos dispositivos. Aliás, mãos e visão livres são os principais indicadores para o uso de comando de voz. Pela forma como atuam os jovens hoje, esse modelo de interação com dispositivos deve se enraizar em nosso comportamento.

kpcb conteúdo de voz

Vamos pensar, então, em outro tipo de situação: veículos conectados. Já imaginou como é a vida de um motociclista que está em constante movimentação ou quando precisa viajar com a moto? Ele fica extremamente limitado por estar com as mãos e os pés ocupados enquanto conduz o veículo. A voz pode fazer uma grande diferença no dia a dia dele, e já existem soluções do gênero também para isso.

Tá bem, vai! Muito óbvio porque o mercado automobilístico é considerado de ponta. Mas e uma receita? É um horror ter de cozinhar e ficar tocando com as mãos sujas, deslocar o olhar para a tela quando se está preparando aquele novo prato. Reflita sobre a diferença que uma voz te orientando pode ter sobre algo tão simples do dia a dia.

Além de encontrar o caminho da escala – e nisso certamente o mercado de tecnologia vai ajudar – as marcas e empresas precisam pensar como os consumidores, para que possam oferecer as formas ideais. Mesmo que a pessoa saiba que está conversando com um robô com inteligência artificial, a tendência é a de que ela espere uma alta exatidão. O retorno tem de ser certeiro. O conversational commerce, hoje guiado por texto, vai evoluir também para voz.

O conteúdo de voz no mercado

Um dos maiores indícios de que a voz será relevante para o mercado consumidor veio da gigante Amazon. Em 2014, a companhia apresentou o Echo. Trata-se de um sistema inteligente que responde às perguntas e ativa determinados comandos, que podem ir de configurar temporizadores a escurecer luzes, passando até por solicitar um carro do Uber. Não há números oficiais, mas a estimativa é que mais de três milhões de unidades tenham sido vendidas. A Amazon comprou também a Audible, start up de comercialização e distribuição de conteúdo em áudio.

conteúdo de voz alexa amazon

A brasileira E.Life também desenvolveu uma aplicação para a Amazon Echo. Com o app, você pode perguntar à Alexa qual o café do dia e, se quiser, comprá-lo apenas com comandos de voz.

Quem também aposta na voz como artifício de transações é a Starbucks. A empresa já havia apontado a funcionalidade em evento realizado com seus investidores, colocando em prática em 2017. Por meio de recurso no aplicativo móvel My Starbucks Barista, já é possível que clientes façam pedidos e paguem suas comidas e bebidas a partir de mensagens e, claro, comando de voz.

conteúdo de voz starbucks barista

O projeto foi colocado em prática no início de 2017 primeiro para usuários de iOS (iPhone) em formato beta. Com a consolidação do serviço, a companhia já anunciou a extensão do recurso para usuários de Android (Google).

Mas tem um segmento que mais mexe comigo que é o de pessoas com necessidades especiais. Já imaginou a diferença que faz o comando de voz para que não enxergam? Ter um assistente pessoal te guiando, lendo as notícias do dia, lendo uma receita, um óculos inteligente te ditando os caminhos na rua com a ajuda do GPS? Isso sim muda o mundo. Outra iniciativa muito interessante foi adotada na Índia, onde operadoras estão lançando smartfones mais baratinhos com planos de dados que comportam o suficiente de tráfego de voz. Público-alvo: analfabetos.

Posicionar-se no mercado, especialmente no varejo, a partir da voz pode colocar uma empresa à frente de seus concorrentes. Isso exigirá um esforço enorme no que diz respeito à revisão completa dos algoritmos e processos de comunicação.

Lidar com o modelo baseado em voz exigirá novas formas de atrair a atenção, capturar audiência, conectar-se com os públicos, compreender o que eles dizem e aperfeiçoar suas campanhas para algo que seja efetivo para o consumidor.

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A árdua tarefa de gerenciar e-mails e newsletters

julho 17th, 2017 Publicado por Tecnologia, Todas as categorias 0 comentário em “A árdua tarefa de gerenciar e-mails e newsletters”

Informação é poder; mas haja informação (e tempo para cuidar de tudo). O grande negócio é saber o que fazer com todos os estímulos que recebemos, por meio de e-mails newsletter, a todo tempo, especialmente para quem trabalha com marketing e comunicação digital.

