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Tecnologia, saúde e solidão

maio 27th, 2018 Publicado por Comportamento 0 comentário em “Tecnologia, saúde e solidão”

As plataformas de mídias sociais que revolucionam, curam, propiciam experiências de satisfação e alívio podem criar dependência e dor, na mesma proporção. Para onde estamos caminhando, afinal, em termos de saúde, tecnologia e solidão e onde podemos chegar com tudo isso?

Fonte: Bored Panda

Um dos temas mais importantes debatidos na edição 2018 do SXSW, para além das tendências, foi justamente algo bem delicado e intrigante: a saúde mundial. E sob vários pontos de vista. A legislação em diferentes lugares do mundo, os impactos da solidão no corpo e na mente humana e, acima de tudo, uma tecnologia que pode revolucionar sistemas, prontuários e interligar diagnósticos e uma população inteira, mas que pode, simultaneamente, adoecê-las e criar dependências em diferentes graus.

Em uma série de conferências realizadas ao longo do evento, especialistas tentaram discutir (e por que não dizer, decifrar?) de que forma a tecnologia pode ser essencial nos assuntos ligados à saúde pública e privada e em que ponto exato ela deixa de ser um aliado para transformar-se num vilão.

A gente pode começar falando, entre as investigações positivas, por exemplo, na adaptação dos chamados exoesqueletos, aquelas engenhocas que podem melhorar a qualidade de vida de deficientes e propiciar uma “mobilidade além da cadeira de rodas”, permitindo que eles possam permanecer em pé e caminhar.

Isso pode garantir a estas pessoas uma melhor qualidade de vida, sem atrofia dos membros e acúmulo de lesões na pele – males que costumam atingir pessoas que passam muito tempo sentadas.

Alguns desses exoesqueletos, inclusive, poderiam ser controlados por ordem direta do cérebro. Seriam a mais genial manifestação de “wearables”, as tecnologias que podem ser agregadas ao corpo. Inclusive uma das novidades apresentadas por lá foi justamente o Harmony, um robô criado por uma equipe da Universidade do Texas que pode ajudar pacientes vítimas de lesões neurológicas causadas por AVCs.

Ao longo dos dias de evento, foram várias as discussões sobre atendimentos remotos a pacientes e a criação e adequação de prontuários eletrônicos, que podem facilitar o atendimento a um paciente, seja qual for o médico que ele consultar.

Até mesmo na medicina, a palavra de ordem do momento é “experiência”: é preciso garantir que a pessoa não apenas fique curada, mas repense sua vida de maneira saudável e, de preferência, com o auxílio da tecnologia.

A realidade virtual e a realidade aumentada também entraram em pauta, como possíveis aliadas em processos de fisioterapia e reabilitação. Outro exemplo positivo está nos investimentos feitos pelo Google neste sentido. O modelo de machine learning desenvolvido pelo gigante da tecnologia está muito próximo de ajudar a detectar câncer com um índice altíssimo de precisão.

Em debates mais “pé no chão”, maneiras concretas para que o uso dos dados armazenados pelos hospitais durante tratamentos e internações possa de fato ajudar os médicos na tomada de decisões. E, claro, uma forma de garantir a segurança dessa enorme base de informações, de forma a resguardar a segurança e a privacidade das pessoas.

Mas são debates, como sempre se vê na SXSW, de tendências e possibilidades futuras. Algumas coisas mais próximas da realidade viável, outras até parecem sonhos de uma noite de verão no Texas, mas já começam a ganhar forma e devem chegar ao público ao longo dos próximos anos. O mais curioso foi que, desta vez, a tecnologia passou a ser considerada também como uma adversária para a saúde mental.

A psicóloga Ramana Durvasula, professora na Universidade Estadual da Califórnia, em Los Angeles, e especialista em narcisismo, abordou em sua palestra, por exemplo, como essa característica humana é incentivada o tempo todo pela tecnologia, especialmente no uso das mídias sociais, e acaba por “destruir a saúde mental das pessoas”, devido à dificuldade em conviver com quem fala de si mesmo em tom elogioso o tempo todo.

Sim, você está pensando naquele amigo que tira 20 selfies de si mesmo todos os dias na academia – e em como cada uma daquelas imagens te incomoda por te obrigar a olhar para sua própria barriga em estado de crescimento.

