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Cursos de Content Marketing Digital

janeiro 30th, 2018 Publicado por Cursos, Marketing de Conteúdo 1 comentário em “Cursos de Content Marketing Digital”

Content Marketing Digital

A equipe da Sordili.com, e seus professores convidados, estão com um pacote de cursos de Content Marketing Digital na ESPM-SP (Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo).

O objetivo do PROGRAMA AVANÇADO EM MARKETING E COMUNICAÇÃO DIGITAIS é preparar e aprimorar o profissional de diversas áreas para produzir e gerir com sucesso seu negócio ou sua carreira nas plataformas digitais (portais, redes sociais e dispositivos móveis).

Ensinar estratégias de Content Marketing Digital para planejar e gerir projetos digitais: como usar melhor vídeo, texto, áudio, fotografia e design para promover a fidelidade à marca e criar confiança na marca e nos serviços.

Faça o download do arquivo do curso.

Content Marketing Digital

Tópicos abordados:

Inovação em Marketing – 24/02/2018
Professores: Aline Sordili e Antonio Guerreiro

Inbound Marketing – 07/04/2018
Professoras: Helena Sordili e Aline Sordili

Avançado em Redes Sociais – 05/05/2018
Professores: Eduardo Vasques e Helena Sordili

Youtube Marketing – 02/06/2018
Professora: Aline Sordili

O combo completo de cursos de Content Marketing Digital pode ser pago em até 8x no cartão de crédito.

 

programa de fidelidade

A evolução dos programas de fidelidade

outubro 16th, 2017 Publicado por Mercado, Social Media 0 comentário em “A evolução dos programas de fidelidade”

Não existe consumidor que recuse um agrado. Empresas de vários segmentos do mercado perceberam isso rapidamente e investiram nos programas de fidelidade. Muito provavelmente porque tenham compreendido que é muito mais barato e rentável manter um cliente do que adquirir novos públicos.

 

A Nielsen (imagem acima), nos Estados Unidos, identificou que 84% dos clientes são mais propensos a escolher varejistas que oferecem programas de fidelidade. Deste total, 82% preferem os descontos dentro dos programas, acima de produtos exclusivos ou entregas grátis (imagem acima). Em 2015, 42% dos membros estavam ativos em seus programas de fidelidade, de acordo com a pesquisa da Colloquy’s Customer Loyalty.

 

Para nos situarmos, basicamente, hoje existem três principais e mais utilizados modelos desenvolvidos:

 

Coalizão

São aqueles que reúnem uma série de empresas e que o consumidor acumula pontos ao adquirir produtos e serviços em qualquer uma delas.

Exemplos: Multiplus, Dotz, Smiles, entre outros.

 

Individuais

O cliente acumula pontos e pode trocar por benefícios quando compra produtos e serviços da marca detentora do programa. Podem ser pagos ou não. Também podem ser revertidos em benefícios dentro da própria marca, como Amazon e Mercado Livre.

Exemplos: bancos em geral (Itaú, BB, Santander, Bradesco), Postos Ipiranga, Mercado Livre, Amazon Prime, Sam’s Club etc.

Esses também podem permitir que seus pontos sejam transferidos para os programas de coalizão.

 

Cashback

Iniciativas nas quais os consumidores são reembolsados nas compras de produtos e serviços adquiridos dentro de uma rede de parceiros.

Exemplos: Méliuz

 

Social Mídia

Você entra no sistema, vai usando o serviço, programa, aplicativo e vai juntando pontos. Só não sabe onde isso vai dar ou como usar.

Exemplos: Waze e seus pontos

 

Mais do que oferecer vantagens e benefícios, há muita coisa por trás de programas desse gênero. A estratégia não é tão simples quanto parece. Até porque trata-se de uma conta financeira.

 

Não existe a menor possibilidade de uma empresa incorporar como custo os investimentos praticados em um programa de fidelidade. E esta conta tem, ainda, que considerar o potencial de venda ou de aumento de participação de mercado.