Todos os dias, há algo diferente, inovador e surpreendente. Bate até a sensação de que estamos com as síndromes da modernidade pós-mundo digital. Nomes engraçados ganharam contornos especiais nos últimos anos:

F.O.M.O. – do inglês Fear of Missing Out, isto é, o medo de estar sempre perdendo algo importante, algo sobre o qual temos de saber;

F.O.B.O. – do inglês Fear of Being Off-line, é aquele receio de não conseguir conexão, o que impossibilita a pessoa de realizar muitas de suas tarefas diárias;

F.O.D.A. – do inglês Fear of Doing Anything, ou seja, é a indecisão de seguir alguns passos justamente porque não se sente pronto ou embasado o suficiente para definir um caminho. Por fim, a pessoa acaba paralisada diante disso.

Parece piada, mas não é. Isso vem afetando muita gente no dia a dia das empresas. Como ficou difícil dar conta de tanta coisa acontecendo, todo profissional de marketing e comunicação digital precisa estar por dentro dos principais recursos, ferramentas, plataformas, conceitos e contextos para tomar as melhores decisões.

A culpa é do e-mail?

e-mail

Sim, também. Uma das principais causas para tudo isso está no alto volume de e-mails que recebemos diariamente. Ainda que pesquisas indiquem que os jovens usam menos e-mails e prefiram as mídias sociais, o grosso da comunicação corporativa ainda é feito pelo velho e bom correio eletrônico. Além disso, boa parte da comunicação digital está atualmente sustentada em e-mail marketing.

Nas estratégias de comunicação, muitas propostas para atingir ou buscar o consumidor preferem o e-mail, seja para captação de cadastro nos sites ou em comunicação por inbound marketing, em que boa parte do diálogo entre marca e consumidor se dá por e-mail.

Gerenciar as newsletters que assinamos é parte fundamental para se manter atualizado e não ficar louco. Ainda não inventaram uma alternativa perfeita e não há receita de sucesso.

Os próprios desenvolvedores das principais plataformas de e-mail oferecem dicas e alternativas. É o caso, por exemplo, da Microsoft com o Outlook. A gigante de tecnologia explica como organizar sua caixa de entrada com ferramentas do software, inclusive para a versão na nuvem. O Google não deixa por menos e também orienta seus usuários a manter a caixa de e-mails em dia, especialmente para quem utiliza o GSuite, o plano corporativo.

Há muitas firulas que sequer sabemos que existem, contudo há uma alternativa que talvez seja mais simples. Dá um trabalhinho inicial em alguns casos, mas pode se tornar a melhor maneira de conseguir se atualizar: os agregadores. Houve um momento de ápice com o Google Reader, que acabou descontinuado, um hiato de alguns anos. Hoje, esse tipo de ferramenta volta a ganhar relevância nessa dura missão de organizar os dados e colocar a leitura em dia.

Opções úteis

Além de ajudar a colocar tudo em ordem, esses aplicativos podem auxiliar a dar uma boa limpada nos e-mails, para você dar atenção ao que realmente interessa na sua caixa de entrada. E quando quiser dar aquela geral sobre o que de mais importante está acontecendo, você migra para um agregador.

Feedly

flipboard e-mails

Atualmente, é considerada por muitos a melhor aplicação. Disponível para desktop, Android e iOS, a apresentação se assemelha a de um e-mail. As configurações de visualização são simples e muitos dos maiores sites do mundo já estão cadastrados, isto é, podem ser encontrados diretamente pela busca, sem que seja preciso ficar cadastrando o código de RSS um por um. Permite também a organização de pastas por temas de seu interesse e o gerenciamento de cada feed para dentro delas.

Flipboard

feedly e-mails

Talvez tenha sido o principal responsável por “ressuscitar” os readers em geral. Trata-se de um App mobile que trouxe uma nova forma de visualizar as informações. Em alguns momentos, parece uma revista; em outros, com um aplicativo de qualquer um dos veículos de notícias que seja acompanhado. No smartphone, permite o cadastro a partir de temas de interesse e também a adição de alguns sites que se queira ler.

The Old Reader

the old reader emails

É um agregador também bastante simples de se operar e para colocar a leitura em dia. Chegou a ficar fora do ar por um tempo e voltou com boas ferramentas e um excelente visual. Oferece recursos muito semelhantes ao Feedly, como a organização em pastas por temas. Veja como é simples de organizar as newsletters e sites que você assina para receber boletins.

Mais algumas opções

Existem diversas possibilidades, e somente a sua forma de se planejar para acompanhar as principais informações do mercado é que ajudará a definir qual a plataforma que melhor te atende. Confira algumas delas:

Newsblur
Digg Reader
Netvibes
NetNewsWire

Todos possuem alguns recursos só disponíveis em suas versões pagas, mas para começar a botar a casa em ordem os pacotes free já quebram um bom galho e certamente vão te ajudar a colocar os assuntos em dia.