Isso faz mal à sua saúde mental: causa irritação, frustração, inveja, sentimentos que podem virar gatilhos para crises de ansiedade ou depressão. Eventualmente, essas pessoas perfeitas nem sequer existem; há vários perfis no Instagram, a rede por excelência do narcisismo, que são falsos, chamados de “modelos digitais”, personagens que arrastam consigo dezenas de milhares de seguidores, que se inspiram na maquiagem, no vestuário e no estilo de avatares.

Você já ouviu falar de Shudu Gram?

E mesmo quem passou, desenvolveu projetos ou liderou equipes nestas grandes plataformas sociais parece ter se arrependido e faz alerta. “As redes sociais estão dilacerando a sociedade”, disse Chamath Palihapitiya, um ex-executivo do alto escalão do Facebook que se lamenta de ter participado da criação de ferramentas que promovem este modelo.

E, vejam só, ele não foi o único. Sean Parker, um dos primeiros presidentes do Facebook, afirmou que a empresa “explora uma vulnerabilidade da psicologia humana” o que acaba por definir um “ciclo de retroalimentação de validação social”.

Outro executivo da companhia, Antonio García-Martínez, diz não acreditar na plataforma quando ela fala que não influencia as pessoas em função dos dados que coleta sobre elas e escreveu um livro, Chaos Monkeys, sobre seu trabalho na empresa.

Um vício com impacto no corpo

Fonte: Bored Panda (Asaf Hanuka)

As mídias digitais viciam. Mais do que isso: são feitas para viciar. Os exoesqueletos sonhados pelos médicos de certa forma já existem e atendem pelo nome de telefone celular: um eletrônico que serve quase como um apêndice de nossos membros superiores.

Faça a experiência: vá a um restaurante comum na hora do almoço e conte quantas pessoas, sozinhas ou acompanhadas, estão mais entretidas com seus eletrônicos do que com a própria comida ou o companheiro de mesa – e não há plaquinha de “Não temos wi-fi, conversem entre si” que faça as pessoas desgrudarem os olhos da tela.

As consequências para a saúde das pessoas já estão começando a aparecer. Várias pesquisas apontam o impacto do excesso de tecnologia para a visão, com o crescimento de casos de fadiga visual, que podem levar a outras doenças. Há médicos sugerindo o uso de lentes fotossensíveis para reduzir tal impacto.

Há também relatos de ortopedistas sobre o aumento de casos de dores na coluna por causa da postura incorreta de quem fica o tempo todo de olho no celular, com a cabeça inclinada para a frente; segundo pesquisa feita por uma equipe norte-americana, inclinar-se para a frente por causa do smartphone é como usar um colar com quatro bolas de boliche penduradas – ou cerca de 27 kg.

Mas o impacto maior mesmo é para a saúde mental. A gama de aplicativos que fazem de tudo nos obriga a manter o celular sempre por perto, causando uma dependência impensável anos atrás.

Você se lembra da última vez que esqueceu de levar o carregador do aparelho para o trabalho e ficou horas sem poder consultá-lo? “Não posso ficar sem celular, é minha agenda, converso com meus filhos, monitoro meu saldo bancário”, você já está pensando enquanto lê o texto. Além disso, é ali que você consulta suas redes sociais, bate papo à toa para fugir um pouco do estresse do trabalho…

Nas escolas, o grande desafio dos professores hoje não é conseguir o silêncio nas salas de aula, mas fazer com que os estudantes foquem sua atenção para a lousa – muitas vezes, ela também eletrônica – em vez de olhar para o celular.

Estratégias para adequar o ensino à modernidade vêm sendo feitas, mas ainda encontram resistência entre os mestres mais tradicionalistas e sofrem com dificuldades de infraestrutura, especialmente em escolas públicas.

O contexto anda tão complexo que chegamos ao ponto de viver em uma era na qual surgem “estrelas” de Instagram que sequer existem, mas que conquistam legiões de fãs. Em que jovens começam a procurar cirurgia plástica para ficarem mais parecidas com as imagens que produzem de si mesmas, as famosas selfies, a partir de filtros disponibilizados pelas plataformas.