 

Esse cálculo financeiro pode evoluir à medida que softwares e plataformas de CRM (Customer Relationship Management ou gestão do relacionamento com o cliente) podem potencializar as informações sobre essa audiência para aprimorar a abordagem e as ofertas do marketing de uma empresa.

 

Algumas iniciativas, aliás, cresceram ao ponto de se destacarem de suas origens. É o caso do Multiplus, que teve início como um programa de fidelidade somente da TAM (hoje LATAM) e do Smiles, que é uma companhia e mantém operações separadas já da GOL.  

 

E, se o marketing de uma organização quer investir nesta frente, será preciso pensar bastante. Afinal, ele vem sendo cobrado por resultados concretos a cada centavo investido.

 

Bom, mas devagar

No Brasil, este segmento ainda avança muito lentamente. E um dos fatores parece ser o fato de o grande público ter interesse, mas não participar efetivamente dos programas de fidelidade. É o que aponta a Pesquisa Opinião dos Consumidores sobre Programas de Fidelidade, feita pela Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), em entrevistas com 1.250 pessoas.

 

O levantamento foi feito com pessoas de diversas capitais do Brasil em parceria com o Instituto Axxus e a Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo o estudo, 92% dos entrevistados indicam que gostariam ou gostam de participar de um programa de fidelidade por acreditarem que eles podem oferecer vantagens. Em contrapartida, 68% deles não participam de programas em nenhuma modalidade.

Ainda de acordo com a pesquisa, supermercados (67%) e farmácias (56%) foram as categorias apontadas como preferidas pelos consumidores. Na sequência aparecem grandes magazines (23%), restaurantes (17%) e companhias aéreas (15%). A entidade também classifica cinco tipos de programas – e não somente três. Mas há uma luz no fim do túnel.

 

A parte boa também dos programas de fidelidade

O mercado não vive só de notícia ruim. Apesar da dificuldade, o número de inscritos cresceu em programas de fidelidade cresceu 15% e conta com cerca de 90 milhões de pessoas –  um aumento de cerca de 12 milhões de novos associados. Os dados são de balanço da Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf) – sim, existe uma entidade que reúne empresas do gênero.

 

Entre o segundo trimestre de 2016 e o mesmo período deste ano a evolução foi de 24%. O número de cadastrados em programas de fidelidade chegou a 100 milhões.

Isso certamente é reflexo de uma economia em crise, quando os consumidores começam a prestar mais atenção onde podem economizar ou obter algum tipo de benefício adicional – afinal, os pontos estão ali e podem se transformar em uma viagem, um produto, um serviço. Isso fica claro, também, com o aumento do volume de resgates realizado no período.

O calcanhar de Aquiles

Um dos argumentos mais usados para uma evolução lenta e gradual dos programas de fidelidade está na essência deles. Boa parte parece ter um foco muito específico apenas na troca, na geração de um benefício financeiro e não na manutenção ou real fidelidade do consumidor. Tanto que há uma confusão em relação à nomenclatura: trata-se de um programa de fidelidade ou programa de pontos?

 

Há claramente um conflito aí entre um ativo emocional (ideológico) e um segundo extremamente racional (transacional e de recompensa). Via de regra, tentar trabalhar as duas coisas exige muito cuidado porque a linha de separação é muito tênue. Como chamar a atenção para meu programa de fidelidade e conquistar o  consumidor sem investir em benefícios e vantagens tangíveis para eles?

 

Para uma empresa, essa polaridade pode causar um efeito tenebroso. Um programa de fidelidade pode custar mais do que gerar resultados de negócios se não for bem desenhado.

 

A Accenture Strategy indica que as companhias estão “desperdiçando bilhões a cada ano em programas de fidelização de clientes que não funcionam mais como antigamente”.