Outras dicas para gerenciar os e-mails

E, se ainda assim, você não tem paciência para trabalhar com mais uma plataforma como um leitor de feeds e prefere gerenciar tudo mesmo pela sua plataforma de e-mail, seguem algumas dicas.

1. Pense antes de organizar

Não saia simplesmente criando pastas e distribuindo os e-mails. É importante planejar, a partir do histórico dos e-mails que você recebe, como será a estrutura de organização. Especialmente para, depois disso, saber onde encontrar cada coisa, quais dependem de algum tipo de ação, aqueles que exigem somente armazenamento e assim por diante.

2. Encare a caixa de entrada como um job

Quanto mais você deixar de limpar, maior vai ser a dor de cabeça. Evite acumular os e-mails na caixa de entrada. Ao recebê-los, já tome uma ação ou direcione para a pasta correta de destino (crie pastas com ações para determinar o que fazer com cada e-mail).

3. Use critérios claros e que façam sentido para criar pastas

Sem definir e planejar um modelo, você dificilmente vai encontrar o e-mail certo quando precisar dele. Evite ficar criando pastas e subpastas, porque acabam virando só um depósito de informações que nunca serão encontradas ou utilizadas.

4. Separe referências e crie um arquivo-morto

Muita gente costuma deixar e-mails de referência na caixa de entrada (por exemplo, uma pesquisa interessante e que serve para dar base para justificar aquele seu projeto). Determine uma pasta que poderá receber todo esse material. Além disso, para evitar que perca todo o seu histórico por problemas no computador, jogue num arquivo-morto os e-mails do ano. Trabalhe somente com os e-mails do período corrente.

5. Marcadores e regras podem auxiliar

Marcadores podem indicar ações a serem tomadas e o direcionamento de e-mails a partir de regras que podem economizar um bom tempo, não só para manter a caixa de entrada limpa, mas também para determinar o que é prioridade e o que pode ficar para depois.

Teste os agregadores e aplique algumas dessas regras. Você vai encarar a tua plataforma de e-mails de outra forma depois disso!

Futuro do Trabalho

O futuro do trabalho: a quarta revolução industrial

julho 11th, 2017 Publicado por Tecnologia, Todas as categorias 2 comentários em “O futuro do trabalho: a quarta revolução industrial”

O que você faz hoje? Digo, em termos profissionais. Qual a sua profissão? Que tipo de função você exerce? Sem contar a competitividade com outros profissionais do mercado – por salário, por competência, por influência, entre diversas outras características – alguma coisa que faz (ou tudo) pode ser transformado em um trabalho digital? Pode virar código, bits, bytes? Já parou para pensar nisso no futuro do trabalho?

A automação da força de trabalho pode dar um arrepio na espinha para alguns. Chamada de quarta revolução industrial, acaba se formando a partir da unificação ou convergência entre dispositivos e plataformas digitais, físicas e biológicas. Até mesmo os carros estão se tornando autônomos.

Sempre fomos meio catastróficos para lidar com esse tipo de novidade. Parece sempre o mesmo discurso de “uma coisa mata a outra”. Será? Para alguns casos sim. Para outros, realmente, prepare o caixão e as velas, e podem beber o defunto.

Sinais importantes sobre o futuro do trabalho

futuro do trabalho

Elon Musk é reconhecido executivo do mercado e taxado de ousado e inovador. Tem no currículo a criação e participação em companhias como o PayPal, a SpaceX e a Tesla Motors. Ele acredita em uma automatização muito grande ao ponto de precisarmos de uma “pensão universal”. Porque o avanço será tão grande que não haverá função para as pessoas.

O assunto também é pauta do historiador Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. O estudioso vem se consolidando como um dos principais pensadores do momento. É autor de obras como Sapiens e Homo Deus. “Não temos nenhuma garantia de que os trabalhos que vão surgir serão suficientes para compensar os que vão desaparecer. Também não está claro se os humanos serão capazes de realizar esses novos trabalhos melhor que a inteligência artificial. E, ainda, um terceiro problema é quantas pessoas terão a habilidade necessária para se reciclar”, afirmou em entrevista ao El País.

Para complementar, até mesmo Bill Gates entrou nessa discussão de forma até surpreendente. O fundador da Microsoft e hoje com grande atuação no campo da filantropia, acredita que os robôs que roubarem empregos das pessoas deveriam ser taxados com impostos. Esses recursos levantados seriam suficientes e revertidos para financiar os serviços sociais.

A quarta revolução industrial

Os meios de comunicação passaram por essa narrativa a cada inovação. Da passagem do rádio para a TV. Na música, do vinil para o CD. Mas vivemos um momento único no qual o impacto parece mais obscuro. A potência da digitalização é gigantesca e sem precedentes, como por exemplo o streaming de vídeo (Netflix) e de áudio (Spotify), só para citar alguns.