Um momento até de discussões sobre o que deve ser feito com os “restos digitais” de pessoas que morrem. Uma fase em que nós nunca estivemos tão conectados e com o sentimento de tão sozinhos.

A humanidade no centro

Fonte: Bored Panda (Angel Boligan)

Vinton Cerf, vice-presidente do Google, foi o idealizador de um projeto chamado People-Centered Internet – em tradução livre, “a internet focada nas pessoas”. No site oficial, ele se apresenta como “uma coalisão internacional criada para garantir que a internet continue a ajudar as pessoas a satisfazer suas necessidades e atingir seus objetivos online”.

Entre os benefícios desse uso estariam “o crescimento autodirigido por meio de educação, oportunidades econômicas e o crescimento de uma comunidade através dos meios de comunicação”.

Na prática, a entidade tem feito parcerias para ampliar a infraestrutura digital em comunidades pobres ou devastadas por catástrofes naturais. A ideia, garantem os criadores, é estender cada vez mais ao mundo os benefícios e vantagens da internet.

Tudo isso se parece muito com as previsões otimistas feitas por especialistas como o linguista canadense Marshall McLuhan, que lá nos anos 60 pensava no mundo como uma “aldeia global”, com distâncias cada vez mais curtas por causa das redes de comunicação (ele morreu pouco após o estabelecimento da TV por satélite).

Ou do sociólogo espanhol Manuel Castells, seu herdeiro, que sempre destacou a “cultura da internet” como algo que valorizava a colaboração e a construção coletiva de projetos. Eles só não contavam com a dependência do homem em relação à tecnologia.

É sobre essa dependência real que alguns cientistas começam a se questionar. É certo colocar toda nossa vida sob controle de um mecanismo frágil e que pode nos deixar na mão a qualquer momento, por causa de uma queda ou mesmo de um furto?

Em palestra no TED norte-americano, em abril, o cientista Jaron Lanier, um dos maiores especialistas do mundo em realidade virtual, apontou um grande dilema: a cultura gratuita que encantou a internet em seus primórdios levou à necessidade de ações para, afinal, pagar as contas.

E isso culminou no estabelecimento, aos poucos, de uma gigantesca indústria de publicidade dirigida, encarnada hoje pelos gigantes Facebook e Google, que, na visão de Laneir, “não é mais propaganda, é modificação de comportamento”.

Sabe aquela sensação de prazer quando sua selfie ganha um like do gatinho da mesa ao lado no escritório? Para ele, é mais ou menos a mesma coisa que um comportamento dirigido e treinado, como o ratinho de laboratório que ganha um pedaço de queijo depois de percorrer o caminho correto entre duas gaiolas.

O caminho a percorrer, como em tudo nessa vida, parece ser o do meio termo. Se não é possível abrir mão dos gadgets o tempo todo, por conta dos compromissos e realizações profissionais, que saibamos nos preservar alguns momentos.

Como na hora do almoço: que tal, em vez de ficar no celular, se permitir dar atenção ao cheiro da comida, ao sabor da sobremesa, aos sons dos pássaros pelo caminho e à conversa com o amigo? Não é fácil, mas não é impossível tentar.

 

Cursos de Content Marketing Digital

janeiro 30th, 2018 Publicado por Cursos, Marketing de Conteúdo 1 comentário em “Cursos de Content Marketing Digital”

Content Marketing Digital

A equipe da Sordili.com, e seus professores convidados, estão com um pacote de cursos de Content Marketing Digital na ESPM-SP (Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo).

O objetivo do PROGRAMA AVANÇADO EM MARKETING E COMUNICAÇÃO DIGITAIS é preparar e aprimorar o profissional de diversas áreas para produzir e gerir com sucesso seu negócio ou sua carreira nas plataformas digitais (portais, redes sociais e dispositivos móveis).

Ensinar estratégias de Content Marketing Digital para planejar e gerir projetos digitais: como usar melhor vídeo, texto, áudio, fotografia e design para promover a fidelidade à marca e criar confiança na marca e nos serviços.

Faça o download do arquivo do curso.