 

A consultoria afirma que, com milhões de pontos de fidelidade acumulados – mas não usados pelos consumidores – 80% dos clientes no Brasil diminuindo sua fidelidade ao ponto de interferir diretamente no lucro das organizações.

 

Mas o conceito de fidelidade mudou, indica o relatório. O público está menos passivo, não dá mais qualquer coisa em troca de míseros brindes. Tem que valer muito a pena para o consumidor. Os millennials são mais exigentes, mas podem também recompensar marcas que atingem seus anseios.

Novas expectativas

Programas de pontos ou fidelidade tendem a desaparecer ao se manterem nos modelos que estão habituados. Eles precisam evoluir mais rapidamente a partir da compreensão da mudança de comportamento e percepção de suas próprias audiências. Veja aqui neste link algumas tendências (em inglês).

 

Separei aqui algumas questões que devem marcar a evolução dos programas de fidelidade nos próximos anos e garantir a sobrevivência e crescimento deles:

 

Personalização

É difícil. É caro. Dá trabalho. Ao passo em que o consumidor está disposto a trocar informações pessoais com a sua marca, entretanto, ele quer ser reconhecido e tratado como especial.

 

Valor e valor

Acabou a era do R$ 10 mil por uma jujuba. Acumular uma infinidade de pontos para trocar por algo de valor muito pequeno acaba gerando imensa frustração para o consumidor. E o risco está no ciclo. Se o cliente deixa de ver valor, ele deixa de usar. Quanto menos gente usando, menos gente também sabe que o programa existe. É preciso equilibrar a recompensa ao valor investido pelo cliente em você.

 

Experiência

Com a diminuição do custo marginal de produção – originado pelo digital – ser copiado é muito fácil. Criatividade a gente não acha em qualquer esquina. Então, é preciso transformar as experiências. Trocar pontos por produto qualquer companhia pode fazer. Qual será o seu diferencial competitivo – por mais simples que seja – que vai modificar a forma como você entrega algo para sua audiência? O que realmente vai encantar e mexer com as sensações do seu público?

 

E aí, decidido a investir em um programa de fidelidade para a sua empresa ou marca? A oportunidade está no ar. Basta saber como encontrar o melhor caminho.

 

modelo de maturidade digital

Perguntas para o marketing responder

agosto 28th, 2017 Publicado por Mercado, Todas as categorias 0 comentário em “Perguntas para o marketing responder”

A área de marketing de qualquer empresa vive muitos dilemas nos dias de hoje. Certamente, são muito mais perguntas do que respostas. Os departamentos incorporaram múltiplas disciplinas, cresceram em verba e em especialidades.

O crescimento dos modelos digitais  foi essencial nessa transformação, pois trouxe oportunidades diversas e desafios gigantescos que, a cada dia, tornaram-se mais complexos de serem ultrapassados e solucionados.

Construir e manter uma marca saudável, no momento que vivemos atualmente, é muito, mas muito mais intrincado. A experiência e a relação entre marcas e indivíduos ganharam um novo contexto a partir do universo digital.

Quando se pretende dialogar com o público, desenvolver um novo produto, promover um encontro, produzir uma campanha ou promoção, há, hoje, uma infinidade de variáveis. Boa parte delas, aliás, está totalmente fora de controle das companhias.

A conectividade entre marca e consumidor foi ampliada em proporções exponenciais. Não há mais comando pleno. Por isso mesmo que propósito, autenticidade e verdade estão no centro do debate.

Tudo está muito mais evidente e exposto. Quanto menos consistentes essas frentes estiverem, maiores serão os riscos para a marca. Em qualquer organização de qualquer porte, não importa o segmento de mercado, e os prejuízos são difíceis de serem calculados.

A transformação digital, tão propagada por organizações e gurus do mundo inteiro, ainda não é efetiva na maioria das empresas. Poucas iniciativas desintegradas são muito mais comuns do que um projeto sólido. Aquele para o qual olhamos e identificamos facilmente se tratar de algo que tenha sentido no todo para o mundo digital. Tudo ainda se apresenta de forma fragmentada, dispersa, sem amarração.