Da mesma forma que a revolução industrial tirou a força braçal do trabalho e transformou a relação profissional – do artesanato e manual para a máquina e a criação do conceito de classe social e seus assalariados -, a revolução digital também vai chacoalhar a utilidade e os modelos estabelecidos de relações de trabalho.

Mas tudo será digitalizado?

Podemos usar exemplos dos mais simples aos mais complicados para falar sobre o futuro do trabalho e, invariavelmente, vamos encontrar algo – um processo, um recurso, um modelo, uma ação que possa hoje ser digitalizada. Parece cruel? Sim. Mas é a realidade que temos hoje.

E, além do que se imagina, os robôs, dotados de inteligência artificial, a internet das coisas (IoT, ou Internet of Things) estão substituindo todo tipo de trabalho. Um bom exemplo da troca de trabalho braçal são os robôs domésticos. Hoje em dia eles ultrapassaram a tarefa de aspirar pó e já limpam vidros e passam pano pela casa

No campo intelectual há uma infinidade de opções, mas vou ficar apenas em um que parecia distante: jornalismo. A prática, inclusive,  já avança sobre alguns temas de grande relevância para audiências. A Associated Press, por exemplo, vem fazendo parte da cobertura da liga norte-americana de baseball – um dos esportes mais acompanhados dos Estados Unidos – a partir de um “robô jornalista”. Assim como já há software que escreve textos repetitivos, como os sobre Bolsas de Valores e mercado financeiro.

Há diversos campos que serão muito afetados por essas tecnologias.

McKinsey Automatização do Trabalho

Se você ainda não está convencido sobre essas mudanças no futuro do trabalho, há ainda um estudo da Universidade de Oxford, produzido em 2013, portanto quatro anos atrás, que prevê o fato de que robôs serão responsáveis por até 50% dos empregos no mundo até meados de 2030.

A crise entre gerações

Curioso é que quando estamos no papel de consumidores, de clientes, buscamos sempre o melhor, aumentar o consumo, ter do bom e do melhor. Por outro lado, quando nos vestimos de trabalhadores, estamos sempre em busca de algo que traga a tão sonhada felicidade, equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. Essa geração produtiva de agora tinha certeza que trabalharia menos e teria salários mais altos que de seus pais hoje. Mas, ao menos nos Estados Unidos, é o contrário que vem acontecendo.

O cenário ainda é bastante confuso. Some a tudo isso um acelerado envelhecimento da população em termos globais, o que também vai interferir demais na forma como a força de trabalho vai se configurar.

Eu faço parte da geração que soma 69% dos que querem estar em uma grande organização. Mas apenas 56% dos millennials pretende isso, diz estudo The future of work – A reorientation guide, da Deloitte.

Deloitte Futuro do Trabalho

As razões para as empresas investirem na substituição ou no complemento de ferramentas digitais parece bastante óbvia quando olhamos para alguns indicadores considerados essenciais para a sustentabilidade de toda e qualquer organização no mundo atual e no futuro.

Accenture Futuro do Trabalho

No estudo Being digital – Embrace the future of work and your people will embrace it with you, feito há dois anos pela Accenture, é isso que os executivos das corporações estão esperando.

“(…) Os líderes empresariais esperam que esses benefícios sejam conduzidos por uma variedade de tecnologias e ferramentas, como interfaces 3D, realidade virtual, assistentes cognitivos, inteligência artificial ou robôs. Eles também reconhecem a influência da Internet das coisas (IoT) em transformar as práticas de trabalho nos próximos três anos – 67% dos líderes empresariais reconhecem o seu impacto.”

Os próximos anos

Para a PwC, o cenário pode se dividir em três grandes mundos ao longo dos próximos anos. A consultoria chegou a essa conclusão ao entrevistar 10 mil pessoas na Alemanha, China, Índia, Reino Unido e Estados Unidos.

PwC Futuro Trabalho

A mesma PwC, em seu UK Economic Outlook 2017 afirma que, ainda que todas as evoluções tecnológicas também criem novos trabalhos e postos, também vão eliminar, em um futuro muito próximo, uma parcela importante dos empregos existentes no mundo. Segundo o levantamento, até 2030 devem consumir 21% das vagas no Japão, 30% no Reino Unido, 35% na Alemanha e cerca de 38% nos Estados Unidos.