Content Marketing Digital

Tópicos abordados:

Inovação em Marketing – 24/02/2018
Professores: Aline Sordili e Antonio Guerreiro

Inbound Marketing – 07/04/2018
Professoras: Helena Sordili e Aline Sordili

Avançado em Redes Sociais – 05/05/2018
Professores: Eduardo Vasques e Helena Sordili

Youtube Marketing – 02/06/2018
Professora: Aline Sordili

O combo completo de cursos de Content Marketing Digital pode ser pago em até 8x no cartão de crédito.

 

Por que a tua marca tem de investir em vídeos no Facebook?

setembro 13th, 2017 Publicado por Marketing de Conteúdo, Social Media, Todas as categorias 0 comentário em “Por que a tua marca tem de investir em vídeos no Facebook?”

Falamos sobre a vida transmitida ao vivo e em vídeos na estreia deste blog. Essa tendência de transformar boa parte do conteúdo produzido em vídeo tem algumas razões. Não só nosso apego ao formato do ponto de vista de consumidores, mas também porque algumas das principais plataformas vêm investindo em tornar tudo audiovisual. É o caso da maior mídia social do mundo: o Facebook.

Se você não se deu conta, preste atenção. Abra seu smartphone, acesse o Facebook e comece a navegar pela linha do tempo. Conte quantos vídeos serão exibidos para você em pouco tempo de rolagem. Até cerca dedois ou três anos, o CEO da companhia, Mark Zuckerberg tinha deixado claro o direcionamento: “Somos uma empresa mobile first”. A meta foi atingida.

“Eu vejo o vídeo como uma megatendência.” Essa frase foi proferida por Zuckerberg numa conferência com investidores realizada no início deste ano para falar sobre os ganhos do quarto trimestre de 2016. “É por isso que vou continuar a colocar o vídeo à frente de nossa família de aplicativos”.

Para ficarmos apenas com os dados do Brasil, 46 milhões de pessoas acessam o Facebook diariamente por dispositivos móveis.

Facebook dados Brasil

O direcionamento agora é outro. Atento ao movimento e forma de consumo de informação, o Facebook quer ser uma empresa video first. O anúncio foi feito pelo próprio Mark Zuckerberg, em novembro de 2016, ao comentar os números do consumo de vídeo na mídia social.

O foco principal está nos chamados millennials, isto é, pessoas com menos de 30 anos. Aos poucos, o Facebook foi incorporando modelos que beneficiam o conteúdo em vídeo, como aumentar o alcance orgânico de publicações para criadores de conteúdo nesse formato. Depois, veio a investida de combater diretamente o crescimento do Snapchat, com adição de live e stories.

O Facebook lançou, no último dia 31 de agosto, a plataforma Watch, o serviço de vídeo da plataforma, que vai entregar conteúdo com curadoria, mas deve abrir para os próprios usuários, assim como acontece no Youtube. O lançamento do Watch é também uma forma de o FB manter o faturamento publicitário, que está migrando para conteúdos visuais. Leia aqui a explicação sobre o Watch.

Em 2014, já havia indícios, com a transmissão de conteúdos do BuzzFeed e New York Times. Há, ainda, parceria firmada com BuzzFeed, Vox Media e outros, “novos” veículos que estão se consolidando e fincando o pé como meios de entretenimento e informação para o público mais jovem. A expectativa é que, a partir desse acordo, saiam programas proprietários do Facebook.

É importante que, como tudo feito pelo Facebook até hoje – o que lhe garante a quase hegemonia entre as plataformas sociais disponíveis atualmente –, as decisões estão muito bem embasadas em dados. A própria ferramenta já é um grande laboratório para analisar o comportamento da audiência e extrair insights relevantes.

Segundo informações do próprio Facebook, o consumo de um conteúdo no desktop leva em torno de 2,5 segundos, enquanto que no mobile esse mesmo conteúdo leva 1,7 segundos para ser absorvido. As pessoas podem se lembrar de um conteúdo no feed de notícias depois de vê-lo por apenas 0,25 segundos.

vídeos no facebook

A mídia social também usa estudos de mercado. De acordo com a NeuroMobile, uma pesquisa realizada pela SalesBrain com 70 adultos dos Estados Unidos, com idades entre 18 e 49 anos, verificou que a atenção dada pelas pessoas a um anúncio visualizado no smartphone é 82% maior que a aplicada a um anúncio de televisão. Ainda segundo o levantamento, que foi encomendado pelo Facebook, a distração em dispositivos móveis é 79% menor quando comparada com a TV.