Trata-se de uma crítica? Sim, mas também não estou dizendo que é algo supersimples de ser resolvido. Vale lembrar que a internet comercial no Brasil tem aproximadamente 22 anos. Está iniciando sua vida adulta.

O esforço é grande para que uma atuação com visão integrada e completa aconteça. Não se trata apenas de adotar ou não tecnologia. Tem a ver com cultura, com processos que são realizados da mesma forma há muitos anos, com autodefesa executiva.

Então, talvez seja bom parar um pouco esse ritmo maluco que vivemos para fazer algumas perguntas e encontrar suas respostas. A brasileira E.Life criou um modelo de sete passos evolutivos, chamado de Modelo de Maturidade Digital, para ajudar as empresas a entenderem em qual momento estão e evoluírem a partir dele.

Selecionei algumas perguntas que considero fundamentais para que o marketing e/ou a comunicação de uma marca ou empresa que atuem em transformação digital comecem a colocar os trilhos novos na estrada de ferro por onde passará o próximo trem. Uma certeza e um aprendizado que eu tive com um antigo chefe: só não podemos colocar trem novo em cima de trilho velho.

perguntas marketing

Algo na linha do que as grandes consultorias vêm chamando de business experience technology (BXT), que entregue ao cliente basicamente o que é viável, desejável e factível. Para chegar a essas três palavrinhas mágicas e entregar algo de real valor para seus públicos, pense em:

1. Como você está olhando os teus relatórios?

Atualmente, vivemos o mundo dos dados. Só em 2017, quantas vezes você ouviu falar em big data, data analytics, entre outras expressões ligadas à mensuração de resultados? Inclusive, isso me lembra, curiosamente, a famosa frase do professor de psicologia e comportamento econômico Dan Ariely:

“Big data é como sexo na adolescência: todos falam sobre isso, ninguém realmente sabe como fazê-lo, todos pensam que todos os outros estão fazendo isso, então todos afirmam que estão fazendo (…)”.

De quase tudo é possível extrair algum tipo de informação, e são muitos os problemas que vemos no dia a dia.

O primeiro ponto é saber o que se deseja mensurar. A gente sai implementando uma porrada de ferramentas. Mensura tudo, define alguns KPI, mas, no fim, acaba não olhando para o todo. O que nos leva a outro problema.

Geralmente, os relatórios não estão integrados. Eles são produzidos e compartilhados a partir de quem comanda ou detém o poder sobre aquele ponto de contato. Isso dispersa totalmente a análise aprofundada e o desenvolvimento de inteligência sobre os dados.

Problema maior que conseguir colocar tudo isso numa base de dados organizada, é conseguir sacar inteligência definitivamente integrada sobre as informações que permitam criar uma base para a tomada de decisão. Em geral, os dados estão dispersos em silos.

E a terceira e última questão para pensarmos sobre dados: o quanto, efetivamente, eles estão gerando iniciativas que transformam o seu negócio? De tudo o que você lê, vê e ouve nos milhares de relatórios a que tem acesso, existe uma lista de tarefas a serem executadas, acompanhadas e cobradas regularmente?

2. Que atenção você dá aos canais de relacionamento com os teus clientes?

O digital quebrou uma barreira muito importante no mundo corporativo: eliminou intermediários do processo e colocou o cliente frente a frente para conversar com as empresas (sem que isso fosse feito por anúncio de rádio, TV, jornal, entre outros meios tradicionais). Isso foi algo muito assustador para todas as empresas.

Assim como dissemos que o consumidor mudou, o papel dos canais também tem de se rearranjar. Não basta apenas a evolução natural já identificada pela própria área responsável pelo canal, as melhorias estruturais devem ser default.