Temos uma grande discussão acontecendo ao longo dos últimos anos. Apesar de ter um impacto gigantesco na forma como vivemos (ou viveremos) esse debate não ganhou a força suficiente ou a relevância que deveria. Ainda parece mais com uma conversa de cafezinho, quase um papo de boteco. Talvez por ser assustador. Ou mesmo porque a gente não queira admitir que isso pode (e/ou vai?) acontecer em alguns anos.

Você já está preparado ou pensando em como vai ser o seu trabalho e o do seu time nos próximos anos? E em como os profissionais com quem você lida – sejam parceiros, fornecedores e até mesmo clientes – vão atuar? Passou da hora de refletir a sério sobre isso.

O carro autônomo no centro da discussão em 10 fatos

junho 5th, 2017 Publicado por Mercado, Tecnologia, Todas as categorias 0 comentário em “O carro autônomo no centro da discussão em 10 fatos”

“A paixão do brasileiro”. Poderoso ícone da modernidade, o automóvel esteve presente na paisagem, interferindo em costumes, pontuando estilos de vida e escancarando comportamentos. Por mais que o ser humano tente negar, temos uma relação especial com carros (os brasileiros em especial).

Ele ainda continua sendo um direcionador de tecnologias. Assim com foi com o Fordismo – que criou uma nova lógica de sistema de produção em massa em 1913 em um modelo criado e popularizado por Henry Ford – agora voltamos a usar o automóvel como referência tecnológica nesses últimos cinco anos.

O carro autônomo

E tudo isso por conta dos carros autônomos (ou self-driving cars). Apesar das primeiras iniciativas, ideias e experiências remeterem aos idos da década de 40, foi a partir de 2007 que o tema ganhou mais força por conta do grande impulso global de tecnologia em diversos setores da economia e, claro, o automotivo não poderia ficar de fora desse movimento.

Vieram diversos recursos que modernizaram a parte mais técnica dos automóveis. Os motores passaram a contar com milhares de sensores e componentes eletrônicos (hoje nem se pratica mais o “dá uma lavadinha no motor” comum na década de 90). A tecnologia foi incorporada e unida ao conforto interno. Muitos botões, milhares de mecanismos de controle de som, integração com smartphones, sistemas inteligentes de avaliação das condições do carro.

Se não está familiarizado, trata-se de um carro que dirige sozinho, sem a necessidade de comandos manuais de um indivíduo. São compostos de computadores e sensores que interpretam as informações do ambiente para guiar o veículo automaticamente – desviando de obstáculos, trânsito, controlando a velocidade e determinando o melhor trajeto a ser seguido.

O assunto é tão amplo que pode – e vai, aqui em diversas oportunidades – ser tratado a partir de muitos pontos de vista. Psicológico no que tange à relação das pessoas com seus carros. No aspecto da mobilidade urbana. No impacto financeiro e econômico por conta da movimentação da indústria de produção. Na vida profissional – a produtividade vai se modificar, quando consideramos que podemos realizar atividades enquanto nos locomovemos. Sem contar que, por mais que haja grande discussão sobre a relevância social do automóvel, essa indústria ainda movimenta trilhões de dólares pelo mundo.

A parcela das vendas globais de veículos autônomos, segundo a EY (antiga Ernst & Young) deve chegar a 75% do total em 2035. Ainda de acordo com levantamento realizado pela empresa, de 2025 a 2030 o crescimento das vendas saltará de 4% a 41%.

E há uma imensa corrida, em diversas partes do mundo. Empresas de muitos segmentos avançam rapidamente seus projetos para estarem um passo à frente quando os aspectos legais e sociais estiverem definitivamente mais bem resolvidos.

O estudo da Deloitte “O futuro da mobilidade” mostra também uma estrutura para a evolução da mobilidade pessoal e trata da extensão da propriedade dos veículos versus a partilha (compartilhamento), na medida em que os veículos são controlados pelos seres humanos e quando isso acontece pela tecnologia.

Em resumo, vai mexer com muita coisa. O cenário deve ser modificado e sofrer o que os estudiosos convencionaram chamar de disrupção. A McKinsey estima que até 2030 – isso, logo ali, em 13 anos – resolvidas algumas questões tecnológicas e regulatórias, 15% dos carros novos vendidos serão autônomos.

A mesma consultoria aponta 10 maneiras pelas quais os carros autônomos vão redefinir toda a indústria automotiva.

Coloque nessa conta outro item que precisa ser considerado. Apesar de a revolução automotiva a ser promovida pelo carro autônomo ser encabeçada pelas grandes montadoras tradicionais, o processo de desenvolvimento dessas novas máquinas estão vindo de todas as parte. Do Google e Apple ao Baidu e Samsung, passando por Uber.