A estratégia também leva em consideração o “Cisco Visual Networking Index: Global Mobile Data Traffic Forecast Update”, documento publicado pela Cisco, em março deste ano. O relatório aponta que, até 2020, 75% de todo o tráfego de dados em dispositivos móveis acontecerão no formato de vídeo e que 100 milhões de horas de vídeos são consumidas todos os dias no Facebook.

Os vídeos mais curtos apresentam mais sucesso e audiência entre os públicos do Facebook. A base da estratégia ainda deve estar centrada inicialmente em produções curtas, considerando que boa parte da audiência consome por smartphone e planos de dados questionáveis (em boa parte de alguns países).

vídeos no facebook by Ooyala

Fonte: Ooyala Global Video Index, 2015

O que o Facebook quer, afinal?

A principal mídia social do mundo quer ir além da competição com a TV. Entre os planos estão não só os conteúdos em vídeos – com filtros, ao vivo, 360 –, mas também que esses vídeos sejam episódicos, roteirizados ou não, e de alta qualidade. Você volta e consome… Volta e consome… Ou nem precisar sair. Fica o máximo de tempo possível na plataforma, assiste tudo dentro do Facebook, sem sair, sem se dispersar.

A promessa é também adicionar anúncios no meio dos vídeos para ampliar as receitas. Isso elevaria, segundo o próprio Zuckerberg, o modelo de vídeos do Facebook a um novo nível e ainda possibilitaria aos criadores de conteúdo ganhar dinheiro com isso.

A proposta de combate ao YouTube – que passou a remunerar produtores de conteúdo de grande audiência – é clara. Mas não só isso. O consumo de informações em vídeo é massivo entre os jovens. As notícias não serão mais lidas nos próximos anos; elas serão assistidas. E, nessa frente, ainda que apresente dúvidas sobre rentabilidade, o YouTube fincou um pé mais forte que o Facebook. Somam-se a isso outros gigantes de peso, como a própria Amazon, com seus serviços de streaming, e a Netflix, com modelo de assinatura acessível e produções próprias.

E há ainda informações de bastidores. Segundo reportagem do Wall Street Journal, existe a possibilidade até do Facebook investir no desenvolvimento de um set-top box – como o AppleTV ou ChromeCast – para fomentar sua estratégia de vídeos.

Entre as informações mais recentes, a empresa está tomando medidas para reativar sua estratégia. A chefe de parcerias com veículos, Campbell Brown, anunciou, faz pouco tempo, uma versão de conteúdo pago com revenue share para os publishers no modelo de assinatura.

Essa batalha é antiga. Ainda hoje, há meios grandes de comunicação que não permitem que seus conteúdos sejam, por exemplo, exibidos nos resultados de busca do Google. Os veículos tradicionais se queixam de não ter controle sobre o que circula nessas plataformas e que Facebook e Google se beneficiem do trabalho de milhares de produtores de conteúdo para ganhar com mídia, sem a devida compensação financeira, é claro.

“Uma das coisas que ouvimos em nossas reuniões iniciais de muitos jornais e editores digitais é que ‘queremos um produto de inscrição’”, disse a executiva. É uma tentativa de agradar a seus fornecedores de conteúdo, que reclamam bastante da baixa performance financeira do Instant Articles.

O modelo de incentivar e compartilhar receitas e remuneração com os produtores de conteúdo, segundo a companhia, tem como premissa impulsionar todo o ecossistema.

A dura realidade

Já entendemos que o futuro da comunicação está no vídeo. Mas, convenhamos, não é tão simples quanto parece. Por mais que o custo de produção desse tipo de mídia tenha caído de forma assustadora nos últimos anos, o modelo não cabe na maioria dos bolsos dos departamentos de marketing. Ainda mais se for uma estratégia de longo prazo.