Estamos falando mesmo do ponto de posicionamento e estratégia. O quanto cada canal se encaixa dentro dos teus negócios a partir do comportamento do mercado hoje. A empresa, muito provavelmente, abriu muitas e novas frentes de diálogo, principalmente em mídias sociais. E é possível descobrir coisa ali que sequer precisava ou deveria ser feita.

Surgem perguntas: isso tudo está funcionando da melhor forma? Há conteúdo permanente que faça sentido para o consumidor e está de acordo com as premissas e posicionamento da marca? Quais conteúdos podem e devem ser potencializados e, por isso, precisam de reforço? O quanto podemos eliminar aqueles que só custam e trazem resultados ínfimos.

É muito comum deixarmos de revisitar todas as frentes de interação com os públicos. Fazer um grande mapa pode ajudar a identificar o que está sobrando e o que está deficiente.

3. De que maneira está olhando para a jornada dos teus clientes?

A já tradicional jornada do cliente é base para muitos processos que surgem e são desenvolvidos em qualquer time de marketing e comunicação. Mas a base de dados que está utilizando é confiável suficientemente para garantir que os passos considerados em sua régua são reais? Você deve concordar que a falha de leitura de um processo específico pode nublar ou nos fazer tomar atitudes erradas em tudo o que está à frente desse processo.

Seria preciso reunir as diversas pontas responsáveis pelos pontos de contato com os clientes, analisar os dados e, então, criar uma régua única de jornada. É difícil? Nossa, e muito! A começar pela árdua tarefa de juntar esse povo todo e propor a discussão. Mas é certeza de que pode dar um resultado incrível e surpreendente para todos que participam.

O cliente mudou. O comportamento de consumo sofreu alterações significativas. E isso tem acontecido de maneira muito rápida. Não só produzir uma jornada mais completa, de ponta a ponta, e revisá-la de tempos em tempos torna-se primordial para qualquer negócio.

4. Quanto você está realmente ouvindo e absorvendo as informações do teu time?

perguntas marketing

Vamos lá! Não me diga que você é todo ouvidos: falta de tempo provocada pela agenda abarrotada de compromissos; velocidade que se tem para tomar decisões com pressões enormes; reuniões repletas de celulares e computadores e atenções dispersas; reports e feedbacks rápidos e, muitas vezes, rasteiros.

Por essa razão também, informações francas, que deveriam chegar a quem de fato tem poder para tomar as decisões, simplesmente se perdem nas tarefas diárias corporativas. E pontos importantes de rotina, de operação, de clima e de produção são conhecidos e visualizados por quem está envolvido no dia a dia.

Hoje, muitos dos problemas de organizações, sem dúvida, estão na falta do ouvir. A política de portas abertas da alta gestão, convenhamos, fica mais no discurso do que na prática.

Primeiro, por razões estruturais históricas de hierarquia. Ninguém gosta de atropelar ou ser atropelado, ultrapassado. O famoso by pass é praticamente uma ética nas corporações.

Segundo, pelo fato de a forma ser intimidadora e, por vezes, constrangedora, especialmente quando o processo é inverso. Imagine um estagiário sendo chamado na sala do presidente para que fale sobre o que vê e observa da companhia? Seria um grande exercício; mas será que sairá algo realmente bom desse diálogo?

Precisamos pensar em novos modelos e estruturas que permitam que informações fundamentais fluam do topo para a base da pirâmide, e vice-versa.

Sobre esse tema, aliás, vale a leitura do artigo “A deprimente necessidade de agradar ao chefe”, de Rafael Souto, publicado no Valor Econômico.

5. Qual é o retorno efetivo sobre os investimentos de todas as iniciativas do marketing?

O marketing das empresas ganhou poder. Como uma área fundamental no apoio comercial, ou seja, ajudar a vender, foi incorporando funções, especialidades, tecnologias, budget. Passou a pensar e executar tantas tarefas, que ficou complexo demais visualizar a efetividade de todas as ações.