10 fatos sobre o carro autônomo

Para começar, porém, levantamos 10 assuntos que mostram o quão relevante esse assunto é e ainda vai se tornar nos próximos anos. E vamos além da indústria dUma tendência que já ganha contornos de viabilidade real. A bola está quicando. Mas para dar o chute e fazer o gol, será preciso ainda ultrapassar questões bem mais complexas. Algumas delas, inclusive, são os motivos pelos quais ainda não temos carros autônomos circulando livremente pelas cidades no mundo.

  1. Motorista torna-se passageiro

Será que os condutores querem perder o controle do automóvel? A troca de marchas, a sensação de liberdade tão vendida pela publicidade ao longo dos anos, o cuidado interno e externo como se fosse um filho. A relação entre o indivíduo e o carro é um composto de uma série de fatores e interferir nisso pode levar algum tempo. Especialmente nos países em desenvolvimento – como o Brasil – que ainda têm no carro um sinônimo de status e sucesso. Ao mesmo tempo, talvez tenhamos uma das últimas gerações de classes média e alta aptas a adquirir automóveis que ainda efetivamente se importam com carros – seja por paixão, por status ou qualquer outro motivo. Podemos começar a imaginar um fim do culto ao carro nas novas gerações que chegam ao mercado e que já começam a ganhar poder de compra – e serão os principais consumidores no futuro. Nessa transição começa a ganhar peso o car sharing (carro compartilhado). O sucesso da iniciativa da funcionalidade “pool” fornecida pelo Uber, em que um passageiro pode escolher dividir a corrida com desconhecidos que estão indo para a mesma direção, está aí para comprovar. Mas o compartilhamento é tema para outro artigo.

  1. Transformação da mobilidade urbana

Um dos maiores problemas das grandes cidades está no tempo e no custo que se perde em deslocamentos. A falta de infraestrutura de transporte e de planejamento de crescimento em muitas delas acabam tornando o trânsito caótico e gerando diversos outros problemas no paralelo. A inteligência e tecnologia disponíveis nos carros autônomos podem ajudar a organizar essa bagunça e aprimorar os sistemas de controle de tráfego existentes. O movimento pode até mesmo colaborar para reduzir o número de acidentes de trânsito em diversos lugares do mundo. Os carros autônomos exigirão, ainda, uma infinidade de alterações nas legislações de trânsito vigentes em cada cidade, estado ou país.

  1. A segurança em xeque

Aqui, podemos falar sobre dois aspectos. O primeiro está relacionado ao fato de que, a partir do momento em que tudo – ou quase tudo – passa a ser controlado por máquinas e computadores, aumenta a suscetibilidade e vulnerabilidade de ataques hackers que promova uma verdadeira anarquia em todo o sistema de tráfego e ainda prejudicar a segunda parte desse tema que é a segurança dos motoristas. Os robôs responsáveis por conduzir esses automóveis são capazes de identificar e fazer as melhores escolhas em uma situação de risco? Entre bater forte e ferir gravemente ou matar o motorista e atropelar pessoas, qual seria a opção da máquina? Mais do que isso. De quem é a culpa nesses casos, do dono do veículo ou do fabricante do carro? Certamente, sob esse ponto de vista, o mercado de seguros automotivos vai ser completamente repensado.

  1. Deficientes visuais ao volante

A locomoção de deficientes visuais pelas cidades – principalmente nas grandes – é sempre muito complexo. Além da incapacidade física, ele ainda sofre com a necessidade de contar com infraestrutura adequada. Os carros autônomos vão facilitar uma boa parte desse processo e limitar a dependência que os deficientes visuais possuem de terceiros em seus deslocamentos.

  1. Impacto na produtividade

Apesar de campanhas, leis e multas mais severas, os motoristas continuam arriscando suas vidas ao dirigirem e mexerem no celular ao mesmo tempo. A vida moderna e os hábitos criados de se olhar mais de 70 vezes o celular ao longo do dia fazem com que o tempo seja a moeda de troca mais cara da atualidade. As pessoas querem resolver tudo ao mesmo tempo, executar muitas funções simultaneamente. Se isso é bom ou ruim, se a gente dá conta ou não, é outra discussão. Mas trata-se de um fato. A partir do momento em que podemos realizar diversas atividades sem nos preocuparmos em olhar para a frente, em prestar atenção no trânsito, isso trará um impacto significativo na forma como as pessoas trabalham ou se relacionam.

  1. Transformação de mercados

Assim como o Uber – inclusive a empresa vem negociando lotes de carros autônomos desde que ganhou escala pelo mundo – modificou o negócio de transporte privado individual ao redor do globo. O carro autônomo vai provocar mudanças profundas também no segmento de motoristas profissionais, de táxis e nos negócios das locadoras de automóveis.  