O próprio mercado comprova isso. O estudo “Mídias Sociais 360”, relativo aos últimos três meses (maio a julho de 2017), realizado pelo Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) em conjunto com a fornecedora da plataforma Socialbakers, mostra que ainda há predominância de textos e imagens em detrimento dos vídeos.

videos facebook faap

O segmento de entretenimento já deu um passo, ainda que pequeno. Cerca de 25% dos posts já são publicados em forma de vídeo. Quando olhamos para “Marcas e Institucional”, entretanto, mais de 70% dos conteúdos publicados na plataforma de Zuckerberg entre abril e junho ainda levam somente imagens. O mesmo acontece com “Mídia e Notícias”, que direciona com links para seus sites proprietários, tentando abocanhar uma parte da audiência do Facebook.

A importância do criativo nos vídeos para Facebook

vídeos no facebook

A aposta é alta, mas não pode ser qualquer coisa. Produzir conteúdos ruins afasta os usuários, que é o que o Facebook menos quer. Por essa razão, a mídia social encontrou uma forma de identificar e avaliar a qualidade dos posts.

Basicamente, a fórmula, chamada de eCPM, traz uma pontuação de relevância do conteúdo e se configura como:

eCPM = [bid (quanto está disposto a pagar pelo target (x) probabilidade de realizar a ação] + relevance score (que é a relevância do seu conteúdo, do seu criativo)

A nota, que varia de 0 a 10, classifica como o público-alvo está reagindo ao seu anúncio. Isso está disponível para qualquer campanha. Segundo especialistas do próprio Facebook, quando está abaixo de 7, atrapalha a performance e é ruim. Isso quer dizer que você está pagando caro para atingir sua audiência – calcula-se que esse “caro” seja de 30% a mais do que deveria.

Para ajudar nesse processo, a própria plataforma fornece ferramentas que são úteis para o desenvolvimento e realização de testes. Seguem algumas:

Audience insightsFerramenta de planejamento que permite adicionar o público que se pretende atingir com aquele anúncio. Traz também dados que auxiliam na compreensão de audiências específicas.

Creative hubPermite consultar, a partir do login, referências de criativos, stories, canvas e diversos outros formatos. Também verifica e possibilita a realização de testes de conteúdos já produzidos, bem como compartilhar de maneira privada até mesmo com o cliente via mobile.

Brand resourcesHá muitas regras impostas pelo Facebook para a produção de conteúdo que será disponibilizado na plataforma. Isso faz com que uma parcela significativa seja barrada. Para evitar que isso aconteça no momento da publicação, isto é, quando o conteúdo já está pronto, essa ferramenta oferece o pré-teste para ver se o anúncio será aprovado ou não.

App legendAplicação que permite ao usuário colocar palavras em movimento ou adicionar legendas. Em etapas fáceis e simples, é possível criar um anúncio em vídeo.

Tem mais alguma dica de ferramenta bacana para compartilhar? Me manda, que eu atualizo o post.

passos mídias sociais

3 passos para um bom marketing nas mídias sociais

julho 4th, 2017 Publicado por Infográficos, Social Media 0 comentário em “3 passos para um bom marketing nas mídias sociais”

Já parou para pensar em como você desenhou ou pretende montar a estratégia de atuação da sua marca nas mídias sociais? Tudo parece muito fácil quando encaramos essas plataformas do ponto de vista de usuário.

O problema é que, quando estamos falando de uma empresa, as coisas são bem diferentes. E podem se tornar bem mais complexas e induzir a erros. Existem alguns segredinhos que podem te ajudar a conduzir as mídias sociais na corporação. Conheça, neste infográfico, três passos que ajudam a sua companhia a deslanchar neste universo.

Infográfico: 3 passos para um bom marketing nas mídias sociais

passos redes sociais

Infográfico: erros comuns nas redes sociais

junho 20th, 2017 Publicado por Infográficos, Social Media 0 comentário em “Infográfico: erros comuns nas redes sociais”

As mídias sociais devem compor o mix de marketing de qualquer companhia. Isto permite criar um relacionamento e um diálogo próximos com seus públicos de interesse. E, até pelo dinamismo imposto pelas constantes atualizações das plataformas e mudanças de comportamento das audiências, é muito fácil pisar na bola. Confira, neste infográfico, como não cometer deslizes básicos com sua marca nas redes sociais. Prestar atenção nestes detalhes é fundamental para manter uma boa reputação uma excelente imagem.

Infográfico: erros comuns nas redes sociais

Erros comuns em redes sociais