E você se pergunta: o marketing é tão irresponsável assim? Claro que não! Nem é isso que estou dizendo. Mas a exigência que se tem hoje sobre essa área em qualquer companhia supera a capacidade de entregar a partir de uma visão sobre o todo.

Atualmente, o marketing das organizações é (ou deveria ser) praticamente um hub. Conta com muitos demandantes, com necessidades pontuais e que talvez não conversem com o propósito macro ou com a estratégia de comunicação da marca. E sabemos o quanto é difícil dissuadir os solicitantes.

Há, ainda, o gerenciamento de diversos fornecedores para cada uma dessas ações – vamos lembrar de que as estruturas de marketing foram das últimas a serem enxugadas nos últimos anos. Muitas vezes, puxando a sardinha e mostrando resultados que convêm somente a um lado.

Vivemos o momento em que o marketing está, cada vez mais, pressionado a justificar cada centavo gasto, a provar que aquele dinheiro investido vai trazer mais dinheiro de volta para a empresa e seus acionistas.

Repensar com cuidado cada projeto, cada iniciativa e conectar tudo sob uma visão e estratégia únicas são questões de sobrevivência e sustentabilidade da organização. Além, é claro, da otimização de tempo e recursos.

Tenho certeza absoluta de quão difícil é parar, puxar o freio de mão. Dar-se um tempo para analisar tudo com calma, para gerar insights e soluções. Quanto mais isso se arrastar, maiores serão as chances, entretanto, de incidirmos em erros nos processos decisórios.

Inclusive, recomendo a leitura do artigo do Financial Times (infelizmente é fechado para assinantes) sobre a importância do silêncio para os negócios.

IPOs movimentam mais de R$ 10 bilhões no Brasil em 2017

agosto 9th, 2017 Publicado por Mercado, Tecnologia 0 comentário em “IPOs movimentam mais de R$ 10 bilhões no Brasil em 2017”

Levantamento feito pela TTR (Transactional Track Record) indica que o mercado de capitais brasileiro fez 7 IPOs nos primeiros sete meses de 2017 e que os investimentos em venture capital em julho de 2017 subiram 770% contra o mesmo período de 2016. Desde 2010, as empresas brasileiras que mais atraem investimentos estrangeiros são as empresas do segmento de Tecnologia e Internet. Em 2017 essa tendência persiste – foram registradas 31 transações, um crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado, informa a TTR.

Setores que também se destacaram em número de operações cross-border inbound no período foram Consultoria, Auditoria e Engenharia, com 11 transações, e Internet, com 10.  No âmbito outbound, o Brasil fez 11 aquisições nos Estados Unidos, somando R$ 511 milhões. Destaque também para as aquisições realizadas no Reino Unido e na Turquia, que movimentaram, juntas, aproximadamente R$ 4,7 bilhões. O setor mais ativo foi Tecnologia.

No cenário de venture capital, julho foi um mês de crescimento. Das oito transações registradas no TTR, cinco revelaram valores que somam R$ 604 milhões, alta de 770% em comparação ao período homólogo de 2016. Os investimentos em venture capital em 2017 – R$ 2,2 bilhões – já ultrapassaram o total investido no ano anterior, que alcançou total aproximado de R$ 2 bilhões.  O setor de maior crescimento no acumulado do ano foi Distribuição e Retail (30%), enquanto Tecnologia foi o que apresentou mais transações (51).

IPOs em destaque

O destaque dos IPOs ficou para a estreia do Grupo Carrefour Brasil na bolsa, que superou o valor de R$ 4,4 bilhões. Os resultados de julho também consolidam a liderança brasileira no cenário latino-americano de fusões e aquisições. De acordo com o Relatório Mensal da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, desde o início do ano já foram registradas 389 transações domésticas no mercado nacional, enquanto a Argentina, país que apresentou o segundo melhor resultado no quesito, registrou 68.