  1. Novos ambientes

A partir do momento em que o automóvel não exige mais interação, influência ou comando humanos se locomover, o interior dele deve se transformar de maneira significativa. A diferença passará a ser a função determinada para o carro pelo proprietário, se para uso comercial ou pessoal. Com a possibilidade de ampliação do ambiente, os carros podem se tornar salas pequenas de estar, lugares para reuniões de executivos, ou até mesmo um quarto no caso de viagens longas, por exemplo, em que o proprietário pode descansar e dormir ao longo do trajeto.

  1. Jogo de xadrez dos players

Como o processo de evolução não está sendo conduzido somente pelas montadoras tradicionais de automóveis, vamos encontrar diversas junções de empresas de diversos segmentos. As companhias de base tecnológica estão se movimentando. Mas outros fabricantes e fornecedores de segmentos variados começam a olhar com mais atenção para o tema. Veremos, ao longo dos próximos anos, fusões, aquisições, joint-ventures sendo formadas. Serão peças fundamentais para que cada um conquiste sua fatia do bolo.

  1. Consumo e meio ambiente

Toda a inteligência embutida nos veículos do futuro certamente considera o uso apropriado do carro autônomo de forma a conservar o veículo e não só reduzir o consumo médio (de combustível, óleo, pneus, entre outros itens) como também minimizar a emissão de poluentes. O investimento da indústria segue nesse sentido, o que será convertido em ganhos para o consumidor que, cada vez mais, também passa a considerar a sustentabilidade um item importante na decisão de compra de bens (duráveis e não-duráveis).

  1. A vez do transporte público e da logística

Não podemos nos restringir somente aos veículos leves quando falamos de carro autônomo. Já existem diversas experiências conduzidas que consideram o transporte público (ônibus autônomos) e até mesmo caminhões autônomos. Isso vai causar impacto direto na locomoção não só de massas de pessoas em seus trajetos diários como também a movimentação e transporte de mercadorias das companhias de todos os setores da economia pelas estradas.

No fim das contas, as estruturas estão se consolidando e há muitas iniciativas prontas e em fases de testes. Muitos dos fabricantes afirmam já ter seus modelos preparados para comercialização. Questões éticas e de regulamentação ainda emperram e impedem que muitos dos carros autônomos já desenvolvidos estejam rodando nas ruas. Mas aquela fantasia de desenhos e filmes antigos sobre os carros voarem, inclusive, pode nem estar tão longe assim quanto pensamos.

Links de referência
Self driving cars – MIT
Carro autônomo Tesla
Carro autônomo Google

digital concierge

Digital concierge: consultoria personalizada na palma da mão

maio 30th, 2017 Publicado por Mercado, Tecnologia 0 comentário em “Digital concierge: consultoria personalizada na palma da mão”

Já pensou que legal seria ter um Digital Concierge?

Quantas vezes você se pegou de bobeira em alguma região da cidade, seja esperando alguém, aguardando para iniciar uma reunião ou simplesmente para deixar o trânsito aliviar para poder ir embora? Essa situação é até bastante comum em grandes cidades. Comportamento usual também é ficar procurando algo para se fazer nas redondezas para matar o tempo.

Essa ansiedade por encontrar o que fazer está com seus dias contados. Em breve, quando você estiver ali, sem nada pra fazer, vai ter tantas opções para escolher que ficará na dúvida sobre qual a melhor opção. Isso porque, ao longo deste e dos próximos anos, nós vamos sofrer impacto de diversas soluções que vão nos orientar, de forma definitiva, com sugestões do que fazer.

Isso já acontece em muitas ocasiões e plataformas que podem ser consultadas em poucos toques de celular, mas elas ficarão refinadas quanto maior for a capacidade de armazenar, organizar e personalizar a entrega de informações relevantes para a audiência.

Os meios digitais tornaram os públicos de interesse das marcas muito mais exigentes e conscientes. Esse movimento forçou as empresas a elevarem a barra de características que possam ampliar o valor, que ajudem a aumentar os atributos que geram diferencial competitivo.

Dentro e fora do varejo ou de empresas tradicionais de serviços, seremos auxiliados em qualquer lugar, por diversos meios, várias marcas e infinitos segmentos de negócios pelo que estão chamando de “recepcionistas eletrônicos” – ou big data concierge. Há, ainda, quem intitule de serviços cognitivos.

Assim como acontece no mundo real, quando uma pessoa – um recepcionista, um consultor -, dá toda a assistência e suporte aos clientes, independentemente do tipo de pedido, teremos novas forças impulsionando essa incumbência. Dessa vez, porém, as tarefas passarão a ser realizadas por robôs, não mais por humanos.