O Brasil também foi o protagonista de duas das maiores operações anunciadas no mês de julho no continente: a aquisição dos Negócios de Produção de Sementes de Milho da Dow Chemical pelo Citic Agri Fund pelo valor de U$ 1,1 bilhão, e a venda da Alpargatas pela J&F Investimentos, que movimentou U$ 1,08 bilhão.

O mercado brasileiro abriu o segundo semestre de 2017 com 73 transações, uma queda de 8,75% em relação ao mesmo mês de 2016.  Destas, 28 tiveram seus valores revelados, totalizando R$ 11,8 bilhões, uma queda acentuada de 69,13% quando comparada ao mesmo período de 2016.

Apesar do saldo negativo do mês, o ano já registrou um aumento de 10% nos movimentos do setor Financeiro e Seguros (68). Já os setores de Tecnologia (99) – com mais transações no mês de julho – e Distribuição e Retail (62), obtiveram quedas de 12% e 9%, respectivamente.

Operações cross-border

Outra tendência que se mantêm é a queda dos investimentos de empresas norte-americanas no país, que no atual período foi de 10,8%, apesar dos Estados Unidos ainda serem o país com o maior número de aquisições no mercado brasileiro, com 41 operações que alcançaram R$ 16,1 bilhões em investimentos no país. A China continua sendo o país com maior valor acumulado em aquisições no Brasil, tendo investido R$ 21,4 bilhões em 2017, com destaque para operações no setor de energia elétrica.

Private Equity e venture capital

O balanço das operações registradas no setor de private equity no Brasil em julho de 2017 foi de R$ 231,8 milhões, com crescimento de 25% no número de transações em comparação com o mesmo mês do ano passado. O setor mais movimentado é Saúde, Higiene e Estética com sete transações no ano, 40% a mais do que o mesmo período em 2016. Os setores de Consultoria, Auditoria e Engenharia e Imobiliário também apresentaram crescimento expressivo, 33% cada.

A tua marca fala com idosos?

julho 31st, 2017 Publicado por Comportamento, Todas as categorias 0 comentário em “A tua marca fala com idosos?”

Todo mundo quer conquistar audiências jovens. Cativá-los para que deem sustentabilidade aos negócios no futuro, quando tiverem poder de compra. Mas quais são teus esforços de marketing e comunicação para os idosos? Se a tua empresa trabalha com esse público, precisa entender as mudanças. Se não, você deveria se preocupar.

Há uma grande transformação para acontecer. Ela vai afetar aspectos sociais, políticos e econômicos e, claro, a tua empresa, independentemente do teu segmento de atuação. O envelhecimento da população no mundo todo é um caminho sem volta.

Dados da Organização Mundial da Saúde, em levantamento realizado em 2014 e publicado na revista médica The Lancet, mostram que, em 2020, teremos mais pessoas de 60 anos que crianças com menos de 5 anos de idade. É a primeira vez na história que isso acontece. E vem mais… Em 2050, serão dois bilhões de pessoas acima dos 60 anos.

Essa alteração interfere na demografia e modifica a pirâmide etária. A base, formada por jovens, se estreita, enquanto o topo da pirâmide, constituída pelos idosos, acaba se alargando.

onu idosos

Os dados são globais. E o Brasil segue esta mesma tendência. De acordo com o Censo de 2010, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total de brasileiros com mais de 65 vai quadruplicar até 2060, chegando a 58,4 milhões de pessoa. A expectativa média de vida do brasileiro também crescerá. Deve passar de 75 anos para 81 anos.A expectativa média de vida do brasileiro também crescerá. Atualmente ela está em 74,9 anos. Mas pode chegar a 81,2 até 2050.

expectativa de vida

Mais idosos modificam a minha marca?

Ah! Vai mudar muita coisa. Mais do que viver mais, as pessoas tendem a viver melhor. A diminuição da fecundidade, a evolução da medicina, a melhoria da qualidade de vida e da alimentação contribuem para isso. Pode não parecer, mas o impacto disso é gigantesco.

Talvez o primeiro ponto a ser repensado no marketing e na comunicação é o quanto o contato da tua empresa vai acompanhar esse movimento. Falar com pessoas mais velhas tem outra dinâmica; a forma é fundamental. Considere, ainda, que todo mundo é mídia e produtor de conteúdo. O quanto da tua comunicação condiz com a realidade da população efetivamente idosa? A publicidade que você desenvolve reflete o idoso que pretende atingir?

Darei um exemplo simples, mas que nos faz repensar o tema. Vemos o envelhecimento aumentar. Correto? Por qual motivo, então, a maior parte dos prédios construídos, hoje em dia, ainda privilegia basicamente as crianças? Ah! Deve ser porque as construtoras são burras. Não! Nada disso. Elas sabem muito bem o que fazem, mas poderiam começar a pensar um pouco mais nas necessidades dos idosos.

Números que importam

Um estudo realizado, em outubro de 2016, pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e encomendado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 67% dos idosos são os únicos que tomam decisões sobre as compras que fazem; contudo, três em cada dez (34%) afirmam que sentem falta de produtos para a terceira idade.

Hoje, as pessoas com idade mais avançada são retratadas de forma bastante jovial e hiperativa. Ainda que haja uma grande evolução, temos de considerar o contexto. Talvez, para o retrato nacional, não seja uma verdade absoluta, mas as mudanças estão a pleno vapor, inclusive na adoção de tecnologia.

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Fonte: CNDL

 

Outra questão fundamental é o contexto, pois nossa realidade de mercado é bastante particular. Alguns dados ilustram bem isso e dão o tom da importância de considerar o envelhecimento um fator primordial na sua estratégia de comunicação.

  • Segundo a Serasa Experian, cerca de 1 milhão de idosos brasileiros encontra-se na faixa de alta renda, com uma vida luxuosa. Outros 10,8% praticamente sobrevivem em condições precárias.
  • O Instituto Locomotiva mostra que o número de brasileiros conectados na Internet cresceu mais de 100% nos últimos oito anos até 2016. Entre os internautas da terceira idade, o aumento foi de quase 1000%. O Brasil tem mais de mais de cinco milhões de idosos na Internet. A maioria dos conectados está na região Sudeste (60%), pertence às classes A e B e tem curso superior.
  • A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013 mostrou que, da população brasileira ativa, os idosos representam 7,2%, com um aumento de 35,8% na última década.
  • Um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) indica que 46% dos idosos tendem a aumentar as atividades de lazer, e o turismo é o que mais consome a renda nessa fase da vida.

Será preciso olhar com muita atenção, acompanhar de perto as movimentações desse perfil de consumidor e adaptar cada vez mais o diálogo e a forma de apresentar tua marca para essas audiências. Sem contar com o fato de que não temos a menor ideia de qual será o perfil dos nativos digitais quando forem mais velhos. Se eles já possuem outra lógica agora, imagine no futuro.

O cenário está posto e vai forçar uma guinada de reposicionamento das marcas. Isso vai passar pela estruturação das conversas, pela mudança das narrativas, pela revisão das mídias de impacto e, principalmente, pela leitura do comportamento. Mexa-se, pois o tempo vai passar rápido, na velocidade que você nem imagina.

Infográfico: o processo de inbound marketing

junho 17th, 2017 Publicado por Infográficos 0 comentário em “Infográfico: o processo de inbound marketing”

É praticamente impossível imaginar um trabalho de marketing digital sem considerar uma boa estratégia de marketing de atração, ou o processo de inbound marketing. O conceito é bastante amplo, mas tentamos explicar de uma maneira simples e rápida como você pode gerar mais leads e aumentar as suas possibilidades de vendas a partir de um bom plano de marketing de entrada.

O processo de inbound marketing

processo de inbound marketing