Este movimento seria a fina utilização de inteligência artificial e personalização a partir do gigantesco volume de dados produzidos a cada segundo. A entrega da promessa do real e aprofundado uso do big data, tão propagada nos últimos anos. E as empresas que souberem fazer bem isso – como já é o caso em alguns segmentos e países – terá certamente um diferencial competitivo interessante nas mãos para conquistar os clientes.

E, veja, tecnologias deste tipo nem são tão novidade assim. A Apple, uma das pioneiras, criou e ofereceu o Siri em 2011, logo quando colocou no mercado o iPhone 4S. De lá para cá, diversos outros players correram atrás de seus próprios serviços de inteligência artificial. E agora, alguns segmentos de negócios passaram a incorporar de vez o conceito.

Óbvio que muitas companhias ainda estão na camada mais simples deste tipo de solução, isto é, os sistemas robotizados de resposta de voz (do inglês Robotic Interactive Voice Response – IVR). Eles seguem alguns roteiros preestabelecidos, como uma central de atendimento e deixam muito a desejar em termos de experiência proporcionada. São duros, ainda.

É preciso dar um salto para entender o contexto e as expectativas do cliente para poder oferecer algo mais e encantar seus públicos de interesse, criando uma experiência realmente diferenciada. Ouro puro como vantagem competitiva, já que gerar distinção com competidores atualmente é uma tarefa muito árdua. Tudo é copiado e melhorado na velocidade da luz.

Digital concierge para todos os problemas

digital concierge

O serviço de concierge digital com base em big data pode levar aos clientes mais rapidez, reduzir complexidades e superar as expectativas, um componente fundamental na busca pela fidelidade dos consumidores no complexo contexto de marketing e comunicação atual. Isso sem contar os ganhos de produtividade e escala envolvidos em uma aplicação do gênero.

Algumas fabricantes de dispositivos móveis e mesmo operadoras já estão investindo. Mas existe espaço para uma enormidade de outros setores que podem se beneficiar de serviços cognitivos. Só pra gente ficar em alguns exemplos:

Hotelaria e turismo em geral

Segmento onde o conceito de concierge é um dos mais tradicionais e consolidados na orientação e suporte aos clientes. Podem ganhar muita força ao entregar serviços exclusivos e personalizados em aplicativos, sites e redes sociais, criando experiências únicas para seus públicos.

Indústria automotiva

O avanço da digitalização nos próprios carros e também dos modelos autônomos casam perfeitamente com o concierge digital. Além de não precisar mais se preocupar em executar os comandos do carro, poderá receber orientações e suporte para serviços que estejam no entorno por onde você circula.

Seguradoras

A burocracia tradicional desse setor acaba gerando uma série de insatisfações e expectativas frustradas. Operadoras com oferta de serviços atrelados à apólice no mundo real já conseguiram criar vantagem competitiva mesmo tendo preços mais caros. Ao levarem essas práticas para o universo digital, podem consolidar de vez sua marca como referência para os consumidores.

Hospitais e Maternidades

Momentos delicados exigem muito tato, claro. E excluir o processo humano nessa hora pode ser um risco grande. Mas há variações e serviços complementares que podem se tornar boas opções nesse mercado. Uma mulher que acabou de dar à luz precisa de muito suporte para várias ocasiões. A família de um enfermo pode ser orientada a diversos processos e obter informações personalizadas sobre o ambiente interno e externo do hospital.

Alimentação

A busca pela longevidade está fazendo com que as pessoas busquem qualidade de vida também no que comem. Imagine entrar num restaurante e, com base em algumas informações suas e sobre sua saúde, uma aplicação já entrega qual o melhor tipo de prato que o local te oferece, quais são os benefícios, a indicação de valores nutricionais de cada refeição, descontos, harmonizações com bebidas, entre outros.

Já é possível criar rapidamente algumas aplicações e começar a testar para o seu negócio. Confira algumas opções de Digital Concierge:

The Digital Concierge aqui

Butlrapp

Spoonrocket

UberEats

E testar alguns modelos:

Headout

Marriott

Você vai acabar chegando lá. O dilema estará, porém, na decisão de negócios. Se for desenvolver uma aplicação proprietária que esteja de acordo com seus negócios, pode consumir tanto tempo e recursos que, ao ser lançado o serviço já estará obsoleto. Já existem provedores de serviços cognitivos e certamente, em breve, teremos muito mais deles que poderão entregar soluções muito próximas das que você precisa para o seu negócio. A questão é não esperar demais para se mover nessa direção. Mitigue os riscos e siga rapidamente para o futuro, escolha o seu Digital concierge.